Reflete as afirmações analisadas, escolhidas por relevância; não é uma amostra do total do que o criador fala. Como calculamos.
Além das afirmações uma a uma, como o vídeo monta o argumento e o que deixa de fora. Análise editorial da moldura; qualifica o argumento, não a pessoa. Entenda as técnicas →
O vídeo leva a concluirO Brasil, sentado na segunda maior reserva de terras raras do mundo, seria hoje a peca decisiva da disputa global por tecnologia, IA e poder militar, e desperdica esse trunfo exportando minerio bruto em vez de sentar na mesa dos adultos da geopolitica.
O pais mais importante hoje para terras raras e o Brasil.
Importancia na cadeia de terras raras se define por mineracao, separacao e fabricacao de imas, nao por tonelada enterrada. O Brasil produziu cerca de 2.000 t em 2025 (aprox. 0,5% do mundo), nao tinha produtor comercial ate a Serra Verde entrar em operacao em 2024 e nao possui separacao domestica, enquanto a China separa cerca de 90% e faz cerca de 94% dos imas de terras raras. Contraexemplo: a mina de Mountain Pass, nos EUA, tinha o minerio e ainda assim embarcava o concentrado para ser separado na China, ou seja, reserva sem separacao vira dependencia, nao primazia.
China leads with 44.0 million metric tons... Brazil is a clear second at 21.0 million tons.
Brazil only produced 2,000 tonnes of rare earths in 2025, claiming a negligible 0.5 percent of total global production.
Todas as baterias precisam de Terras Varas.
As baterias de ion-litio, dominantes em celulares e carros eletricos, nao levam terras raras: seus minerais criticos sao litio, niquel, cobalto, manganes e grafite. As terras raras (neodimio e outras) entram no ima do motor eletrico, nao na celula. So as baterias de niquel-hidreto metalico (NiMH) usam lantanio. Portanto o 'todas' e falso.
Rare earths are not used in lithium-ion batteries. They are necessary for the magnets that form the main propulsion motors.
Neither lithium nor cobalt are rare earth metals.
O F-35, cara, ele usa, se nao me engano, acho que duas toneladas de Terras Varas.
O numero que circula para o F-35 e cerca de 417 kg (0,4 t), aproximadamente um quinto de 'duas toneladas', e mesmo esse valor sai de um unico estudo interno do Departamento de Defesa de 2012, nunca divulgado e classificado pelo proprio Inspetor-Geral do DoD como deficiente em qualidade de dado. O 'duas toneladas' do video nao tem fonte e infla o numero aceito em cerca de cinco vezes.
The 920 pound (417 kg) figure... originates from a single September 2012 Department of Defense internal study... never been publicly released.
The various alloys in an F-35 contain 417 kilograms of rare earth elements.
Acabou com o programa Stargate dos Estados Unidos.
O controle de exportacao de terras raras da China (abril de 2025) nao encerrou o Stargate: ao longo de 2025 e 2026 o programa se expandiu. O campus de Abilene, no Texas, ficou operacional em setembro de 2025, e OpenAI, Oracle e SoftBank anunciaram cinco novos sites no mesmo mes, levando o projeto a cerca de 7 GW. A moldura apresenta um aperto de oferta como se tivesse matado um programa que, de fato, seguiu crescendo. O video ainda amarra GPU a terras raras, quando a placa depende de silicio e de galio, nao das terras raras magneticas que ele cita.
OpenAI, Oracle, and SoftBank are announcing five new U.S. AI data center sites under Stargate.
OpenAI's new Stargate data center site in Abilene, Texas, is up and running, with five more sites announced.
e o maior consumidor de Terras Varas que tem mesmo.
A moldura seleciona a ponta militar (F-35, submarino, misseis, orcamento de guerra de US$1,5 tri) para pintar as terras raras como assunto sobretudo belico. Concretamente, a defesa e cerca de 5% da demanda de terras raras dos EUA (National Defense Magazine) e menos de 0,1% da demanda global (GAO); o grosso do consumo e civil, imas permanentes de carros eletricos e turbinas eolicas. O setor belico nao e 'o maior consumidor'.
DOD estimates its total demand for rare earths is less than 0.1 percent of global demand.
The defense market accounts for just a fraction of the United States' total demand for rare earths - around five percent.
Os numeros de base conferem: o Brasil tem cerca de 21 milhoes de toneladas de reserva (segundo lugar, atras dos 44 da China, USGS) e terras raras sao insumo critico de imas, eletronicos e defesa. A moldura distorce ao converter tamanho de reserva em poder de fato e ao empilhar a ponta militar (F-35, submarino, 'departamento de guerra' de US$1,5 tri) para dramatizar o tema. O efeito sobre quem assiste e concluir que o Brasil ja segura uma carta decisiva, quando em 2025 produziu cerca de 0,5% do mundo, so ganhou seu primeiro produtor comercial (Serra Verde) em 2024 e nao tem separacao propria, etapa em que a China responde por 90%. O proprio video admite 'ter nao quer dizer nada' e em seguida coroa o Brasil 'o pais mais importante'.
Então, não é um negócio tão assim. Agora, por exemplo, quem é o ministro da Minas e Energia hoje no Brasil? Alguém sabe? Esse tinha que saber. Alexandre Vieira. Entendeu? É o nome dele. Então, assim... Importantíssimo, né? Hoje é importantíssimo. Então, assim, são... Você pode dizer que isso vai definir a geopolítica nos próximos anos? Cara, isso já tá definindo a geopolítica. Já tá. Já tá. Os acordos, onde as empresas estão se instalando, investimento. Porque vem tudo. Vem energia junto, né? Cara, principalmente a energia, né? É energia em todos os... Na gama. É. É tudo que você tem energia. Então, por exemplo, todo carro elétrico. Todos os carros elétricos. Todos os data centers. Nossa. Todos. Todas as placas de vídeo. Ou seja, nossa. É o mundo, cara. É o mundo atual. É o mundo atual. É o mundo atual. Não existe mundo atual se não passar por essa discussão. Não tem. Então, cara... Não tem como. E eu tô... Eu vou fazer mais uma rodada com os presidenciáveis. Vou bater muito, né?
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Ímãs permanentes de neodímio-ferro-boro, reforçados com praseodímio e disprósio, formam o coração do motor de tração de praticamente todo carro elétrico. Esses materiais aparecem ainda em ventoinhas de refrigeração, discos rígidos e sistemas de potência de data centers. A afirmação sobre placas de vídeo, porém, não se sustenta: o gargalo material de uma GPU está no gálio, no silício de alta pureza e no cobre, não propriamente nas terras raras. A tese central, de que neodímio, praseodímio e disprósio permeiam a eletrificação e a infraestrutura de energia moderna, está correta.
A demanda por terras raras de ímã (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio) dobrou desde 2015 e deve crescer mais um terço até 2030, puxada por VEs e turbinas eólicas.
Ímãs de Nd-Pr-Dy-Tb permitem motores menores, mais leves e eficientes; a demanda ligada a motores de VE chegou a 37 kt em 2024.
GPUs e TPUs usam neodímio em ímãs e gadolínio para controle térmico, mantendo as unidades operando sob carga pesada.
Isso é uma terra rara. Isso aí é rico. O que deixa ela preta? É, o que deixa ela preta. São uns elementos que tem ali, principalmente, sabe o quê? Urânio. O quê? É. Isso aí é essa areia monosítica. Ela é rica em urânio. É uma areia radioativa. Mas não é perigoso. Não é perigoso a ponto de fazer nada. Mas o pessoal passa isso no corpo. E tal, não sei o quê. Nossa. Por quê? Porque ela tem propriedades que ajudam a fazer lá. Que é coisa de pele e tudo mais. Só que é um... Vamos dizer assim. É a primeira terra rara que qualquer pessoa pode ter contato. É com uma areia monosítica. O Brasil tem bastante dela. Foi explorado durante muito tempo para tirar urânio. E você não sabe das coisas interessantes, cara. Você começa a estudar e ler sobre terra rara. Durante muitos e muitos anos, parte do resíduo dessa areia monosítica era guardado aqui em São Paulo. O louco. Em Interlacos e em Santo Amaro. A gente tinha um lixão radioativo. Para quê? Porque era resíduo.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A monazita é um fosfato de terras raras que concentra naturalmente tório, entre 5% e 12% de ThO2, e urânio. Foi por causa desses elementos que a areia monazítica das praias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo passou a ser explorada industrialmente a partir de 1949, primeiro pela Orquima e depois pela Nuclemon, hoje INB. O resíduo radioativo desse beneficiamento ficou estocado na zona sul de São Paulo: as antigas unidades de Santo Amaro e Brooklin, e principalmente o galpão de Interlagos, guardam cerca de 1.150 toneladas de rejeito, incluindo 590 toneladas da chamada Torta II, um concentrado de urânio e tório. A expressão "lixão radioativo" é retórica, mas o passivo existe de fato.
A fonte mais comum de tório é o mineral de fosfato de terras raras monazita, que contém até cerca de 12% de fosfato de tório.
área que abrigou a Nuclemon, que industrializou monazita para produzir tório, urânio e terras raras.
galpão com cerca de 1.150 toneladas de rejeito radioativo, incluindo a Torta-II, concentrado de urânio e tório.
A China tem muito a terra rara. Daqui a pouco a gente vai mostrar aí a tabelinha das reservas, né? Ela começa a descobrir essas reservas quando? Há muito tempo? Há muito tempo. Há muito tempo. Há muito tempo. Ela começa a descobrir as reservas de terras raras, começa a testar, começa a estudar. Então, até 1950 ali... Até um pouquinho mais, até 1960... Quem dominou muito terras raras no mundo, aplicação e tudo, foi os Estados Unidos. Depois entra a China. E aí a China, cara, ela vem arrasadora nisso aí. E ela domina... E até hoje, ela domina as terras raras. A China tem dois dados muito interessantes, cara. Boa parte das terras raras está na China. E praticamente 90% da produção das terras raras é chinesa. Isso que eu quero entender. Porque quando eu falei com os pré-candidatos aqui, uma coisa é você ter, outra coisa é saber fazer alguma coisa com elas. Então, vamos lá. China tem 44 milhões do quê? Reservas. Quando fala de toneladas, é o que é sabido. Pode ter mais?
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A China respondeu por cerca de 69% da produção mundial de terras raras em 2024, com 270.000 toneladas de um total de aproximadamente 390.000 toneladas de óxidos, segundo o USGS. O patamar de 90% já foi real no passado, mas recuou com a entrada de Estados Unidos (mina Mountain Pass), Mianmar e Austrália na mineração. Esse percentual de 90% só se aplica hoje ao processamento, refino e separação, além da fabricação de ímãs, etapas em que Pequim ainda domina o mercado. O erro está em aplicar os 90% à mineração, quando o gargalo real está no refino e nos ímãs.
China 2024 mine production ~270.000 t de um total mundial ~390.000 t de REO (cerca de 69%).
A China concentra cerca de 90% do refino/processamento de terras raras, patamar muito acima de sua fatia na mineração.
A participação chinesa na mineração recuou de mais de 90% (anos 2000-2010) para cerca de dois terços do total mundial.
O minério bruto e alguém fazer essa... Como chama? Fazer o refino, manufaturar. Exatamente. E a gente compra o quê? Compra de volta. Compra o aço de volta, né? É a mesma coisa. Manda o grão do café e compra a cápsula. Exatamente. É uma coisa ridícula, né? Não a preço de nada. Manda... Produz soja pra caramba ali. Manda soja pra lá e depois compra o negócio. Cara, é um negócio... É isso aí. Não dá pra entender, né, cara? Não dá e tal. Mas aí você tá conversando com os caras aí? Tô. Tenta ver se eles conseguem te explicar isso. O caiado é o mais... Que eu percebi é o que mais manja dessa parada, né? Ele mais manja e teria que manjar mesmo, né? É. Porque ele tá aí em Goiás, né? Goiás, pra quem não sabe, é um dos estados que tem mais terras raras. Aliás, em Goiás, Goiás agora teve aí na mídia, na parte de terras raras, por conta da empresa americana que veio aí 2.8 bi pra comprar a Serra Verde, né? É. A Serra Verde é uma das maiores mineradoras de terras raras. O problema é que tudo isso aí tá meio embargado ainda, parece, lá pelo STF e tal, entendeu? Mas ele era pra manjar disso mesmo, ele tem que manjar. Porque tá lá na terra dele e isso aí.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A mina Pela Ema, da Serra Verde, em Minaçu (GO), é a única produtora comercial de terras raras pesadas fora da Ásia e faz de Goiás referência nacional no setor. Em abril de 2026 a americana USA Rare Earth anunciou acordo para comprar 100% do grupo por US$ 2,8 bilhões, sendo cerca de US$ 300 milhões em caixa e o restante em ações. Não houve embargo consumado pelo STF: o que existe é a ADPF 1320, movida pela Rede Sustentabilidade com a ex-senadora Heloísa Helena, pedindo suspensão da operação por envolver ativo mineral estratégico da União. A transação seguiu em frente, então o negócio está judicializado, mas não paralisado.
A USA Rare Earth anunciou a compra da Serra Verde por cerca de US$ 2,8 bilhões.
A ADPF 1320 pede a suspensão da operação por envolver ativo mineral estratégico da União.
Pra comparar. Petróleo tá... Petróleo, cara, tá 6 quilômetros de profundidade. O pré-sal aqui, ó. 6 quilômetros. 6 quilômetros depois. 6 quilômetros de profundidade. Mano. Entendeu? Então, a terras raras não. A terras raras, as minas que a gente tem aí, são, sei lá, 50, 100, 200 metros. Chega a perfurar 6 quilômetros. Eu não imagino um negócio perfurando 6 quilômetros. É. Nossa. Isso aí é a tecnologia das empresas. Cara, o ser humano é... É isso aí. Camada pó-sal, 2 mil metros. E a camada pré-sal. Pré-sal, 6 quilômetros. É ali que tá o pré-sal brasileiro. Os reservatórios do pré-sal são 6 quilômetros de profundidade, cara. Nossa. É isso aí que a Petrobras fura. Entendeu? O problema todo é furar aquele sal ali, ó. Por quê? Porque o sal... Qual que é o problema do sal? Imagina uma montanha de sal. Ele é meio... Exatamente. Ele é plástico. Plástico. É o que a gente chama. Então, você vai furando ele e ele vai desmoronando. Tá. Aí, a Petrobras desenvolveu toda uma tecnologia para poder perfurar o pré-sal.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.As jazidas de terras raras exploradas no Brasil são depósitos de argila iônica lavrados a céu aberto, a poucas dezenas de metros de profundidade. Os reservatórios do pré-sal, por sua vez, ficam a até 7.000 metros abaixo da superfície do mar, somando lâmina d'água de até 2.000 metros e camada de sal de até 2.000 metros, majoritariamente halita. Os cerca de 6 km citados na comparação são uma boa aproximação dessa profundidade. A Petrobras desenvolveu tecnologia própria para perfurar essa camada de sal, cujo comportamento plástico, que faz a halita fluir e tender a fechar o poço, é um dos maiores desafios da perfuração.
reservatórios de petróleo e gás natural localizados abaixo de uma espessa camada de sal, que pode chegar a até 7 mil metros de profundidade.
abaixo de uma camada de sal de até 2.000 m de espessura, formada principalmente por halita e anidrita.
companies plan to use an open-pit process to dig up the ionic clay.
Estamos falando de 100 anos pra frente aqui, né? Ah, tá. É um impacto na nossa vida hoje, cara. A China, eu acho que é a nação que mais pensa de modo coerente e ao longo prazo, né? É o plano. É o plano, né? É o plano. Isso que eu te falei. Dá pra gente saber mais ou menos qual é esse plano em relação a terras raras, em relação a qual vai ser a fonte de energia. Claro. Os planos dele com a lua. Lógico. Qual que é o plano da China? Cara, a China, ela tem. Como mora muita gente na China e ela não quer depender de ninguém, então ela foi atrás de tudo. Qual que é o cacanhado de Aquiles? Porque eles têm muita coisa, mas tem coisa que falta. O que falta pra eles? Cara, assim... De alimentação eles... Na verdade, o que falta é assim, vamos dizer... Petróleo não tem suficiente. Tem, tem petróleo bastante. Sério? A China tem petróleo. O problema da China é o seguinte, é que ela tem bastante, só que ela tem muita gente também. É, então. Então aí, isso acaba virando um gargalo. Mas ela tá sabendo lidar. Por exemplo, vamos falar da energia, no caso. A China acabou de descobrir, há um ano e meio atrás, a maior reserva de um elemento, que
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A China importou cerca de 11,4 milhões de barris de petróleo por dia em 2025, o que faz dela a maior importadora mundial do produto. A dependência externa ultrapassa 70%, enquanto a produção doméstica fica em torno de 4,3 milhões de barris/dia. O problema do país não é sobra de petróleo consumido pela população, mas o contrário: a produção interna não dá conta da demanda das refinarias e da petroquímica, o que obriga o governo chinês a comprar da Rússia e do Oriente Médio.
A China é a maior importadora de petróleo do mundo; produção doméstica em torno de 4,3 Mb/d.
Importação média de cerca de 11,45 milhões de barris/dia entre janeiro e novembro de 2025.
O problema da China é o seguinte, é que ela tem bastante, só que ela tem muita gente também. É, então. Então aí, isso acaba virando um gargalo. Mas ela tá sabendo lidar. Por exemplo, vamos falar da energia, no caso. A China acabou de descobrir, há um ano e meio atrás, a maior reserva de um elemento, que não é terra rara também, mas ele... Porque é o seguinte, só pra fazer um parênteses aqui. A gente chama terras raras aquele grupo de elementos, mas tem um outro grupo de elementos que a gente chama hoje de minerais críticos. Tá. Tá? Que são minerais críticos pra quê? Principalmente pra energia. Que é o cobalto, o lítio, o tório, entre outros. Pra fazer bateria. Pra fazer bateria e várias outras coisas. Por exemplo, a China descobriu, há pouco tempo, a maior reserva de tório do mundo. Lá dentro. Lá na China. Nossa. Por que que isso é importante? Porque o tório, ele tem uma propriedade radioativa. Com o tório, você consegue fazer um reator nuclear de tório. Melhor que o... Melhor do que qualquer outro. Urânio ou... Melhor do que o urânio, melhor que qualquer outro.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Um levantamento geológico nacional chinês, concluído em 2020 e desclassificado em março de 2025, apontou reservas de tório maiores do que se calculava antes, com o complexo de Bayan Obo estimado em cerca de 1 milhão de toneladas. Trata-se de uma reavaliação de dados já existentes, não de uma descoberta pontual, e os números foram inflados pela cobertura da imprensa. A afirmação de que a China teria a maior reserva de tório do mundo não se confirma: segundo dados do USGS e da IAEA, os maiores estoques pertencem à Índia, com cerca de 846 mil toneladas, seguida por Brasil, com 630 mil, e Austrália e Estados Unidos, com 595 mil cada, enquanto a China soma cerca de 300 mil toneladas. O fato de base é real, mas o superlativo não se sustenta.
As maiores reservas mundiais de tório estão associadas a monazita na Índia, Brasil, EUA e Austrália.
Índia 846.477 t; Brasil 632.000 t; Austrália 595.000 t; EUA 595.000 t; China ~300.000 t.
Levantamento nacional (finalizado em 2020, desclassificado em 2025) identificou 233 zonas ricas em tório; Bayan Obo estimado em ~1 Mt.
Por exemplo, vamos falar da energia, no caso. A China acabou de descobrir, há um ano e meio atrás, a maior reserva de um elemento, que não é terra rara também, mas ele... Porque é o seguinte, só pra fazer um parênteses aqui. A gente chama terras raras aquele grupo de elementos, mas tem um outro grupo de elementos que a gente chama hoje de minerais críticos. Tá. Tá? Que são minerais críticos pra quê? Principalmente pra energia. Que é o cobalto, o lítio, o tório, entre outros. Pra fazer bateria. Pra fazer bateria e várias outras coisas. Por exemplo, a China descobriu, há pouco tempo, a maior reserva de tório do mundo. Lá dentro. Lá na China. Nossa. Por que que isso é importante? Porque o tório, ele tem uma propriedade radioativa. Com o tório, você consegue fazer um reator nuclear de tório. Melhor que o... Melhor do que qualquer outro. Urânio ou... Melhor do que o urânio, melhor que qualquer outro. Por quê? É quase uma fusão, por causa da característica do tório mesmo. Entendeu? Ele tem essa característica. Então, tá se buscando a fusão nuclear. Ainda não se conseguiu. Ainda não. Tá. Mas a China, com o reator de tório, e essa mina da China, pode fornecer energia para
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O tório é radioativo, o Th-232 emite partículas alfa e tem meia-vida longa. Reatores que usam o elemento, especialmente os de sais fundidos, trazem vantagens sobre os modelos convencionais: produzem menos rejeito de vida longa, funcionam à pressão ambiente e oferecem maior resistência à proliferação nuclear. Falta dizer, porém, que o tório não é físsil por conta própria: ele precisa ser convertido em U-233 com a ajuda de um combustível físsil, processo que ainda está em fase experimental. O reator chinês TMSR-LF1 realizou a primeira conversão tório-urânio em operação apenas em novembro de 2025, e um demonstrador de maior porte só deve ficar pronto por volta de 2035, o que torna prematura a afirmação de que o tório já supera o urânio.
o tório em si não é físsil; precisa ser convertido em urânio-233 físsil pela absorção de nêutrons.
primeiros dados experimentais de conversão de combustível de tório em reator em operação; demonstração de 100 MWth prevista para 2035.
reatores de tório produzem menos rejeito de vida longa e têm vantagens de resistência à proliferação, mas a tecnologia ainda não é comercialmente madura.
Pra o pessoal que vai trabalhar. Tem que ter uma legislação. Uma legislação. Uma negócio ambiental também. Se o... Se quem tá lá não tem essa vontade, cara, não vai acontecer, velho. Porque dá muito trabalho fazer isso. Dá trabalho. E é muito mais fácil fazer um plano assistencial que é de... Que tem que ser feito, claro. Mas todo mundo tá vendo. É... Fazer alguma coisa que é a curto prazo. Exato. Porque o impacto é daqui dois anos, três anos, ele é reeleito. É reformar a estrada que o cara tá vendo e tá andando por lá. Cara, o cara vai começar a fazer ferrovia que vai ficar pronto aquilo daqui 15 anos. Toda ela. O cara não vai fazer. Exato. Não vai voltar aqui mesmo. É isso aí. Mas tinha que ter uma lei que... Não tem como a gente ter uma lei acima disso que o cara é obrigado a fazer essas coisas? Tinha que ter, né? Aí tem que ver com os caras que você vai conversar, cara. Exato, né? Tem que falar. Tem que ter coisa que tem que tirar, cara. Tem que ser... Plano de Estado. Entendeu? Política, a gente chama de política. É política de Estado e não de governo. Política de governo, ela vai sofrer. Entendeu? A China não sofre, cara. Porque é ditadura, meu amigo.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A frase é uma proposta de governança, não uma afirmação de fato a verificar. Blindar planos estratégicos contra a descontinuidade entre governos é um debate legítimo de política pública, mas depende de escolha política, sem um verdadeiro ou falso factual aqui. A fala tratou desse ponto, e não de proibição de venda.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
Deu nova redação ao art. 176, §1º, e revogou o art. 171, extinguindo a distinção de "empresa brasileira de capital nacional" para a atividade minerária.
Um submarino nuclear usa toneladas de Terras Raras. Toneladas de Terras Raras. Pra você fazer um submarino nuclear. Porque ele vai em tudo. Os mísseis, drones. O que é a guerra hoje? É drone. São mísseis. Tá a quantidade de mísseis lá. Pô, o Irã jogou 2 mil mil. Cara, a quantidade de Terras Raras. Se a gente pudesse ter um óculos pra ver Terras Raras, eles estavam jogando minas e minas inteiras de Terras Raras ali, entendeu? Então, assim, a indústria e a indústria bélica é onde tá a maior parte da grana. Pois é. Só pra gente lembrar aqui, o orçamento do Departamento de Guerra, agora que chama, né? Nos Estados Unidos era o Departamento de Defesa, agora é o Departamento de Guerra, né? O orçamento do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, eles anunciaram até quando a gente tava lá na Copa, 1.5 trilhão de dólares. 1.5 trilhão. Nossa. Esse é o orçamento pro Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Entendeu? Então, assim, o setor bélico, cara, é o maior consumidor de Terras Raras que tem mesmo. E as inteligências artificiais.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O orçamento do Pentágono, rebatizado Department of War em 2025, soma cerca de US$ 1,01 trilhão para o ano fiscal de 2026. É a primeira vez que passa de US$ 1 trilhão, mas fica longe dos US$ 1,5 trilhão citados por uma das partes. Esse valor de 1,5 trilhão só aparece em análises que incluem gastos de segurança nacional bem mais amplos que o orçamento militar propriamente dito. A defesa também não é a maior consumidora de terras raras nos Estados Unidos: aplicações militares representam cerca de 5% do consumo, enquanto a maior parte dos ímãs de neodímio abastece usos civis, com destaque para motores de veículos elétricos, seguidos por eletrônicos e turbinas eólicas.
O orçamento do Pentágono para o AF2026 totaliza US$ 1,01 trilhão, a primeira vez acima de US$ 1 trilhão.
As aplicações de defesa representam cerca de 5% do consumo de terras raras dos EUA.
O maior uso final dos ímãs de terras raras é civil, motores de VEs, eletrônicos e energia eólica; defesa consome uma fração pequena.
São mísseis. Tá a quantidade de mísseis lá. Pô, o Irã jogou 2 mil mil. Cara, a quantidade de Terras Raras. Se a gente pudesse ter um óculos pra ver Terras Raras, eles estavam jogando minas e minas inteiras de Terras Raras ali, entendeu? Então, assim, a indústria e a indústria bélica é onde tá a maior parte da grana. Pois é. Só pra gente lembrar aqui, o orçamento do Departamento de Guerra, agora que chama, né? Nos Estados Unidos era o Departamento de Defesa, agora é o Departamento de Guerra, né? O orçamento do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, eles anunciaram até quando a gente tava lá na Copa, 1.5 trilhão de dólares. 1.5 trilhão. Nossa. Esse é o orçamento pro Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Entendeu? Então, assim, o setor bélico, cara, é o maior consumidor de Terras Raras que tem mesmo. E as inteligências artificiais. Por que que teve toda essa treta aí do Trump com a China e tal? Quando o Trump entrou agora no segundo mandato, ele falou que ele ia criar o projeto Stargate.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O orçamento do Pentágono, rebatizado Department of War em 2025, é de cerca de US$ 1,01 trilhão para o ano fiscal de 2026, primeira vez acima de US$ 1 trilhão. A cifra de US$ 1,5 trilhão citada não corresponde a esse valor: ela aparece só em análises que somam gastos de segurança nacional muito mais amplos. Defesa também não é a maior consumidora de terras raras nos EUA: aplicações militares respondem por cerca de 5% do consumo, enquanto o grosso dos ímãs de neodímio vai para usos civis, com motores de veículos elétricos como maior segmento, seguidos por eletrônicos e turbinas eólicas.
O orçamento do Pentágono para o AF2026 totaliza US$ 1,01 trilhão, a primeira vez acima de US$ 1 trilhão.
As aplicações de defesa representam cerca de 5% do consumo de terras raras dos EUA.
O maior uso final dos ímãs de terras raras é civil, motores de VEs, eletrônicos e energia eólica; defesa consome uma fração pequena.
As ondas pra gerar energia. Cara. Olha que legal. Lá embaixo tem onda também? Cara, tem as correntes, né? Sei. Mas eles colocam tipo uma boia aqui em cima. A boia mexe com a onda. Aí mexe lá um negocinho e gera energia pro negócio lá embaixo. Cara, que doideira. Então eles têm... São as ideias pra fazer isso aí funcionar. Por quê? Não tem como parar mais a IA. E a briga dessas grandes empresas hoje, das big techs aí, Open AI, Antropic, Meta e tal, é uma fazer um modelo melhor que a outra. E um modelo melhor, você precisa treinar trilhões e trilhões de parâmetros. Pra treinar isso, você precisa do quê? De GPU. É. Entendeu? Então, hoje o mundo, nós somos dependentes. Por isso que o pessoal tem que entender qual é a importância do Brasil, cara. Entendeu? Qual é a importância do Brasil hoje. Em que mês é que a gente vai sentar? Em que mês é que a gente quer sentar? Aí, ó. Isso aí, ele afirmou agora, essa semana, quando ele apresentou o resultado do quarter da SpaceX para os investidores, né?
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O treinamento de IA de fronteira depende de milhares de GPUs de alto desempenho, mercado dominado pela Nvidia, e esse hardware usa minerais críticos como gálio, germânio, silício de alta pureza, cobre e óxidos de terras raras. O Brasil entra nessa cadeia com base material real: segundo a USGS 2025, o país tem cerca de 21 milhões de toneladas de reservas de terras raras, uma das maiores do mundo, incluindo argila iônica rica em disprósio e térbio, elementos pesados usados na indústria. Esses dados sustentam a leitura de que o Brasil ocupa posição estratégica na cadeia de suprimentos que alimenta o avanço da inteligência artificial.
Treinar um único modelo de IA exige milhares de GPUs de alto desempenho contendo semicondutores de arseneto de gálio, além de fibra óptica à base de germânio.
O Brasil figura entre as maiores reservas mundiais de terras raras (~21 milhões de toneladas), atrás apenas da China.
que perguntar para os caras qual que é o plano para curto, médio e longo prazo. É. O curto é vender, o curto eu sei o que eles vão falar, é vender a 5 dólares o quilo. Tá? Agora, imagina o médio prazo, que é produzir os óxidos, que você nem precisa ter uma usina muito grande. Desce lá para a gente ver o valor. Lembra o primeiro, hein? 5 dólares. 300 ou a mais de 1.000, tá ali ó, 1.500 dólares por quilo. Cara. A gente sai de 2 dólares para 1.500, cara. Pessoal, vocês sabem o que é isso agregar na nossa economia, cara? Porra. Isso é muita coisa, isso é muita. Lembra que o Brasil é a segunda maior reserva de terra rara do mundo. Olha o quanto que a gente pode agregar na nossa economia. Só que não para aí não. Imagina que a gente vem e instala uma fábrica aqui, entendeu? Vamos fazer uma liga metálica, vamos fazer alguma coisa. Desce lá para a gente ver quanto que vai. Olha, fica 100 a 250 dólares por quilo para os elementos magnéticos principais.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O Brasil tem cerca de 21 milhões de toneladas em reservas de terras raras, segunda maior do mundo, atrás apenas da China, com aproximadamente 44 milhões de toneladas, segundo o USGS. Os preços, porém, misturam ordens de grandeza diferentes. O salto de valor do minério bruto para o óxido separado é real, mas US$ 1.500 por quilo não representa o óxido magnético típico: o NdPr, neodímio-praseodímio, o mais relevante para ímãs, custa entre US$ 60 e 120 por quilo em 2025 e 2026. Um valor próximo de US$ 1.500 por quilo corresponde a óxidos pesados raros, como o de térbio, não à média dos separados usados na indústria.
Brasil com ~21 milhões de toneladas, segundo lugar; China ~44 milhões de t.
Preço-piso do NdPr em torno de US$ 110/kg; referência chinesa ~US$ 117/kg.
Ou vamos supor, ah cara, não quero fazer todo o processo não. A gente pode pular para 500 dólares por quilo. Rapidamente. Entendeu? E quem sabe não para milhares de dólares. Porque vai que entra um presidente ou mantenha o mesmo e tal, sei lá o que vai acontecer em outubro. Por que que os caras não fazem um acordo, cara? Pô, vamos, pô, sei lá, NVIDIA. Não quer instalar uma fábrica aqui em Minas não? Entendeu? E aí quando a gente fizer isso, a gente dá um desconto para você aqui, mas a gente ganha dali e faz... Cara, dá para fazer muita coisa, porque é muita grana, entenderam? É muita grana. Agora imagina um avião, um F-35, que usa toneladas de terras raras. Quanto que para fazer um F-35 toneladas, eles não pagariam para a gente, cara? É muita grana. Então, Rilela, é assim... Mas não é só dinheiro, né? Não. É o que você falou. É sentar na mesa. É você dar as cartas. Exatamente.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O F-35 realmente consome muitas terras raras, mas a cifra em toneladas não fecha. O número mais citado na imprensa é de 417 quilos, cerca de 920 libras, por aeronave, menos de meia tonelada métrica. Esse dado vem de um estudo interno do Pentágono de 2012 que nunca teve a metodologia publicada, e analistas de mercado apontam que pode estar superestimado. O termo correto seria centenas de quilos, não toneladas.
O número de 920 lb (~417 kg) carece de sustentação: nenhuma metodologia, lista de materiais ou cálculo bruto jamais foi divulgado.
O caça F-35 usa cerca de 920 libras (~417 kg) de terras raras por avião em guerra eletrônica, radares de mira e motores elétricos.
Porque o resto pode melhorar a partir do momento que isso aí estiver funcionando bem. Antes, tem mais pergunta, né? Tem mais pergunta. Sobre Terra Rara? Sim. Então manda que eu quero fazer um exercício de futurologia. É sobre ciência Terra Rara também, né? A próxima é da Patrícia e ela fala, O Brasil forma bons cientistas e estudiosos da área. Por que a gente continua perdendo tantos talentos para os Estados Unidos e outros países? Fuga dos cérebros. Por que a gente foge dos nossos cérebros? Porque, cara, o cara vai fazer... Exato. O cara vai fazer um doutorado hoje para ganhar 2.800 reais de bolsa, terminar o doutorado e fazer o quê da vida? Entendeu? Então a gente não tem. Vamos falar até as áreas aí. Instala uma indústria dessa, você vai gerar... Primeira coisa, cara, a quantidade de emprego que você vai gerar se você investir nisso aqui... Nossa, vai vir gente de fora, né? Cara, vai vir gente de fora. E aí tem o que você já falou. Você desenvolve a economia periférica de lugar. Não é só o logo. Você vai ter hotel, você vai ter restaurante, você vai ter tudo, escolas, você vai ter tudo. Padaria, cara. Exato. Então você desenvolve tudo, tá? Então assim, por que foge os cérebros, cara? Porque não tem, cara. O cara vai ficar fazendo o quê?
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A projeção de geração de empregos ainda não pode ser confirmada como fato, já que depende de medições futuras. As etapas de separação de óxidos e fabricação de ímãs exigem capital intensivo e tecnologia avançada, e costumam gerar empregos diretos e indiretos. O tamanho desse efeito, porém, varia conforme a escala e o tipo de operação implementada. Trata-se de uma estimativa de impacto, não de um dado já comprovado.
A operação foi avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões, entre dinheiro e ações. Nenhum dos comentários que classificam o valor como caro apresenta múltiplo, comparável de mercado ou avaliação de reservas que sustente essa conclusão. Sem parâmetro de comparação, a afirmação expressa apenas insatisfação, não uma medida concreta.
O PT vende minério bruto a preço de banana para a China;
Aqui com certeza os políticos irão vender as terras a preço de banana e irão embolsar uma bela grana.
Ver que a gente tem tanta riqueza e provavelmente vai ser entregue a preço de banana é de chorar.
Os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 85,5 bilhões em 355 projetos entre 2007 e 2025. O setor elétrico liderou os aportes em 2024, com 34% do total, incluindo recursos direcionados a portos como Itaqui e Pecém. Na mineração, a estatal chinesa CNMC comprou a Taboca, empresa responsável pela mina de Pitinga, em novembro de 2024.
A CNMC (China Nonferrous) adquiriu da peruana Minsur a Taboca, que opera a mina de Pitinga (Presidente Figueiredo, AM), produtora de estanho, nióbio e tântalo.
Entre 2007 e 2025 os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 85,5 bilhões em 355 projetos. Em 2024 o setor de eletricidade liderou, com 34% do total, e há aportes em portos como Itaqui e Pecém.
Chinesada já dominam o comércio, agora vai ser as terras
China tá levando vantagem comprando a produção das nossas terras raras por mixaria, e o governo federal fechado com a China
A jazida pertence à União, e a empresa detém apenas a concessão de lavra, isso está correto. O erro está na conclusão: o que muda de mãos é o controle acionário da concessionária, algo que a lei permite, e não a propriedade do minério no subsolo.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
Os minerais e tudo que está no solo brasileiro pertence a União e não ao Caiado, aos Estados e nem aos Municípios!!!
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo Não cabe ao Caiado, governador, conceder exploração de subsolo nenhum ou a exploração de recurso mineral algum.
Nenhuma planta industrial de separação de terras raras existe no Brasil hoje. É a lacuna mais consequente da cadeia produtiva do setor. O processamento químico e a separação dos elementos, que ocorrem juntos na natureza e têm propriedades semelhantes, formam o ponto crítico dos projetos, o que torna o isolamento individual caro e complexo. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos e nenhuma capacidade de separação.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
O Brasil tem toneladas de terras raras, mas se limita a vender o recurso bruto, sem desenvolver capacidade tecnológica e industrial para processar e agregar valor a esse material.
Investimento, emprego e arrecadação dependem de contrapartidas concretas, como cota de beneficiamento local, metas de processamento e prazos definidos. Nenhum dos comentários analisados especifica esses pontos. Trata-se de um argumento, não de uma afirmação verificável do jeito que foi apresentada.
Com a grana das terras raras vem investimento em escolas e universidades ampliando o acesso, fora que também vem industrias de alta tecnologia que vai gerar emprego de bons salarios.
A competência para autorizar pesquisa e lavra é da União, não dos estados. O artigo 176 da Constituição estabelece que essas atividades dependem de autorização ou concessão federal, no interesse nacional. A transação em questão ocorreu entre acionistas privados, sem envolver ato de governo estadual. Um governo estadual pode articular e atrair um investimento, mas não tem poder para vender jazida nem autorizar lavra.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
Como o povo de Goiás permite que pedaço da terra brasileira (quase uma cidade/país) seja comprados por americanos?
A China responde pela maior fatia da capacidade global de separação e refino de terras raras, etapa que define o controle da cadeia produtiva. Ter jazidas no subsolo não substitui essa capacidade industrial: mesmo produtores fora da Ásia precisam enviar o concentrado à China para transformá-lo em óxido separado e depois em ímã.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
Se a China precisa do comércio e depende de importar alimentos, energia e tecnologia de fora para funcionar, ela por definição não é autossuficiente.
A Constituição não exige capital nacional para exploração mineral no Brasil. O artigo 176, parágrafo 1º, com redação dada pela Emenda 6 de 1995, permite pesquisa e lavra por brasileiros ou por empresa constituída sob as leis brasileiras, desde que tenha sede e administração no país. A mesma emenda revogou o artigo 171, que fazia a distinção entre empresa brasileira e empresa brasileira de capital nacional.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
Deu nova redação ao art. 176, §1º, e revogou o art. 171, extinguindo a distinção de "empresa brasileira de capital nacional" para a atividade minerária.
Isso está na Lei maior a Constituição Federal!!!
O artigo 176 da Constituição condiciona a pesquisa e a lavra à autorização ou concessão da União, não à transferência do controle acionário da concessionária. Nenhuma norma em vigor exige aval do Congresso para esse tipo de operação. Tramitam no Senado o PL 2.780, que veio da Câmara, e o PL 4.443/2025, de autoria de Renan Calheiros, propostas que criam a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e poderiam alterar essa regra. Até o momento da checagem, porém, nenhum dos dois projetos havia sido aprovado.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
Tramitam o PL 2.780, vindo da Câmara, e o PL 4.443/2025, do senador Renan Calheiros, ambos criando a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com foco em processamento em território nacional.
o deputado federal cria e vota no orcamento….
O número de 920 libras (417 kg) de terras raras por F-35 circula amplamente, mas a origem é frágil. A cifra vem de um estudo interno do Departamento de Defesa de 2012 que nunca foi publicado, mencionado em uma única frase de um relatório do CRS de 2013. Não existe dado primário verificável que sustente o valor.
A cifra de 920 libras vem de um estudo interno do DoD de setembro de 2012, nunca publicado, citado em uma única frase do relatório do CRS de dezembro de 2013.
o F35 usa em torno de 400 kg de terras raras e o BrasiI vai perder mais essa oportunidade.
O ponto central do debate se sustenta: a renda da cadeia de terras raras está no processamento químico, na separação dos elementos e na fabricação do ímã de neodímio, não na extração do minério. O Brasil não tem plantas industriais de separação de terras raras. Exportar o concentrado, portanto, reproduz a mesma dependência de antes, só que agora com o material saindo do país sem agregar valor.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
E vão fazer o mesmo q o pt fez com o petróleo, não investir internamente em tecnologia, roubar a maior quantidade de dinheiro possível e assim ficamos sem refinaria vendendo matéria prima bruta e sendo dependentes.
O grupo das terras raras reúne 17 elementos, os 15 lantanídeos mais escândio e ítrio, segundo o USGS. O nióbio fica de fora dessa lista e pertence a outra cadeia industrial. Diferente das terras raras, o nióbio já tem produção e beneficiamento consolidados no Brasil. Citar o nióbio no discurso, portanto, não equivale a falar de terras raras.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
As terras raras são um grupo de 17 elementos: os 15 lantanídeos (números atômicos 57 a 71) mais escândio e ítrio. Nióbio não integra o grupo.
Disse q nióbio era terra rara, burro
O Brasil tem parque de refino relevante, mas exporta a maior parte do petróleo que produz. O país importa cerca de 10% da gasolina e até 25% do diesel que consome, resultado da insuficiência das refinarias e da incompatibilidade delas com o óleo extraído do pré-sal. A comparação com as terras raras não se sustenta: no caso das terras raras, não existe nenhuma planta de separação no país.
O Brasil exporta parcela majoritária do óleo produzido e importa cerca de 10% da gasolina e até 25% do diesel que consome, por insuficiência e incompatibilidade do parque de refino.
Depende do petróleo e gás que vêm de fora para rodar suas indústrias.
A afirmação sobre radioatividade se aplica a depósitos de rocha dura, como Mountain Pass e Mount Weld, onde tório e urânio associados costumam elevar os níveis de radiação. Não se aplica ao ativo Pela Ema, em Minaçu, formado por argila iônica. Nesse tipo de depósito, os elementos ficam adsorvidos na superfície da argila e são liberados por lixiviação simples, com teor de radioativos baixo. Essa característica é justamente a vantagem ambiental do projeto.
Depósito Pela Ema, Minaçu (GO): argila iônica, rica em Nd, Pr, Tb e Dy.
Primeiro depósito de argila iônica em produção comercial no mundo ocidental, a partir do início de 2024.
Urânio não é Terras Raras e é monAnizíticA