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Terras Raras: Sacani na Inteligência Ltda

ST
Sérgio Sacani
@spacetoday · Inteligência Ltda
71índice · 101 factuais consolidado
15 falasNão procede 3 Impreciso 5 Confere 5 Opinião 1 Proposta 1

Reflete as afirmações analisadas, escolhidas por relevância; não é uma amostra do total do que o criador fala. Como calculamos.

Checagem do Supercrítico · publicado em 29/08/2026 · revisado em 30/08/2026

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A leitura do vídeo

Além das afirmações uma a uma, como o vídeo monta o argumento e o que deixa de fora. Análise editorial da moldura; qualifica o argumento, não a pessoa. Entenda as técnicas →

O vídeo leva a concluirO Brasil, sentado na segunda maior reserva de terras raras do mundo, seria hoje a peca decisiva da disputa global por tecnologia, IA e poder militar, e desperdica esse trunfo exportando minerio bruto em vez de sentar na mesa dos adultos da geopolitica.

Moldura de posse falsa
O pais mais importante hoje para terras raras e o Brasil.
O que falta

Importancia na cadeia de terras raras se define por mineracao, separacao e fabricacao de imas, nao por tonelada enterrada. O Brasil produziu cerca de 2.000 t em 2025 (aprox. 0,5% do mundo), nao tinha produtor comercial ate a Serra Verde entrar em operacao em 2024 e nao possui separacao domestica, enquanto a China separa cerca de 90% e faz cerca de 94% dos imas de terras raras. Contraexemplo: a mina de Mountain Pass, nos EUA, tinha o minerio e ainda assim embarcava o concentrado para ser separado na China, ou seja, reserva sem separacao vira dependencia, nao primazia.

Fontes (2)
Parte pelo todo
Todas as baterias precisam de Terras Varas.
O que falta

As baterias de ion-litio, dominantes em celulares e carros eletricos, nao levam terras raras: seus minerais criticos sao litio, niquel, cobalto, manganes e grafite. As terras raras (neodimio e outras) entram no ima do motor eletrico, nao na celula. So as baterias de niquel-hidreto metalico (NiMH) usam lantanio. Portanto o 'todas' e falso.

Fontes (2)
Número sem lastro
O F-35, cara, ele usa, se nao me engano, acho que duas toneladas de Terras Varas.
O que falta

O numero que circula para o F-35 e cerca de 417 kg (0,4 t), aproximadamente um quinto de 'duas toneladas', e mesmo esse valor sai de um unico estudo interno do Departamento de Defesa de 2012, nunca divulgado e classificado pelo proprio Inspetor-Geral do DoD como deficiente em qualidade de dado. O 'duas toneladas' do video nao tem fonte e infla o numero aceito em cerca de cinco vezes.

Fontes (2)
Indução causal
Acabou com o programa Stargate dos Estados Unidos.
O que falta

O controle de exportacao de terras raras da China (abril de 2025) nao encerrou o Stargate: ao longo de 2025 e 2026 o programa se expandiu. O campus de Abilene, no Texas, ficou operacional em setembro de 2025, e OpenAI, Oracle e SoftBank anunciaram cinco novos sites no mesmo mes, levando o projeto a cerca de 7 GW. A moldura apresenta um aperto de oferta como se tivesse matado um programa que, de fato, seguiu crescendo. O video ainda amarra GPU a terras raras, quando a placa depende de silicio e de galio, nao das terras raras magneticas que ele cita.

Fontes (2)
Seleção conveniente
e o maior consumidor de Terras Varas que tem mesmo.
O que falta

A moldura seleciona a ponta militar (F-35, submarino, misseis, orcamento de guerra de US$1,5 tri) para pintar as terras raras como assunto sobretudo belico. Concretamente, a defesa e cerca de 5% da demanda de terras raras dos EUA (National Defense Magazine) e menos de 0,1% da demanda global (GAO); o grosso do consumo e civil, imas permanentes de carros eletricos e turbinas eolicas. O setor belico nao e 'o maior consumidor'.

Fontes (2)
Veredito da moldura

Os numeros de base conferem: o Brasil tem cerca de 21 milhoes de toneladas de reserva (segundo lugar, atras dos 44 da China, USGS) e terras raras sao insumo critico de imas, eletronicos e defesa. A moldura distorce ao converter tamanho de reserva em poder de fato e ao empilhar a ponta militar (F-35, submarino, 'departamento de guerra' de US$1,5 tri) para dramatizar o tema. O efeito sobre quem assiste e concluir que o Brasil ja segura uma carta decisiva, quando em 2025 produziu cerca de 0,5% do mundo, so ganhou seu primeiro produtor comercial (Serra Verde) em 2024 e nao tem separacao propria, etapa em que a China responde por 90%. O proprio video admite 'ter nao quer dizer nada' e em seguida coroa o Brasil 'o pais mais importante'.

Confere Terras raras estão em praticamente tudo que envolve energia hoje: carros elétricos, data centers e placas de vídeo.
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Então, não é um negócio tão assim. Agora, por exemplo, quem é o ministro da Minas e Energia hoje no Brasil? Alguém sabe? Esse tinha que saber. Alexandre Vieira. Entendeu? É o nome dele. Então, assim... Importantíssimo, né? Hoje é importantíssimo. Então, assim, são... Você pode dizer que isso vai definir a geopolítica nos próximos anos? Cara, isso já tá definindo a geopolítica. Já tá. Já tá. Os acordos, onde as empresas estão se instalando, investimento. Porque vem tudo. Vem energia junto, né? Cara, principalmente a energia, né? É energia em todos os... Na gama. É. É tudo que você tem energia. Então, por exemplo, todo carro elétrico. Todos os carros elétricos. Todos os data centers. Nossa. Todos. Todas as placas de vídeo. Ou seja, nossa. É o mundo, cara. É o mundo atual. É o mundo atual. É o mundo atual. Não existe mundo atual se não passar por essa discussão. Não tem. Então, cara... Não tem como. E eu tô... Eu vou fazer mais uma rodada com os presidenciáveis. Vou bater muito, né?

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

Ímãs permanentes de neodímio-ferro-boro, reforçados com praseodímio e disprósio, formam o coração do motor de tração de praticamente todo carro elétrico. Esses materiais aparecem ainda em ventoinhas de refrigeração, discos rígidos e sistemas de potência de data centers. A afirmação sobre placas de vídeo, porém, não se sustenta: o gargalo material de uma GPU está no gálio, no silício de alta pureza e no cobre, não propriamente nas terras raras. A tese central, de que neodímio, praseodímio e disprósio permeiam a eletrificação e a infraestrutura de energia moderna, está correta.

Fontes (3)
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Confere A areia monazítica encontrada no Brasil é rica em urânio e foi explorada por muito tempo para extrair urânio, deixando resíduo radioativo.
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Isso é uma terra rara. Isso aí é rico. O que deixa ela preta? É, o que deixa ela preta. São uns elementos que tem ali, principalmente, sabe o quê? Urânio. O quê? É. Isso aí é essa areia monosítica. Ela é rica em urânio. É uma areia radioativa. Mas não é perigoso. Não é perigoso a ponto de fazer nada. Mas o pessoal passa isso no corpo. E tal, não sei o quê. Nossa. Por quê? Porque ela tem propriedades que ajudam a fazer lá. Que é coisa de pele e tudo mais. Só que é um... Vamos dizer assim. É a primeira terra rara que qualquer pessoa pode ter contato. É com uma areia monosítica. O Brasil tem bastante dela. Foi explorado durante muito tempo para tirar urânio. E você não sabe das coisas interessantes, cara. Você começa a estudar e ler sobre terra rara. Durante muitos e muitos anos, parte do resíduo dessa areia monosítica era guardado aqui em São Paulo. O louco. Em Interlacos e em Santo Amaro. A gente tinha um lixão radioativo. Para quê? Porque era resíduo.

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

A monazita é um fosfato de terras raras que concentra naturalmente tório, entre 5% e 12% de ThO2, e urânio. Foi por causa desses elementos que a areia monazítica das praias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo passou a ser explorada industrialmente a partir de 1949, primeiro pela Orquima e depois pela Nuclemon, hoje INB. O resíduo radioativo desse beneficiamento ficou estocado na zona sul de São Paulo: as antigas unidades de Santo Amaro e Brooklin, e principalmente o galpão de Interlagos, guardam cerca de 1.150 toneladas de rejeito, incluindo 590 toneladas da chamada Torta II, um concentrado de urânio e tório. A expressão "lixão radioativo" é retórica, mas o passivo existe de fato.

Fontes (3)
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Impreciso A China domina as terras raras: concentra boa parte das reservas e cerca de 90% da produção mundial.
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A China tem muito a terra rara. Daqui a pouco a gente vai mostrar aí a tabelinha das reservas, né? Ela começa a descobrir essas reservas quando? Há muito tempo? Há muito tempo. Há muito tempo. Há muito tempo. Ela começa a descobrir as reservas de terras raras, começa a testar, começa a estudar. Então, até 1950 ali... Até um pouquinho mais, até 1960... Quem dominou muito terras raras no mundo, aplicação e tudo, foi os Estados Unidos. Depois entra a China. E aí a China, cara, ela vem arrasadora nisso aí. E ela domina... E até hoje, ela domina as terras raras. A China tem dois dados muito interessantes, cara. Boa parte das terras raras está na China. E praticamente 90% da produção das terras raras é chinesa. Isso que eu quero entender. Porque quando eu falei com os pré-candidatos aqui, uma coisa é você ter, outra coisa é saber fazer alguma coisa com elas. Então, vamos lá. China tem 44 milhões do quê? Reservas. Quando fala de toneladas, é o que é sabido. Pode ter mais?

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Análise Supercrítico

A China respondeu por cerca de 69% da produção mundial de terras raras em 2024, com 270.000 toneladas de um total de aproximadamente 390.000 toneladas de óxidos, segundo o USGS. O patamar de 90% já foi real no passado, mas recuou com a entrada de Estados Unidos (mina Mountain Pass), Mianmar e Austrália na mineração. Esse percentual de 90% só se aplica hoje ao processamento, refino e separação, além da fabricação de ímãs, etapas em que Pequim ainda domina o mercado. O erro está em aplicar os 90% à mineração, quando o gargalo real está no refino e nos ímãs.

Fontes (3)
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Confere Goiás é um dos estados com mais terras raras, e a Serra Verde, uma das maiores mineradoras do setor, recebeu uma proposta de compra americana de US$ 2,8 bilhões.
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O minério bruto e alguém fazer essa... Como chama? Fazer o refino, manufaturar. Exatamente. E a gente compra o quê? Compra de volta. Compra o aço de volta, né? É a mesma coisa. Manda o grão do café e compra a cápsula. Exatamente. É uma coisa ridícula, né? Não a preço de nada. Manda... Produz soja pra caramba ali. Manda soja pra lá e depois compra o negócio. Cara, é um negócio... É isso aí. Não dá pra entender, né, cara? Não dá e tal. Mas aí você tá conversando com os caras aí? Tô. Tenta ver se eles conseguem te explicar isso. O caiado é o mais... Que eu percebi é o que mais manja dessa parada, né? Ele mais manja e teria que manjar mesmo, né? É. Porque ele tá aí em Goiás, né? Goiás, pra quem não sabe, é um dos estados que tem mais terras raras. Aliás, em Goiás, Goiás agora teve aí na mídia, na parte de terras raras, por conta da empresa americana que veio aí 2.8 bi pra comprar a Serra Verde, né? É. A Serra Verde é uma das maiores mineradoras de terras raras. O problema é que tudo isso aí tá meio embargado ainda, parece, lá pelo STF e tal, entendeu? Mas ele era pra manjar disso mesmo, ele tem que manjar. Porque tá lá na terra dele e isso aí.

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Análise Supercrítico

A mina Pela Ema, da Serra Verde, em Minaçu (GO), é a única produtora comercial de terras raras pesadas fora da Ásia e faz de Goiás referência nacional no setor. Em abril de 2026 a americana USA Rare Earth anunciou acordo para comprar 100% do grupo por US$ 2,8 bilhões, sendo cerca de US$ 300 milhões em caixa e o restante em ações. Não houve embargo consumado pelo STF: o que existe é a ADPF 1320, movida pela Rede Sustentabilidade com a ex-senadora Heloísa Helena, pedindo suspensão da operação por envolver ativo mineral estratégico da União. A transação seguiu em frente, então o negócio está judicializado, mas não paralisado.

Fontes (2)
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Confere As minas de terras raras são rasas (50 a 200 m), muito mais fáceis de lavrar que o petróleo do pré-sal, que exige perfurar 6 km.
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Pra comparar. Petróleo tá... Petróleo, cara, tá 6 quilômetros de profundidade. O pré-sal aqui, ó. 6 quilômetros. 6 quilômetros depois. 6 quilômetros de profundidade. Mano. Entendeu? Então, a terras raras não. A terras raras, as minas que a gente tem aí, são, sei lá, 50, 100, 200 metros. Chega a perfurar 6 quilômetros. Eu não imagino um negócio perfurando 6 quilômetros. É. Nossa. Isso aí é a tecnologia das empresas. Cara, o ser humano é... É isso aí. Camada pó-sal, 2 mil metros. E a camada pré-sal. Pré-sal, 6 quilômetros. É ali que tá o pré-sal brasileiro. Os reservatórios do pré-sal são 6 quilômetros de profundidade, cara. Nossa. É isso aí que a Petrobras fura. Entendeu? O problema todo é furar aquele sal ali, ó. Por quê? Porque o sal... Qual que é o problema do sal? Imagina uma montanha de sal. Ele é meio... Exatamente. Ele é plástico. Plástico. É o que a gente chama. Então, você vai furando ele e ele vai desmoronando. Tá. Aí, a Petrobras desenvolveu toda uma tecnologia para poder perfurar o pré-sal.

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Análise Supercrítico

As jazidas de terras raras exploradas no Brasil são depósitos de argila iônica lavrados a céu aberto, a poucas dezenas de metros de profundidade. Os reservatórios do pré-sal, por sua vez, ficam a até 7.000 metros abaixo da superfície do mar, somando lâmina d'água de até 2.000 metros e camada de sal de até 2.000 metros, majoritariamente halita. Os cerca de 6 km citados na comparação são uma boa aproximação dessa profundidade. A Petrobras desenvolveu tecnologia própria para perfurar essa camada de sal, cujo comportamento plástico, que faz a halita fluir e tender a fechar o poço, é um dos maiores desafios da perfuração.

Fontes (3)
  • Pré-sal Petrobras · fonte primáriareservatórios de petróleo e gás natural localizados abaixo de uma espessa camada de sal, que pode chegar a até 7 mil metros de profundidade.
  • Camada pré-sal SGB/CPRM (via Wikipédia)abaixo de uma camada de sal de até 2.000 m de espessura, formada principalmente por halita e anidrita.
  • The road to sustainable rare earths runs through Brazil Chemical & Engineering News (ACS)companies plan to use an open-pit process to dig up the ionic clay.
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Não procede A China tem petróleo em quantidade, mas o tamanho da população transforma o consumo num gargalo.
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Estamos falando de 100 anos pra frente aqui, né? Ah, tá. É um impacto na nossa vida hoje, cara. A China, eu acho que é a nação que mais pensa de modo coerente e ao longo prazo, né? É o plano. É o plano, né? É o plano. Isso que eu te falei. Dá pra gente saber mais ou menos qual é esse plano em relação a terras raras, em relação a qual vai ser a fonte de energia. Claro. Os planos dele com a lua. Lógico. Qual que é o plano da China? Cara, a China, ela tem. Como mora muita gente na China e ela não quer depender de ninguém, então ela foi atrás de tudo. Qual que é o cacanhado de Aquiles? Porque eles têm muita coisa, mas tem coisa que falta. O que falta pra eles? Cara, assim... De alimentação eles... Na verdade, o que falta é assim, vamos dizer... Petróleo não tem suficiente. Tem, tem petróleo bastante. Sério? A China tem petróleo. O problema da China é o seguinte, é que ela tem bastante, só que ela tem muita gente também. É, então. Então aí, isso acaba virando um gargalo. Mas ela tá sabendo lidar. Por exemplo, vamos falar da energia, no caso. A China acabou de descobrir, há um ano e meio atrás, a maior reserva de um elemento, que

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Análise Supercrítico

A China importou cerca de 11,4 milhões de barris de petróleo por dia em 2025, o que faz dela a maior importadora mundial do produto. A dependência externa ultrapassa 70%, enquanto a produção doméstica fica em torno de 4,3 milhões de barris/dia. O problema do país não é sobra de petróleo consumido pela população, mas o contrário: a produção interna não dá conta da demanda das refinarias e da petroquímica, o que obriga o governo chinês a comprar da Rússia e do Oriente Médio.

Fontes (2)
Outros criadores também afirmaram isto →
Impreciso A China descobriu recentemente a maior reserva de tório do mundo, dentro do próprio território.
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O problema da China é o seguinte, é que ela tem bastante, só que ela tem muita gente também. É, então. Então aí, isso acaba virando um gargalo. Mas ela tá sabendo lidar. Por exemplo, vamos falar da energia, no caso. A China acabou de descobrir, há um ano e meio atrás, a maior reserva de um elemento, que não é terra rara também, mas ele... Porque é o seguinte, só pra fazer um parênteses aqui. A gente chama terras raras aquele grupo de elementos, mas tem um outro grupo de elementos que a gente chama hoje de minerais críticos. Tá. Tá? Que são minerais críticos pra quê? Principalmente pra energia. Que é o cobalto, o lítio, o tório, entre outros. Pra fazer bateria. Pra fazer bateria e várias outras coisas. Por exemplo, a China descobriu, há pouco tempo, a maior reserva de tório do mundo. Lá dentro. Lá na China. Nossa. Por que que isso é importante? Porque o tório, ele tem uma propriedade radioativa. Com o tório, você consegue fazer um reator nuclear de tório. Melhor que o... Melhor do que qualquer outro. Urânio ou... Melhor do que o urânio, melhor que qualquer outro.

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Análise Supercrítico

Um levantamento geológico nacional chinês, concluído em 2020 e desclassificado em março de 2025, apontou reservas de tório maiores do que se calculava antes, com o complexo de Bayan Obo estimado em cerca de 1 milhão de toneladas. Trata-se de uma reavaliação de dados já existentes, não de uma descoberta pontual, e os números foram inflados pela cobertura da imprensa. A afirmação de que a China teria a maior reserva de tório do mundo não se confirma: segundo dados do USGS e da IAEA, os maiores estoques pertencem à Índia, com cerca de 846 mil toneladas, seguida por Brasil, com 630 mil, e Austrália e Estados Unidos, com 595 mil cada, enquanto a China soma cerca de 300 mil toneladas. O fato de base é real, mas o superlativo não se sustenta.

Fontes (3)
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Impreciso O tório é radioativo e permite construir reatores nucleares de tório, considerados superiores aos de urânio.
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Por exemplo, vamos falar da energia, no caso. A China acabou de descobrir, há um ano e meio atrás, a maior reserva de um elemento, que não é terra rara também, mas ele... Porque é o seguinte, só pra fazer um parênteses aqui. A gente chama terras raras aquele grupo de elementos, mas tem um outro grupo de elementos que a gente chama hoje de minerais críticos. Tá. Tá? Que são minerais críticos pra quê? Principalmente pra energia. Que é o cobalto, o lítio, o tório, entre outros. Pra fazer bateria. Pra fazer bateria e várias outras coisas. Por exemplo, a China descobriu, há pouco tempo, a maior reserva de tório do mundo. Lá dentro. Lá na China. Nossa. Por que que isso é importante? Porque o tório, ele tem uma propriedade radioativa. Com o tório, você consegue fazer um reator nuclear de tório. Melhor que o... Melhor do que qualquer outro. Urânio ou... Melhor do que o urânio, melhor que qualquer outro. Por quê? É quase uma fusão, por causa da característica do tório mesmo. Entendeu? Ele tem essa característica. Então, tá se buscando a fusão nuclear. Ainda não se conseguiu. Ainda não. Tá. Mas a China, com o reator de tório, e essa mina da China, pode fornecer energia para

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Análise Supercrítico

O tório é radioativo, o Th-232 emite partículas alfa e tem meia-vida longa. Reatores que usam o elemento, especialmente os de sais fundidos, trazem vantagens sobre os modelos convencionais: produzem menos rejeito de vida longa, funcionam à pressão ambiente e oferecem maior resistência à proliferação nuclear. Falta dizer, porém, que o tório não é físsil por conta própria: ele precisa ser convertido em U-233 com a ajuda de um combustível físsil, processo que ainda está em fase experimental. O reator chinês TMSR-LF1 realizou a primeira conversão tório-urânio em operação apenas em novembro de 2025, e um demonstrador de maior porte só deve ficar pronto por volta de 2035, o que torna prematura a afirmação de que o tório já supera o urânio.

Fontes (3)
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Proposta Falta uma lei que obrigue o poder público a tratar o setor como política de Estado, de longo prazo, e não de governo.
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Pra o pessoal que vai trabalhar. Tem que ter uma legislação. Uma legislação. Uma negócio ambiental também. Se o... Se quem tá lá não tem essa vontade, cara, não vai acontecer, velho. Porque dá muito trabalho fazer isso. Dá trabalho. E é muito mais fácil fazer um plano assistencial que é de... Que tem que ser feito, claro. Mas todo mundo tá vendo. É... Fazer alguma coisa que é a curto prazo. Exato. Porque o impacto é daqui dois anos, três anos, ele é reeleito. É reformar a estrada que o cara tá vendo e tá andando por lá. Cara, o cara vai começar a fazer ferrovia que vai ficar pronto aquilo daqui 15 anos. Toda ela. O cara não vai fazer. Exato. Não vai voltar aqui mesmo. É isso aí. Mas tinha que ter uma lei que... Não tem como a gente ter uma lei acima disso que o cara é obrigado a fazer essas coisas? Tinha que ter, né? Aí tem que ver com os caras que você vai conversar, cara. Exato, né? Tem que falar. Tem que ter coisa que tem que tirar, cara. Tem que ser... Plano de Estado. Entendeu? Política, a gente chama de política. É política de Estado e não de governo. Política de governo, ela vai sofrer. Entendeu? A China não sofre, cara. Porque é ditadura, meu amigo.

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Análise Supercrítico

A frase é uma proposta de governança, não uma afirmação de fato a verificar. Blindar planos estratégicos contra a descontinuidade entre governos é um debate legítimo de política pública, mas depende de escolha política, sem um verdadeiro ou falso factual aqui. A fala tratou desse ponto, e não de proibição de venda.

Fontes (2)
  • Constituição Federal de 1988, art. 176 Presidência da República · fonte primáriaArt. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
  • Emenda Constitucional nº 6, de 15 de agosto de 1995 Presidência da República · fonte primáriaDeu nova redação ao art. 176, §1º, e revogou o art. 171, extinguindo a distinção de "empresa brasileira de capital nacional" para a atividade minerária.
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Não procede O orçamento do Departamento de Guerra dos EUA seria de US$ 1,5 trilhão, e o setor bélico é o maior consumidor de terras raras.
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Um submarino nuclear usa toneladas de Terras Raras. Toneladas de Terras Raras. Pra você fazer um submarino nuclear. Porque ele vai em tudo. Os mísseis, drones. O que é a guerra hoje? É drone. São mísseis. Tá a quantidade de mísseis lá. Pô, o Irã jogou 2 mil mil. Cara, a quantidade de Terras Raras. Se a gente pudesse ter um óculos pra ver Terras Raras, eles estavam jogando minas e minas inteiras de Terras Raras ali, entendeu? Então, assim, a indústria e a indústria bélica é onde tá a maior parte da grana. Pois é. Só pra gente lembrar aqui, o orçamento do Departamento de Guerra, agora que chama, né? Nos Estados Unidos era o Departamento de Defesa, agora é o Departamento de Guerra, né? O orçamento do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, eles anunciaram até quando a gente tava lá na Copa, 1.5 trilhão de dólares. 1.5 trilhão. Nossa. Esse é o orçamento pro Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Entendeu? Então, assim, o setor bélico, cara, é o maior consumidor de Terras Raras que tem mesmo. E as inteligências artificiais.

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O orçamento do Pentágono, rebatizado Department of War em 2025, soma cerca de US$ 1,01 trilhão para o ano fiscal de 2026. É a primeira vez que passa de US$ 1 trilhão, mas fica longe dos US$ 1,5 trilhão citados por uma das partes. Esse valor de 1,5 trilhão só aparece em análises que incluem gastos de segurança nacional bem mais amplos que o orçamento militar propriamente dito. A defesa também não é a maior consumidora de terras raras nos Estados Unidos: aplicações militares representam cerca de 5% do consumo, enquanto a maior parte dos ímãs de neodímio abastece usos civis, com destaque para motores de veículos elétricos, seguidos por eletrônicos e turbinas eólicas.

Fontes (3)
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Não procede O setor bélico é o maior consumidor de terras raras, puxado pelo orçamento de guerra dos Estados Unidos.
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São mísseis. Tá a quantidade de mísseis lá. Pô, o Irã jogou 2 mil mil. Cara, a quantidade de Terras Raras. Se a gente pudesse ter um óculos pra ver Terras Raras, eles estavam jogando minas e minas inteiras de Terras Raras ali, entendeu? Então, assim, a indústria e a indústria bélica é onde tá a maior parte da grana. Pois é. Só pra gente lembrar aqui, o orçamento do Departamento de Guerra, agora que chama, né? Nos Estados Unidos era o Departamento de Defesa, agora é o Departamento de Guerra, né? O orçamento do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, eles anunciaram até quando a gente tava lá na Copa, 1.5 trilhão de dólares. 1.5 trilhão. Nossa. Esse é o orçamento pro Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Entendeu? Então, assim, o setor bélico, cara, é o maior consumidor de Terras Raras que tem mesmo. E as inteligências artificiais. Por que que teve toda essa treta aí do Trump com a China e tal? Quando o Trump entrou agora no segundo mandato, ele falou que ele ia criar o projeto Stargate.

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O orçamento do Pentágono, rebatizado Department of War em 2025, é de cerca de US$ 1,01 trilhão para o ano fiscal de 2026, primeira vez acima de US$ 1 trilhão. A cifra de US$ 1,5 trilhão citada não corresponde a esse valor: ela aparece só em análises que somam gastos de segurança nacional muito mais amplos. Defesa também não é a maior consumidora de terras raras nos EUA: aplicações militares respondem por cerca de 5% do consumo, enquanto o grosso dos ímãs de neodímio vai para usos civis, com motores de veículos elétricos como maior segmento, seguidos por eletrônicos e turbinas eólicas.

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Confere A corrida da inteligência artificial depende de GPUs e, portanto, de terras raras, o que torna o Brasil estrategicamente importante.
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As ondas pra gerar energia. Cara. Olha que legal. Lá embaixo tem onda também? Cara, tem as correntes, né? Sei. Mas eles colocam tipo uma boia aqui em cima. A boia mexe com a onda. Aí mexe lá um negocinho e gera energia pro negócio lá embaixo. Cara, que doideira. Então eles têm... São as ideias pra fazer isso aí funcionar. Por quê? Não tem como parar mais a IA. E a briga dessas grandes empresas hoje, das big techs aí, Open AI, Antropic, Meta e tal, é uma fazer um modelo melhor que a outra. E um modelo melhor, você precisa treinar trilhões e trilhões de parâmetros. Pra treinar isso, você precisa do quê? De GPU. É. Entendeu? Então, hoje o mundo, nós somos dependentes. Por isso que o pessoal tem que entender qual é a importância do Brasil, cara. Entendeu? Qual é a importância do Brasil hoje. Em que mês é que a gente vai sentar? Em que mês é que a gente quer sentar? Aí, ó. Isso aí, ele afirmou agora, essa semana, quando ele apresentou o resultado do quarter da SpaceX para os investidores, né?

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Análise Supercrítico

O treinamento de IA de fronteira depende de milhares de GPUs de alto desempenho, mercado dominado pela Nvidia, e esse hardware usa minerais críticos como gálio, germânio, silício de alta pureza, cobre e óxidos de terras raras. O Brasil entra nessa cadeia com base material real: segundo a USGS 2025, o país tem cerca de 21 milhões de toneladas de reservas de terras raras, uma das maiores do mundo, incluindo argila iônica rica em disprósio e térbio, elementos pesados usados na indústria. Esses dados sustentam a leitura de que o Brasil ocupa posição estratégica na cadeia de suprimentos que alimenta o avanço da inteligência artificial.

Fontes (2)
Outros criadores também afirmaram isto →
Impreciso O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo e poderia multiplicar o valor agregado processando em vez de exportar o minério bruto.
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que perguntar para os caras qual que é o plano para curto, médio e longo prazo. É. O curto é vender, o curto eu sei o que eles vão falar, é vender a 5 dólares o quilo. Tá? Agora, imagina o médio prazo, que é produzir os óxidos, que você nem precisa ter uma usina muito grande. Desce lá para a gente ver o valor. Lembra o primeiro, hein? 5 dólares. 300 ou a mais de 1.000, tá ali ó, 1.500 dólares por quilo. Cara. A gente sai de 2 dólares para 1.500, cara. Pessoal, vocês sabem o que é isso agregar na nossa economia, cara? Porra. Isso é muita coisa, isso é muita. Lembra que o Brasil é a segunda maior reserva de terra rara do mundo. Olha o quanto que a gente pode agregar na nossa economia. Só que não para aí não. Imagina que a gente vem e instala uma fábrica aqui, entendeu? Vamos fazer uma liga metálica, vamos fazer alguma coisa. Desce lá para a gente ver quanto que vai. Olha, fica 100 a 250 dólares por quilo para os elementos magnéticos principais.

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O Brasil tem cerca de 21 milhões de toneladas em reservas de terras raras, segunda maior do mundo, atrás apenas da China, com aproximadamente 44 milhões de toneladas, segundo o USGS. Os preços, porém, misturam ordens de grandeza diferentes. O salto de valor do minério bruto para o óxido separado é real, mas US$ 1.500 por quilo não representa o óxido magnético típico: o NdPr, neodímio-praseodímio, o mais relevante para ímãs, custa entre US$ 60 e 120 por quilo em 2025 e 2026. Um valor próximo de US$ 1.500 por quilo corresponde a óxidos pesados raros, como o de térbio, não à média dos separados usados na indústria.

Fontes (2)
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Impreciso Um caça F-35 usa toneladas de terras raras, o que daria grande poder de barganha ao Brasil.
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Ou vamos supor, ah cara, não quero fazer todo o processo não. A gente pode pular para 500 dólares por quilo. Rapidamente. Entendeu? E quem sabe não para milhares de dólares. Porque vai que entra um presidente ou mantenha o mesmo e tal, sei lá o que vai acontecer em outubro. Por que que os caras não fazem um acordo, cara? Pô, vamos, pô, sei lá, NVIDIA. Não quer instalar uma fábrica aqui em Minas não? Entendeu? E aí quando a gente fizer isso, a gente dá um desconto para você aqui, mas a gente ganha dali e faz... Cara, dá para fazer muita coisa, porque é muita grana, entenderam? É muita grana. Agora imagina um avião, um F-35, que usa toneladas de terras raras. Quanto que para fazer um F-35 toneladas, eles não pagariam para a gente, cara? É muita grana. Então, Rilela, é assim... Mas não é só dinheiro, né? Não. É o que você falou. É sentar na mesa. É você dar as cartas. Exatamente.

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O F-35 realmente consome muitas terras raras, mas a cifra em toneladas não fecha. O número mais citado na imprensa é de 417 quilos, cerca de 920 libras, por aeronave, menos de meia tonelada métrica. Esse dado vem de um estudo interno do Pentágono de 2012 que nunca teve a metodologia publicada, e analistas de mercado apontam que pode estar superestimado. O termo correto seria centenas de quilos, não toneladas.

Fontes (2)
  • How much rare earths does an F-35 really contain? Adamas IntelligenceO número de 920 lb (~417 kg) carece de sustentação: nenhuma metodologia, lista de materiais ou cálculo bruto jamais foi divulgado.
  • Rare Elements of Security Air & Space Forces MagazineO caça F-35 usa cerca de 920 libras (~417 kg) de terras raras por avião em guerra eletrônica, radares de mira e motores elétricos.
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Opinião Instalar uma indústria de terras raras no Brasil geraria muitos empregos e desenvolveria toda a economia ao redor (hotéis, escolas, comércio).
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Porque o resto pode melhorar a partir do momento que isso aí estiver funcionando bem. Antes, tem mais pergunta, né? Tem mais pergunta. Sobre Terra Rara? Sim. Então manda que eu quero fazer um exercício de futurologia. É sobre ciência Terra Rara também, né? A próxima é da Patrícia e ela fala, O Brasil forma bons cientistas e estudiosos da área. Por que a gente continua perdendo tantos talentos para os Estados Unidos e outros países? Fuga dos cérebros. Por que a gente foge dos nossos cérebros? Porque, cara, o cara vai fazer... Exato. O cara vai fazer um doutorado hoje para ganhar 2.800 reais de bolsa, terminar o doutorado e fazer o quê da vida? Entendeu? Então a gente não tem. Vamos falar até as áreas aí. Instala uma indústria dessa, você vai gerar... Primeira coisa, cara, a quantidade de emprego que você vai gerar se você investir nisso aqui... Nossa, vai vir gente de fora, né? Cara, vai vir gente de fora. E aí tem o que você já falou. Você desenvolve a economia periférica de lugar. Não é só o logo. Você vai ter hotel, você vai ter restaurante, você vai ter tudo, escolas, você vai ter tudo. Padaria, cara. Exato. Então você desenvolve tudo, tá? Então assim, por que foge os cérebros, cara? Porque não tem, cara. O cara vai ficar fazendo o quê?

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A projeção de geração de empregos ainda não pode ser confirmada como fato, já que depende de medições futuras. As etapas de separação de óxidos e fabricação de ímãs exigem capital intensivo e tecnologia avançada, e costumam gerar empregos diretos e indiretos. O tamanho desse efeito, porém, varia conforme a escala e o tipo de operação implementada. Trata-se de uma estimativa de impacto, não de um dado já comprovado.

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