Um site que cobra fonte dos outros deve explicar a própria. Esta página diz o que a máquina faz sozinha, o que uma pessoa decidiu, e o que o sistema não consegue fazer.
O sistema foi construído por Eduardo Gama, engenheiro de minas. Ele responde pelo método, pelo código e pela base de fontes. Os textos de veredito não são assinados individualmente porque não dependem de autoridade pessoal: cada um se apoia na fonte citada logo abaixo, que está sempre à vista e pode ser conferida sem intermediário.
Lê todos os comentários e respostas da publicação, quebra cada um em frases, e localiza por similaridade de sentido as frases que enunciam uma afirmação já catalogada. Conta quantas pessoas fizeram cada afirmação, soma as curtidas e liga cada ocorrência ao comentário original. Nada disso envolve julgamento: é busca e contagem.
Os vereditos não são gerados automaticamente. Cada afirmação da base foi escrita, classificada e ancorada em fonte por uma pessoa, uma única vez, e passa a ser reaproveitada em toda publicação seguinte que trate do mesmo assunto.
É por isso que uma checagem sai rápido sem que o julgamento seja automático: o trabalho humano acontece antes, na construção da base, não a cada vídeo.
Duas regras estão gravadas no próprio banco de dados e não dependem de alguém lembrar delas. Nenhuma afirmação de fato pode ser publicada sem ao menos uma fonte vinculada. E nenhum veredito pode ser publicado se apenas repetir o rótulo em vez de explicar: há um mínimo de extensão, exigência de mais de uma frase, e uma verificação de que o texto dialoga com o trecho citado da fonte.
A afirmação se sustenta diante da fonte citada.
A afirmação tem base real mas erra em parte: troca um número por outro, confunde dois conceitos, ou parte de premissa certa para conclusão que não decorre dela.
A afirmação contraria a fonte citada.
A afirmação pode até vir a se confirmar, mas ninguém que a faz apresenta evidência.
Não é afirmação de fato e por isso não recebe checagem. Aparece para mostrar o que o debate sustenta.
Um pedido ou sugestão, não uma afirmação sobre o mundo. Também não recebe checagem.
A busca localiza frases que tratam de uma afirmação, e não distingue quem a sustenta de quem a contesta. Por isso as listas se chamam menções, e não apoios: quem escreveu para discordar aparece ali junto de quem escreveu para concordar. O selo qualifica a afirmação, nunca a pessoa que aparece na lista.
Os números são um retrato do instante da coleta. Curtidas sobem depois, comentários são apagados, e a própria plataforma informa um total maior do que entrega, porque continua contando comentários de contas removidas.
Uma afirmação que apareça numa publicação e ainda não esteja na base não recebe veredito: ela é registrada como detectada e não verificada, até que alguém a estude e encontre fonte. Preferimos deixar em branco a preencher com palpite.
Se um veredito está errado, se uma fonte não sustenta o que se afirma, ou se um comentário seu foi citado fora de contexto, escreva para correcoes@supercritico.com.br. Correção de veredito fica registrada: o texto anterior é arquivado com a data, e não desaparece.