Reflete as afirmações analisadas, escolhidas por relevância; não é uma amostra do total do que o criador fala. Como calculamos.
Além das afirmações uma a uma, como o vídeo monta o argumento e o que deixa de fora. Análise editorial da moldura; qualifica o argumento, não a pessoa. Entenda as técnicas →
O vídeo leva a concluirO Brasil tem uma janela geopolitica unica para virar o fornecedor ocidental de terras raras fora da China, mas a desperdica por exagero ambiental, inseguranca juridica e a tentacao estatista; a saida seria destravar o licenciamento e deixar o capital privado (empresas brasileiras associadas a investidores estrangeiros, com transferencia de tecnologia) desenvolver a cadeia inteira, em vez de criar uma estatal ou vetar a compra estrangeira.
ou seja, um quarto de tudo que existe está com o Brasil.
A reserva é tratada como riqueza que já pertence ao país, mas a única mina de terras raras em operação, o Serra Verde, é controlada por capital estrangeiro (Denham Capital, Vision Blue Resources e Energy and Minerals Group) e recebeu US$465 milhões da agência de financiamento dos EUA (DFC, primeira tranche de um pacote de US$565 milhões), sendo alvo de oferta de compra de cerca de US$2,8 bilhões da USA Rare Earth; o recurso está com empresas estrangeiras, não com o Brasil.
USA Rare Earth to acquire 100% of Serra Verde Group, a Denham Capital portfolio company, at an implied equity value of approximately $2.8 billion.
Serra Verde, backed by Denham Capital, Vision Blue Resources and Energy and Minerals Group, secured as much as $465 million in funding from the US International Development Finance Corporation.
E o Canadá faz as coisas de um jeito rápido.
O Canadá é escolhido como o contraponto veloz, mas lá o desenvolvimento de uma mina leva tipicamente de 10 a 15 anos e a avaliação de impacto do projeto de terras raras Strange Lake (Quebec/Labrador) só deve terminar em 2028; o prazo longo não é uma anomalia brasileira, e sim padrão nas jurisdições que ele apresenta como ágeis.
Mine development timelines in Canada typically range from 10 to 15 years, with lengthy regulatory and environmental approvals a challenge, especially on sensitive northern and Indigenous lands.
The Impact Assessment for the Strange Lake Rare Earth Mining Project is expected to conclude in 2028.
Levou 14 anos
O prazo de 2010 a 2024 do Serra Verde é imputado ao licenciamento, mas coincide com o colapso mundial do preço das terras raras: depois do pico de 2011 (China restringiu exportações) o preço do neodímio despencou mais de 60% até 2013, levando a americana Molycorp à falência em 2015 e quase quebrando a australiana Lynas; o atraso reflete também esse ciclo de preço e a dificuldade de capital, não só a licença ambiental.
Molycorp, once the largest rare-earths producer outside China, filed for bankruptcy as rare-earth prices dropped from their 2011 highs.
Molycorp, funded heavily by debt with no long-term price support, collapsed into Chapter 11 bankruptcy in 2015 when rare-earth prices fell back from their 2011 peak.
O Brasil, ele não raciocina.
A escalada (loucura, completa loucura, o Brasil não raciocina, impossível conseguir licença para qualquer coisa) convive com o fato de que a licença foi concedida: o Serra Verde obteve o licenciamento e entrou em produção comercial em 2024, atraiu US$465 milhões da DFC e uma oferta de cerca de US$2,8 bilhões, o que contradiz o quadro de que é impossível licenciar qualquer coisa no Brasil.
Serra Verde began commercial production of rare earths in Goias in 2024, becoming Brazil's first operating rare earth mine.
The US International Development Finance Corporation is backing Serra Verde's Brazilian rare earth project with a funding package for its Phase I expansion.
nós produziremos terras raras verde.
O rótulo de terras raras verde se apoia na matriz elétrica limpa, mas omite que a extração em si, a lixiviação de argila iônica que o próprio Serra Verde usa e que ele diz ser muito parecida com a da China, é justamente o método documentado como destrutivo em Jiangxi (sul da China) e em Mianmar: resíduos de amônio 12 a 40 vezes maiores que o solo original, salinização, acidificação e perda de ecossistema; energia limpa no processamento não neutraliza esse dano ao solo.
In-situ leaching of shallow ionic adsorption clay deposits is a low-cost method that causes significant damage to health and environment, with ammonium residues 12 to 40 times higher than raw ore soil years after mining and marked soil salinization and acidification.
Heavy rare earths are overwhelmingly sourced from ionic adsorption clay deposits, primarily in southern China and increasingly Myanmar, where the mining carries a heavy environmental toll.
Os numeros centrais conferem: o Brasil e a segunda maior reserva mundial, a China domina producao e processamento e o valor migra para refino e imas, como mostram as checagens. A moldura, porem, converte um recurso ainda incerto (a ANM revisou a reserva de 21 para 11,4 milhoes de toneladas em 2025) e hoje controlado por capital estrangeiro (Denham Capital, Vision Blue e Energy and Minerals Group) numa salvacao nacional travada por um vilao quase unico, o licenciamento ambiental, empurrando para o segundo plano o ciclo de preco e a escassez de capital que tambem atrasaram o setor. O efeito sobre quem assiste e atribuir o atraso quase so ao ambientalismo, a ponto de apresentar o Canada como modelo rapido quando la uma mina de terras raras tambem leva de 10 a 15 anos e a avaliacao do projeto Strange Lake so termina em 2028.
Eu vou deixar o QR Code aqui, coloquem o telefone, vejam os pacotes e programas para você implementar inteligência artificial no seu negócio, na sua vida. Essa ferramenta fará toda a diferença. Aqueles que conseguirem fazer isso vão sobreviver, os que não vão ficar para o passado. Bom, então vamos voltar a falar de outra tecnologia aí, não necessariamente uma tecnologia, mas uma matéria-prima que está ligada com tantas tecnologias tão importantes no mundo hoje. E estava falando das terras raras, né? Assim, por que o Brasil é importante? O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Só que a segunda maior reserva, gente, só com 30% do nosso solo mapeado. Esse dado de segunda maior reserva vem de estudos geológicos americanos. Mas o Brasil só mapeou 30% do nosso solo. Então, não dá para a gente saber.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O USGS classifica o Brasil como a segunda maior reserva mundial de terras raras, com 21 milhões de toneladas em 2025, atrás apenas da China, com 44 milhões, num total global de 75 milhões. A ressalva sobre o baixo mapeamento também procede e ganhou peso quando a própria ANM revisou a reserva brasileira para 11,4 milhões de toneladas em 2025, o que mostra o quanto o número ainda é incerto e sujeito a novos levantamentos.
Reservas mundiais estimadas em 75 milhões de toneladas de óxidos, com China (44 Mt) e Brasil (21 Mt) na liderança.
A ANM ajustou a reserva brasileira de 21 milhões para 11,4 milhões de toneladas de óxidos totais de terras raras, mas o país segue em segundo lugar.
Mas o Brasil só mapeou 30% do nosso solo. Então, não dá para a gente saber. É imprescindível que a gente tenha um cálculo mais apurado disso. Talvez a gente tenha reservas muito maiores do que se imagina. Ok, o serviço geológico americano tem uma série de estudos aí competentes, mas pode ser que exista muito mais coisa que a gente não faz ideia, como a gente um dia descobriu o pré-sal e não fazia ideia que ele estava ali, daquele jeito. Então, o Brasil pode ser, ocupar um lugar muito importante, porque a China tem a maior reserva do mundo, por volta de 50% de todas as terras raras do mundo estão na China. O Brasil tem por volta de 25%, ou seja, um quarto de tudo que existe está com o Brasil. Não é pouca coisa. É disparado o segundo colocado. É metade da China, mas ainda assim está muito à frente do terceiro colocado.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Pelos dados do USGS de 2025, a China concentra cerca de 44 dos 75 milhões de toneladas de reservas mundiais, aproximadamente 59%, e o Brasil cerca de 21 milhões, aproximadamente 28%. As proporções citadas, metade para a China e um quarto para o Brasil, ficam na ordem de grandeza certa, ainda que subestimem um pouco a fatia chinesa. A posição relativa, com o Brasil em segundo lugar e com cerca de metade da reserva chinesa, está correta.
China com 44 Mt e Brasil com 21 Mt de reservas, num total mundial de 75 Mt de óxidos de terras raras.
Então, o Brasil pode ser, ocupar um lugar muito importante, porque a China tem a maior reserva do mundo, por volta de 50% de todas as terras raras do mundo estão na China. O Brasil tem por volta de 25%, ou seja, um quarto de tudo que existe está com o Brasil. Não é pouca coisa. É disparado o segundo colocado. É metade da China, mas ainda assim está muito à frente do terceiro colocado. O Brasil é o segundo colocado. E a China não só domina, não só geologicamente ela tem essa vantagem, porque ela tem a matéria-prima, mas ela domina 70% da produção e 90% do processamento. E aqui é importante a gente fazer uma distinção. Uma coisa é você ter a matéria-prima, outra coisa é você conseguir separar, refinar e processar. Processar é entregar um produto final, imãs sofisticados,
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A China respondeu por cerca de 69% da mineração mundial de terras raras em 2025, 270 mil de aproximadamente 390 mil toneladas, segundo o USGS, e por perto de 90% da capacidade global de refino e separação, conforme a IEA. Os dois percentuais citados batem com as estimativas oficiais e são a base da vantagem estratégica chinesa no setor.
China minerou 270 mil toneladas de óxidos em 2025, cerca de 69% do total mundial.
A China domina cerca de 90% do refino e separação de terras raras no mundo.
porque ela tem a matéria-prima, mas ela domina 70% da produção e 90% do processamento. E aqui é importante a gente fazer uma distinção. Uma coisa é você ter a matéria-prima, outra coisa é você conseguir separar, refinar e processar. Processar é entregar um produto final, imãs sofisticados, que já são o produto vendido. Como tudo, o valor agregado maior, como tudo que a gente conhece, qualquer matéria-prima, o valor agregado maior não está na matéria-prima bruta. Para vocês terem uma ideia, se a gente pegar o lítio, um outro mineral crítico, uma tonelada de lítio exportada custa 800 dólares. E só o minério, só extraído e pronto, exporta o minério bruto puro, só a matéria-prima. Agora, se você pegar o hidróxido de lítio num grau para a bateria,
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A ordem de grandeza confere para o período de preços deprimidos de 2025: o concentrado de espodumênio, com 6% de Li2O, foi avaliado em torno de US$ 900 por tonelada FOB Brasil em agosto de 2025, enquanto o hidróxido de lítio grau bateria rodava entre US$ 9.500 e US$ 11.000 a tonelada, segundo a Fastmarkets e dados de mercado. A relação de cerca de dez vezes entre matéria-prima e produto refinado ilustra bem o argumento do valor agregado, embora os valores absolutos oscilem muito com o ciclo de preços.
Espodumênio 5,5-6,0% avaliado em US$ 910 por tonelada FOB Brasil em agosto de 2025; refino exige 7 a 8 toneladas de concentrado por tonelada de sal de lítio.
Hidróxido de lítio grau bateria cotado em torno de US$ 9.500 a US$ 11.000 por tonelada em 2025.
800 para 8 mil dólares. É claro que o valor agregado está em você processar, industrializar, refinar, separar, dar um produto finalizado e não só vender matéria-prima. E, na verdade, quem domina a cadeia não é necessariamente aquele que tem a matéria-prima. Você pode ter matéria-prima e acabar vendendo para um outro, que vai agregar mais valor no produto e vai ganhar muito mais dinheiro, vai trazer muito mais riqueza e desenvolvimento para aquele que é capaz de agregar o valor. Você compra a matéria-prima barata de qualquer lugar e agrega o valor, e aí você ganha o resto da fatia desse bolo. Para vocês terem uma ideia, a mineração em si, ela detém de 10 a 20% do valor das terras raras. Aí quando a gente fala na parte de separação e refino, 40 a 50% do valor está nisso. E quando a gente fala em produzir os ímãs, um processamento mais sofisticado, estamos falando de 30 a 40%.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A repartição de valor citada é coerente com a análise da indústria: a etapa de separação e refino concentra as maiores margens da cadeia de terras raras, na casa de 40% a 60%, enquanto a mineração bruta fica na ponta de menor valor. A IEA e analistas do setor descrevem exatamente esse deslocamento de valor para as etapas de processamento e de fabricação de ímãs, o que sustenta a tese de que exportar só matéria-prima entrega a parte menos lucrativa da cadeia.
O valor da cadeia de terras raras se concentra a jusante, no refino, na separação e na fabricação de ímãs, e não na mineração.
Separação e refino alcançam margens de 40% a 60%, as maiores da cadeia de terras raras.
você tem que transformar ela em outro produto. Isso é um processo de industrialização. Então, não basta o Brasil estar colocado num lugar onde a nossa geologia é fantástica. A geopolítica envolve mais do que a simples riqueza do recurso natural. A gente precisa transformar isso num recurso econômico. E esse processo requer essas etapas todas, esses investimentos maiores. existem vários países que estão fazendo transições importantes e interessantes nessa linha. A Indonésia é um deles. Por exemplo, a Indonésia era um dos grandes produtores de níquel no mundo, um outro mineral crítico, considerado crítico para muitos. E aí, de 2019 para 2024, a Indonésia saiu de duas unidades de processamento para 60. O que a Indonésia fez? Ela baniu a exportação do níquel.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A Indonésia de fato proibiu a exportação de minério de níquel bruto, com a proibição plena em vigor em janeiro de 2020, e multiplicou suas plantas de processamento, passando a responder por cerca de 40% do níquel primário mundial. Os números exatos, porém, são frouxos: havia cerca de 2 fundições antes de 2014, não em 2019, e o total operacional em 2024 é da ordem de algumas dezenas, com estimativas que variam conforme se contem os projetos ainda em obras. A trajetória de industrialização descrita está certa; a contagem de 2 para 60 é aproximada.
A proibição total da exportação de minério de níquel entrou em vigor em janeiro de 2020.
Antes de 2014 havia apenas duas fundições de níquel na Indonésia; o número cresceu para dezenas após o banimento das exportações.
a água, ela é crítica aí. E como o Brasil tem muita água, a gente consegue fazer isso a um custo mais barato. Nós também temos mão de obra barata. E o nosso custo de energia, já que tem tanta abundância, também é relativamente bom comparado com outros competidores. É claro que nem tudo é uma maravilha, né. Eu estou citando aqui os pontos positivos. Tem um monte de pontos negativos no Brasil. A gente tem insegurança jurídica, a gente tem problema com todo tipo de licença, tudo no Brasil leva 10, 15 anos. Para vocês terem uma ideia, só tem uma mina operacional no Brasil de terras raras em escala comercial, que é o Grupo Serra Verde, que foi inclusive vendido, daqui a pouco eu falo dele. É um grupo brasileiro que está explorando terras raras em Goiás, no estado de Goiás. E eles iniciaram o processo em 2007, 2008, aí começaram para valer em 2010. Sabe quando que iniciou a operação? Em 2024. Levou 14 anos
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A Serra Verde, em Minaçu (GO), entrou em produção comercial no início de 2024 e é a única mina de terras raras em escala comercial em operação no Brasil, além de ser a primeira operação de argila iônica fora da Ásia. O prazo de mais de uma década entre a concepção do projeto e a produção é consistente com o histórico do empreendimento, cujo comissionamento começou em 2023, e ilustra o gargalo de licenciamento que o vídeo critica.
Serra Verde iniciou a produção comercial de concentrado misto de terras raras em Minaçu, Goiás, no começo de 2024.
O comissionamento da Fase I começou em 2023 e a produção comercial em 2024, com meta de 6.400 t de óxidos por ano.
Empresas privadas brasileiras. A gente não pode criar uma estatal disso, como foi proposto na Câmara. Terra Brás, a estatal brasileira das terras raras. Isso não pode acontecer, gente. Tem que ser empresa privada brasileira e essas empresas privadas brasileiras têm que ser sócias dessa operação com essas empresas de fora e essas empresas têm que, de fora, têm que transferir a tecnologia para o Brasil. O Brasil tem vários cases de sucesso aqui. A CBMM que produz, que a detentora domina o mercado de nióbio no mundo. 95% da reserva do mundo está aqui, mas a gente não vende a matéria-prima bruta, a gente dominou a cadeia inteira, a gente tem a tecnologia. O Brasil tem um monopólio do nióbio no mundo. graças a tecnologia. Uma empresa que começou nos anos 50
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O Brasil concentra cerca de 90% das reservas mundiais de nióbio e responde por perto de 90% da produção global, e a CBMM, fundada em Araxá (MG) em 1955, sozinha responde por mais de 75% do mercado mundial. Chamar de monopólio é um exagero técnico, pois há outros produtores, como no Canadá, mas o domínio brasileiro e da CBMM sobre a cadeia é real. A cifra de 95% das reservas fica um pouco acima das estimativas mais comuns, de cerca de 90%.
A CBMM, em Araxá, responde por mais de 75% da produção mundial de nióbio.
O Brasil detém cerca de 90% das reservas e da produção mundial de nióbio; a CBMM foi fundada em Araxá em 1955.
que a gente está cuidando do meio ambiente. No fundo, a gente não está cuidando de nada porque a gente não está fazendo nenhum nem outro. A gente não está trazendo riqueza. Só com riqueza e educação as pessoas vão poder se preocupar com o meio ambiente de uma forma melhor e a gente vai lidar com questões muito básicas do meio ambiente como o lixo, como o saneamento que são altamente destrutivos para o meio ambiente. Então não adianta a gente falar não abre mina, continua pobre, não cria saneamento. Assim, uma completa loucura, né? O Brasil sendo o Brasil. A gente tem uma só empresa operando que, então eu falei que eu ia falar dela, que é esse grupo Serra Verde. E aí uma empresa americana fez uma oferta de compra de mais de 2 bilhões de dólares e aí o Brasil vetou, né? Entraram no STF para impedir a venda e um partido entrou no STF para impedir a venda. Ao mesmo tempo, o CAD começou
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A americana USA Rare Earth anunciou em abril de 2026 a compra da Serra Verde por cerca de US$ 2,8 bilhões, e o negócio virou disputa: a Rede Sustentabilidade e o PSOL acionaram o STF para tentar barrar ou condicionar a operação, e o CADE abriu procedimento em maio de 2026 para avaliar se a transação deveria ter passado por controle prévio. Falar em veto do Brasil é impreciso, pois o governo não vetou a venda, e a AGU chegou a pedir ao STF a rejeição da ação, mas a judicialização e a investigação antitruste ocorreram como descrito.
Acordo definitivo para aquisição de 100% do Grupo Serra Verde por valor patrimonial de cerca de US$ 2,8 bilhões.
A Rede Sustentabilidade protocolou ADPF no STF questionando a venda da Serra Verde à USA Rare Earth.
O CADE abriu procedimento em maio de 2026 para apurar se a venda da Serra Verde deveria ter sido submetida a controle prévio.
A gente tem uma só empresa operando que, então eu falei que eu ia falar dela, que é esse grupo Serra Verde. E aí uma empresa americana fez uma oferta de compra de mais de 2 bilhões de dólares e aí o Brasil vetou, né? Entraram no STF para impedir a venda e um partido entrou no STF para impedir a venda. Ao mesmo tempo, o CAD começou uma investigação para impedir a venda. Essa é a única mineradora que está operando no Brasil com terras raras. E ela extrai as terras raras da argila, que é o jeito mais barato de todos. A Austrália, por exemplo, ela tem que escavar na rocha, quebrar a rocha. O Brasil não, é muito parecido com a da China, está numa argila. Então você não vai ter que quebrar, cavar, dinamitar para construir uma mina. E ela precisa de aporte, precisa de dinheiro, porque tem todas essas dificuldades
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A Serra Verde explora um depósito de argila iônica, o mesmo tipo de jazida que domina no sul da China e que dispensa britagem e detonação de rocha, resultando em custo de extração mais baixo. É, de fato, a primeira operação de argila iônica do hemisfério ocidental, ao passo que projetos australianos como Mount Weld lavram minério em rocha dura, o que confirma o contraste apontado no vídeo.
Pela Ema é a primeira operação de argila iônica de terras raras do hemisfério ocidental, com custo e pegada menores que jazidas em rocha dura.
Nenhuma planta industrial de separação de terras raras existe no Brasil hoje. É a lacuna mais consequente da cadeia produtiva do setor. O processamento químico e a separação dos elementos, que ocorrem juntos na natureza e têm propriedades semelhantes, formam o ponto crítico dos projetos, o que torna o isolamento individual caro e complexo. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos e nenhuma capacidade de separação.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
Terras raras sao tao raras q tem reservas em todo lugar, única coisa rara eh o processamento delas e nisso o brasil nunca vai decolar
O Brasil não consegue refinar nem petróleo, coisa que até os país mais porcos e podres e arrebentados por guerras no oriente médio conseguem.
Sen me engano vai exportar o material bruto, sem refino.
Como todo o resto, iremos exportar o material bruto pra alguém refinar, somos a fazenda e a mina do mundo.
Infelizmente o Brasil não detém da tecnologia necessária para a exploração do Diprósio e o Neodímio,em grande escala.
Se não houver beneficiamento em solo brasileiro serve pra porra nenhuma.
O Brasil não vai processar terras raras.
Investimento, emprego e arrecadação dependem de contrapartidas concretas, como cota de beneficiamento local, metas de processamento e prazos definidos. Nenhum dos comentários analisados especifica esses pontos. Trata-se de um argumento, não de uma afirmação verificável do jeito que foi apresentada.
Essa arrastação de corrente desmotiva o investidor (que sabe o grau e o tempo de retorno desse investimento) e aumenta o risco de o país se limitar a exportar esses minerais como matéria-prima bruta.
Desregulando, atraindo capital estrangeiro, criando as condições econômicas para que seja vantajoso investir no país (sem criar leis obrigando coisas e tirando a liberdade econômica).
TereaBrás Estatal assim como a gigante Petrobras é ESSENCIAL PRIMORDIAL Regulamentações jurídicas e ambientais são IMPRESCINDÍVEIS A verdade sobre oportunidade e sucesso e do Brasil é justamente o contrário do que o Prof HOC defende Empresas Privadas enriquecem sozinhas Povo fica na miséria e a conta quem paga é o povo pobre os investimentos de infraestrutura , incentivos fiscais e tributários, o ônus dos desastres, custos e prejuízos de toda cadeia produtiva fica para o povo pagar.
Então se aproveitar, vai ser distribuído os bilhões entre eles e o brasileiro médio continuará como sempre esteve, trabalhando, pagando altos impostos para manter a máquina deles funcionando, e esperando chegar ao fim de semana para fazer um churrasquinho assistindo um futebol
Para isso acontecer o Brasil tem q mudar mt mt coisa..Os Eua q tem menos terra Raras produz mais q o Brasil por ano...O Brasil precisa qualificar sua mao de obra pra começar.Como se sua populacao esta envelhecendo e 30% ganha auxilio do governo???O Brasil para se transformar em potencia tecnologica precisa mudar mt mt coisa...E 1 é tirar as burocracias e os impostos....
O que transforma um país do tamanho do Brasil são únicamente a educação, o trabalho e a quase consequente geração de riqueza.
A frase é uma proposta, não uma afirmação de fato, e por isso não recebe checagem. Fica o registro de outro dado apurado nesta mesma página: o país não tem hoje planta de separação de terras raras. A proposta implica então construir uma capacidade que ainda não existe, não apenas trocar o dono da mina.
FLAVIO E CAIADO JÁ MOSTRARAM QUEM SÃO OS DONOS DAS TERRAS RARAS DO BRASIL, ASSIM COMO TEMER TIROU A EXCLUSIVIDADE DE EXPLORAÇÃO DO PRE-SAL (DESCOBERTO PELA PETROBRAS) ASSIM QUE DERRUBOU A DILMA.
TereaBrás Estatal assim como a gigante Petrobras é ESSENCIAL PRIMORDIAL Regulamentações jurídicas e ambientais são IMPRESCINDÍVEIS A verdade sobre oportunidade e sucesso e do Brasil é justamente o contrário do que o Prof HOC defende Empresas Privadas enriquecem sozinhas Povo fica na miséria e a conta quem paga é o povo pobre os investimentos de infraestrutura , incentivos fiscais e tributários, o ônus dos desastres, custos e prejuízos de toda cadeia produtiva fica para o povo pagar.
Hoc, entendo bem quando você propõe evitar uma estatal para cuidar de terras raras, mas não acha que a figura "empresa brasileira privada" seria vulnerável a movimentos societários e de investimento de grupos de outros países, dentre os quais de outros governos?
Ao estado cabe criar políticas de incentivo ou entrar com uma estatal mesmo, porque os capitalistas brasileiros são covardes.
A vaidade de pessoas com viés ideológicos empobrece o brasil, e mesmo que descobriu o pre sal e mesmo que quer cria terrasbrasil mais uma estatal para alimentar seu ego.
Têm q ser estatal e não aparecer outro Fdp igual Fernando enrique cardoso que deu a Vale pros gringos simples assim ou tipo Bolsonaro q deu nossas refinarias
O Brasil tem parque de refino relevante, mas exporta a maior parte do petróleo que produz. O país importa cerca de 10% da gasolina e até 25% do diesel que consome, resultado da insuficiência das refinarias e da incompatibilidade delas com o óleo extraído do pré-sal. A comparação com as terras raras não se sustenta: no caso das terras raras, não existe nenhuma planta de separação no país.
O Brasil exporta parcela majoritária do óleo produzido e importa cerca de 10% da gasolina e até 25% do diesel que consome, por insuficiência e incompatibilidade do parque de refino.
Nem precisaríamos de grandes bacias de petróleo nem jazidas para isso , seria necessário apenas muito trabalho, respeito às leis e boa educação!
O Brasil não consegue refinar nem petróleo, coisa que até os país mais porcos e podres e arrebentados por guerras no oriente médio conseguem.
na indústria do petróleo;
Pra um país que pilha o petróleo dos outros países?
o Brasil, devido à 'armadilha da renda média', ou a Rússia, diante dos impactos da transição energética sobre suas exportações de petróleo e gás?
Até hoje não refinamos todo nosso petróleo, quem dirá terras raras.
A operação foi avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões, entre dinheiro e ações. Nenhum dos comentários que classificam o valor como caro apresenta múltiplo, comparável de mercado ou avaliação de reservas que sustente essa conclusão. Sem parâmetro de comparação, a afirmação expressa apenas insatisfação, não uma medida concreta.
E foi vendida a preço de banana e com certeza muito político ficou rico com presentes na época assim como foi com a Petrobras e possivelmente vai ser para algum político enriquecer.
Até eu, um leigo, entende que os últimos governos já venderam todos esses territórios, e caso isso não seja um fato, os países de primeiro mundo tirarão a matéria bruta por um preço de banana e venderão o produto final 10x mais caro.
a resposta me parece ser não, infelizmente nosso país prefere vender a matéria prima do que tentar utilizá-la e fazer o produto final, vendemos a preço de banana e compramos a preço de ouro
Tudo aqui é vendido pelas elites locais a preço de banana para benefício próprio.
Vendendo pot preço de banana loucura
A competência para autorizar pesquisa e lavra é da União, não dos estados. O artigo 176 da Constituição estabelece que essas atividades dependem de autorização ou concessão federal, no interesse nacional. A transação em questão ocorreu entre acionistas privados, sem envolver ato de governo estadual. Um governo estadual pode articular e atrair um investimento, mas não tem poder para vender jazida nem autorizar lavra.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
O próprio Caiado já aceitou parte da venda dessa mina de Goiás.
estados esses que já trabañham com terras raras, a saber, Goiás.
Goiás, inclusive, já tem legislação sobre o tema.
O ponto central do debate se sustenta: a renda da cadeia de terras raras está no processamento químico, na separação dos elementos e na fabricação do ímã de neodímio, não na extração do minério. O Brasil não tem plantas industriais de separação de terras raras. Exportar o concentrado, portanto, reproduz a mesma dependência de antes, só que agora com o material saindo do país sem agregar valor.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
O Brasil vai tirar da onde a capacidade de refinamento e uso de terras raras?
se depender desse hoc entrega tudo pra estazunidos o capitao otan
Pra refinar terras raras aqui, o processo junto ao IBAMA teria que começar agora, para talvez daqui a uns 200 anos, sair alguma licença permitindo isso.
As terras raras formam um grupo de 17 elementos, os 15 lantanídeos mais escândio e ítrio, segundo o USGS. Neodímio, praseodímio, disprósio e térbio são a base dos ímãs permanentes usados em motores de veículos elétricos, geradores de turbinas eólicas, eletrônicos e sistemas de defesa. São esses quatro elementos que a Serra Verde produz.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
Terras raras são empregadas em sistemas de guerra eletrônica, radares de designação de alvo e motores elétricos de superfícies de controle.
As terras raras são um grupo de 17 elementos: os 15 lantanídeos (números atômicos 57 a 71) mais escândio e ítrio. Nióbio não integra o grupo.
Talvez consigamos ter um papel de destaque com cadeias produtivas de motores elétricos.
A Tesla e outras montadoras estão contornando esse "problema" das terras raras (dependência da China), desenvolveram motores elétricos que não utiliza 1 só grama desses minerais.
Os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 85,5 bilhões em 355 projetos entre 2007 e 2025. O setor elétrico liderou os aportes em 2024, com 34% do total, incluindo recursos direcionados a portos como Itaqui e Pecém. Na mineração, a estatal chinesa CNMC comprou a Taboca, empresa responsável pela mina de Pitinga, em novembro de 2024.
A CNMC (China Nonferrous) adquiriu da peruana Minsur a Taboca, que opera a mina de Pitinga (Presidente Figueiredo, AM), produtora de estanho, nióbio e tântalo.
Entre 2007 e 2025 os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 85,5 bilhões em 355 projetos. Em 2024 o setor de eletricidade liderou, com 34% do total, e há aportes em portos como Itaqui e Pecém.
A China já tem muitas terras raras.
Uma parceria com China, Russia India, ou seja o Bric colocaraia nas mãos dos Brics 80% das reservas de terras raras no mundo mundo o Brasil pode fazer parte do maior montante ou diminuir o montate da china.
A China responde pela maior fatia da capacidade global de separação e refino de terras raras, etapa que define o controle da cadeia produtiva. Ter jazidas no subsolo não substitui essa capacidade industrial: mesmo produtores fora da Ásia precisam enviar o concentrado à China para transformá-lo em óxido separado e depois em ímã.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
Terras raras são raras apenas no sentido de difíceis de refinar e manipular, coisa que só a China faz.
Mas os EUA não é um parceiro confiável e Trump tem te mostrado isto ao mundo O Brasil não tem que entregar a china ou aos EUA O Brasil tem que impor a transferência de tecnologia Seja qual for o país passeiro
A China detém 44 milhões de toneladas de reservas de terras raras, segundo o USGS de 2026, contra 21 a 22 milhões do Brasil. O país asiático já é de longe o maior produtor mundial do minério e não depende de comprar ativos brasileiros para garantir o suprimento.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
Só esqueceu de dizer que o Brasil não precisa se livrar APENAS da China...
O USGS de 2026 coloca o Brasil em segundo lugar entre as reservas mundiais de terras raras, com cerca de 21 a 22 milhões de toneladas, atrás apenas da China, que soma 44 milhões. Reserva, porém, não é produção: o Brasil produziu pouco ou nada em 2025.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
É bizarro pensar que temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo e continuamos presos à mentalidade colonial de exportar minério bruto para depois comprar o produto finalizado da China pelo triplo do preço.
O uso militar das terras raras é real e está documentado, e o Departamento de Guerra americano de fato entrou na estrutura financeira do setor. Mas o salto daí para uma agressão futura contra o Brasil não se apoia em nenhum fato verificável. Nenhum comentário que faz a afirmação apresenta essa prova.
entregar terras raras pra eles fazer caça e bomba pra jogar na nossa cabeça?
O artigo 176 da Constituição condiciona a pesquisa e a lavra à autorização ou concessão da União, não à transferência do controle acionário da concessionária. Nenhuma norma em vigor exige aval do Congresso para esse tipo de operação. Tramitam no Senado o PL 2.780, que veio da Câmara, e o PL 4.443/2025, de autoria de Renan Calheiros, propostas que criam a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e poderiam alterar essa regra. Até o momento da checagem, porém, nenhum dos dois projetos havia sido aprovado.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
Tramitam o PL 2.780, vindo da Câmara, e o PL 4.443/2025, do senador Renan Calheiros, ambos criando a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com foco em processamento em território nacional.
Através da câmara dos deputados e do senado esse país poderá ser melhor.
A mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo (AM), produz estanho, nióbio e tântalo. Seu minério traz também urânio, zircônio e terras raras associados, mas isso não configura extração desses elementos. A Mineração Taboca foi vendida à estatal chinesa CNMC por US$ 340 milhões em novembro de 2024. A Constituição reserva à União o monopólio sobre urânio e tório, e a empresa não tem lavra desses minerais: presença no minério é diferente de exploração comercial.
A CNMC (China Nonferrous) adquiriu da peruana Minsur a Taboca, que opera a mina de Pitinga (Presidente Figueiredo, AM), produtora de estanho, nióbio e tântalo.
As reservas de Pitinga contêm estanho com nióbio, tântalo, zircônio, urânio e terras raras associados.
Se proibiram a venda da empresa, pq permitiram a venda para a China tempos atrás da jazida de terras raras e outros minerais em Pitinga, Amazonas?
A Serra Verde é uma sociedade privada, e o que mudou de mãos foi o controle acionário dela. A operação envolveu US$ 300 milhões em dinheiro mais 126,849 milhões de ações novas da USA Rare Earth, num equity value de cerca de US$ 2,8 bilhões. Nem o governo federal nem o de Goiás são parte da transação, e nenhum dos dois recebe esse valor. Quem recebe são os acionistas anteriores da empresa.
Contraprestação de US$ 300 milhões em dinheiro mais 126,849 milhões de ações novas, implicando equity value de ~US$ 2,8 bilhões para a Serra Verde.
tem que ser empresa privada"...