Reflete as afirmações analisadas, escolhidas por relevância; não é uma amostra do total do que o criador fala. Como calculamos.
Além das afirmações uma a uma, como o vídeo monta o argumento e o que deixa de fora. Análise editorial da moldura; qualifica o argumento, não a pessoa. Entenda as técnicas →
O vídeo leva a concluirO Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo e desperdiça essa riqueza por falta de visão e de plano político; cobrar dos candidatos um plano para agregar valor é o que colocaria o país para 'sentar na mesa' dos grandes.
O que falta pra gente é visão de longo prazo.
Atribuir o domínio chinês e o atraso brasileiro a 'visão de longo prazo' ignora a causa estrutural. Os Estados Unidos tiveram a liderança e a tecnologia primeiro, com a mina de Mountain Pass dominando a produção mundial até os anos 1980, e mesmo assim perderam para a China, que ganhou o mercado com subsídios estatais pesados, padrões ambientais frouxos e transferência de tecnologia (o caso Magnequench). Ter o plano não bastou aos EUA; faltou competir com um custo que só subsídio e tolerância ambiental sustentam.
Mountain Pass liderou a produção mundial até os anos 1980; a China assumiu o mercado com subsídios estatais e padrões ambientais frouxos, produzindo a uma fração do custo ocidental.
Os EUA tinham o monopólio das terras raras e o perderam para a China por custo mais baixo e menor exigência ambiental, não por falta de plano.
Sai de 2 dólares para 1.500.
O salto para 1.500 dólares por quilo usa o preço do produto mais caro da cesta e o apresenta como o valor de 'terra rara' em geral. Os óxidos que dominam a monazita brasileira, de terras raras leves, seguem baratos mesmo processados: em 2024 o óxido de lantânio ficou perto de 0,95 dólar/kg e o de cério em torno de 5 dólares/kg. Só os pesados como térbio (840-890 dólares/kg) e disprósio (270-290 dólares/kg) chegam a centenas; a média da cesta não pula para 1.500.
Em 2024 o óxido de lantânio foi cotado perto de 0,95 dólar/kg, o óxido de térbio a 840-890 dólares/kg e o de disprósio a 270-290 dólares/kg.
Óxidos de terras raras leves (lantânio, cério) são cotados em poucos dólares por quilo, ordens de grandeza abaixo dos pesados (térbio, disprósio).
O Vietnã tem um plano.
O Vietnã é escolhido como modelo de virtude por ter plano, mas o exemplo se volta contra a tese. O país tem regulação que obriga o refino doméstico e ainda assim produziu apenas cerca de 300 toneladas em 2024, teve 23 pessoas condenadas por exploração ilegal (com minério vendido à China por cerca de 30 milhões de dólares) e continua exportando minério bruto para a China porque não tem capacidade de separação. O plano existe e a indústria não; logo, o plano não é a alavanca que falta.
O Vietnã condenou 23 pessoas por exploração e exportação ilegal de terras raras, com minério e ferro vendidos à China por cerca de 30 milhões de dólares.
O Vietnã produziu cerca de 300 t de REO em 2024, muito abaixo das metas, e envia minério bruto para a China por falta de capacidade de separação doméstica.
O cavalo está passando selado na nossa frente.
As imagens de 'cavalo selado passando', 'virar uma Venezuela' e da 'mesinha' onde a criançada fica 'pegando os restos' fazem a plateia ler cautela como covardia e urgência como dever. Isso passa por cima do risco ambiental que o próprio Sacani cita: o ácido de lixiviação atingindo lençol freático não é burocracia, é o que ajudou a parar Mountain Pass, mina americana consolidada, em 2002, após dezenas de vazamentos de rejeito radioativo e contaminação de água subterrânea. O efeito é transformar um dilema de política industrial em humilhação nacional que exige pressa.
Uma série de vazamentos de rejeito tóxico e a contaminação de água subterrânea levaram à paralisação da mineração em Mountain Pass em 2002; rupturas do duto liberaram tório e rádio radioativos dezenas de vezes entre 1984 e 1998.
A mineração em Mountain Pass foi interrompida em 2002 após rupturas recorrentes nos dutos de rejeito e contaminação documentada de águas subterrâneas nos anos 1980 e 1990.
Os números centrais conferem: o USGS confirma o Brasil como segunda maior reserva (21 milhões de t, atrás dos 44 milhões da China) e a cadeia de valor que sobe do minério bruto ao óxido e ao ímã é real. O próprio Sacani rejeita a ideia de que ter reserva basta, tanto que diz 'ter a terra rara não quer dizer nada' e recorre à maldição do petróleo venezuelano. A moldura distorce ao reduzir o atraso a uma questão de visão de longo prazo e vontade política: o gargalo real é montar separação e refino, intensivo em capital, tecnologia e custo ambiental. É por isso que o Brasil, apesar da reserva, produziu cerca de 20 toneladas em 2024 contra 270.000 da China, e que o Vietnã, mesmo com o plano que o vídeo elogia, minerou só cerca de 300 toneladas e segue mandando minério bruto para a China.
Eu já vi gente falando que terras raras é pelo fato de ter pouco só. Então, como tem muito pouco, qualquer coisa que tenha pouco é terra rara. Não é isso. Não é isso. Muito pelo contrário. Terra rara tem muita. Então... Mas muita, muita, muita, cara. Entendeu? Então, o que o pessoal brinca e fala assim, que terras raras não é nem terra e nem rara. É que nem inteligência artificial que o Nicolero falou. Exato, é o que o Nicolero falou. Nem inteligência, nem artificial. Terras raras, a definição... Vamos pegar a definição da... Você conhece um negócio chamado IUPAC? Não. E o PAC é o... O Tupac. Tupac, né? Então, aí o PAC é o... Vamos dizer assim, o órgão que comanda a química no mundo, né? Que dá o nome para as coisas e tal. Então, na definição, assim, bruta de terras raras, terras raras é um conjunto de 17 elementos químicos. 15 deles, 15 deles da família dos lantanídeos. Coloca lá a tabelinha que a gente separou, cara. 15 deles são da família dos lantanídeos, onde o lantânio é o principal. E dois outros elementos aqui, que nós vamos...
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Terras raras são o conjunto de 17 elementos definido pela IUPAC, os 15 lantanídeos mais o escândio e o ítrio, definição também adotada pelo USGS. Sacani descreve corretamente a composição e identifica escândio e ítrio como os dois elementos fora da série dos lantanídeos.
Os elementos de terras raras são o grupo de 17 elementos: os 15 lantanídeos mais escândio e ítrio.
As terras raras compreendem 17 elementos: a série dos lantanídeos mais ítrio e escândio.
Ela é rica em urânio. É uma areia radioativa. Mas não é perigoso. Não é perigoso a ponto de fazer nada. Mas o pessoal passa isso no corpo. E tal, não sei o quê. Nossa. Por quê? Porque ela tem propriedades que ajudam a fazer lá. Que é coisa de pele e tudo mais. Só que é um... Vamos dizer assim. É a primeira terra rara que qualquer pessoa pode ter contato. É com uma areia monosítica. O Brasil tem bastante dela. Foi explorado durante muito tempo para tirar urânio. E você não sabe das coisas interessantes, cara. Você começa a estudar e ler sobre terra rara. Durante muitos e muitos anos, parte do resíduo dessa areia monosítica era guardado aqui em São Paulo. O louco. Em Interlacos e em Santo Amaro. A gente tinha um lixão radioativo. Para quê? Porque era resíduo. Ah, para ser descartado? Para ser descartado. O louco. Era guardado em Santo Amaro e em Interlacos. Pouca gente sabe disso, cara. Com proteção zero. Proteção zero. Na maior cidade do Brasil, você tinha... Criança brincando. Exatamente. Você tinha resíduo radioativo do lado da gente aqui.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.As usinas da Nuclemon em Santo Amaro e Interlagos, na zona sul de São Paulo, processaram areia monazítica por décadas e deixaram passivo radioativo que foi em parte transferido para Poços de Caldas (MG), como registram o CETEM e o Mapa de Conflitos da Fiocruz. Cabe a ressalva de que o principal elemento radioativo da monazita é o tório, e não o urânio que Sacani destaca.
As usinas de Santo Amaro e Interlagos, da Nuclemon, processavam areia monazítica, fonte de urânio e tório, deixando contaminação radioativa.
Rejeitos da Usina de Santo Amaro, cerca de 12 mil toneladas de Torta II e fosfato de terras raras com tório e urânio, foram transferidos para Poços de Caldas.
Por causa da televisão. Sabe as televisões antigas? De válvula. A gente falava televisão de fósforo. É. Então. Você pegou, né? Isso. Peguei televisão. Eu não lembro. Ela ia surgindo, não era? Surgindo a imagem. Exatamente. O que fazia esse surgimento da imagem e esse elemento que ali? Terras raras. A terra rara é usada na TV há muito e muito tempo. E os computadores, aquele de telas verdes? Fósforo verde. Fósforo verde. Exatamente. Ali tinha muitas terras raras. E os Estados Unidos tinham uma mina ali no deserto. Então foi o primeiro boom atrás dessas coisas, assim? Foi. Década de 50. Entendeu? Quando o pessoal começou a usar e tal. Tinha uma mina ali nos Estados Unidos, no deserto de Mojave. Onde eles tiravam esse elemento para fazer televisão, né? Porque até então, né? Até a década de 50 não tinha TV direito, né? Depois dali começou a ter e as TVs começaram a ser produzidas. Durante muito, muito tempo, cara. Isso aí é legal até da gente falar. Quem liderou tudo nas terras raras no mundo foi os Estados Unidos, tá? É?
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Os Estados Unidos lideraram a produção mundial de terras raras por décadas a partir da mina de Mountain Pass, no deserto de Mojave, na Califórnia, que foi a principal fonte de európio para os fósforos vermelhos das TVs em cores. O auge desse ciclo ligado à televisão foi nos anos 1960, um pouco depois da década de 50 que Sacani cita, mas a essência histórica está correta.
Os Estados Unidos, com a mina de Mountain Pass na Califórnia, lideraram a produção mundial de terras raras entre as décadas de 1960 e 1980.
A demanda por európio para televisores em cores impulsionou a mina de Mountain Pass, que fez dos EUA o líder do setor até os anos 1980.
Onde que elas poderiam ter e tal. Eles começaram a descobrir. A China tem muito a terra rara. Daqui a pouco a gente vai mostrar aí a tabelinha das reservas, né? Ela começa a descobrir essas reservas quando? Há muito tempo? Há muito tempo. Há muito tempo. Há muito tempo. Ela começa a descobrir as reservas de terras raras. Começa a testar. Começa a estudar. Então, até 1950 ali... Até um pouquinho mais. Até 1960. Quem dominou muito terras raras no mundo, a aplicação e tudo, foi os Estados Unidos. Depois entra a China. E aí, a China, cara... Ela vem arrasadora nisso aí. E ela domina... Ela domina... E até hoje, ela domina as terras raras. A China tem dois dados muito interessantes, cara. Boa parte das terras raras está na China. E praticamente 90% da produção das terras raras é chinesa. Isso que eu quero entender. Porque quando eu falei com os pré-candidatos aqui, uma coisa é você ter, outra coisa é saber fazer alguma coisa com elas. Então, vamos lá. China tem 44 milhões do quê? Reservas. Quando eu falo de toneladas, é o que é sabido.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A China responde por cerca de 90% do refino e da separação mundial de terras raras, mas por aproximadamente 69% da mineração em 2024, segundo o USGS e dados compilados pela Statista. Ao dizer que 90% da produção é chinesa, Sacani usa o número do processamento, e não o da extração, que é menor.
A China concentrou 69,2% da produção mundial de minério de terras raras em 2024.
A China produz cerca de 90% do suprimento refinado mundial de terras raras e detém a maior capacidade de separação e purificação.
A China tem dois dados muito interessantes, cara. Boa parte das terras raras está na China. E praticamente 90% da produção das terras raras é chinesa. Isso que eu quero entender. Porque quando eu falei com os pré-candidatos aqui, uma coisa é você ter, outra coisa é saber fazer alguma coisa com elas. Então, vamos lá. China tem 44 milhões do quê? Reservas. Quando eu falo de toneladas, é o que é sabido. Pode ter mais? Isso aí é reserva. Mas pode ter mais? Pode ter mais. Pode ter mais. O que acontece com as reservas é o seguinte. Alguém que estiver assistindo a gente pode falar assim, ah, mas o Vietnã tem mais que o Brasil. Não tem mais, tá? O Vietnã, ele tinha 23 milhões de toneladas de reserva. O que acontece é o seguinte. De tempos em tempos, o pessoal vai nos países e reavalia aquelas reservas. Mas como caiu para 3,5 milhões? Caiu para 3,5. Porque boa parte do que tem lá não é considerado terras raras. Ah, foi errada a avaliação. Foi errada a avaliação. Então, ele caiu para 3,5 milhões de toneladas.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O USGS reduziu a estimativa de reservas do Vietnã de 22 milhões para 3,5 milhões de toneladas na edição de 2025 do Mineral Commodity Summaries, corte de cerca de 84%, com base em reavaliação a partir de relatórios oficiais e de empresas. A revisão derrubou o país do segundo para o sexto lugar no ranking mundial, exatamente como Sacani descreve.
O USGS cortou a reserva de terras raras do Vietnã de 22 milhões para 3,5 milhões de toneladas na edição de 2025.
As reservas de Vietnã, Rússia, África do Sul e Estados Unidos foram revisadas com base em relatórios de empresas e governos; Vietnã em 3.500.000 t.
Alguém que estiver assistindo a gente pode falar assim, ah, mas o Vietnã tem mais que o Brasil. Não tem mais, tá? O Vietnã, ele tinha 23 milhões de toneladas de reserva. O que acontece é o seguinte. De tempos em tempos, o pessoal vai nos países e reavalia aquelas reservas. Mas como caiu para 3,5 milhões? Caiu para 3,5. Porque boa parte do que tem lá não é considerado terras raras. Ah, foi errada a avaliação. Foi errada a avaliação. Então, ele caiu para 3,5 milhões de toneladas. Mesmo assim, é muita terra rara. Olha os Estados Unidos comparado, olha o Vietnã. Olha os Estados Unidos. Estados Unidos tem 1,9 milhão de toneladas. É o tamanho do território dos Estados Unidos e do Vietnã. Exatamente. Então, é China com 44 milhões, Brasil com 23 milhões, Brasil com 21, 22, né? E pode aumentar, né? Pode aumentar, mas pode diminuir também. Então, isso aí é avaliado, mas o Brasil sempre manteve essa faixa aí. Agora, olha que interessante, cara. A diferença. O Brasil já é... Vamos arredondando metade da China. Agora, olha a diferença do Brasil para a Índia, cara. Cara.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O USGS (Mineral Commodity Summaries 2025) estima as reservas globais de terras raras em cerca de 44 milhões de toneladas na China e 21 milhões no Brasil, que aparece em segundo lugar, seguido por Austrália, Rússia e Vietnã, com os Estados Unidos em 1,9 milhão. A faixa que Sacani cita para o Brasil, de 21 a 23 milhões, está dentro do número oficial.
China 44.000.000 t, Brasil 21.000.000 t, Austrália 6.300.000 t, Vietnã 3.500.000 t, Estados Unidos 1.900.000 t de reservas de terras raras.
A China lidera as reservas com 44 milhões de toneladas e o Brasil aparece em segundo, com 21 milhões.
Então, assim, o Brasil é muita terra rara, cara. É muita terra rara, cara. É muita, é muita. Entendeu? E se você pegar a China e considerar que a China é algo isolado do mundo, porque eles têm lá a vida deles e tudo mais... É. A China, você teve lá, né? Tive. É quase autossuficiente, né? É autossuficiente. Ela pode se isolar do mundo que ela vive perfeitamente. O país mais importante hoje para terras raras é o Brasil. Entendeu? É. Então, assim, é uma disparidade gigantesca. Agora, você falou muito bem isso. Ter a terra rara não quer dizer nada. E aí a gente pode fazer um paralelo com o petróleo. A Venezuela, por exemplo. A Venezuela é a maior reserva de petróleo do planeta. 303 bilhões de barris. A Arábia tem pouco perto da Venezuela. A Arábia não é nada. No entanto, qual é a produção de petróleo na Venezuela? Baixa, né? É baixa. Mais ou menos a do Brasil. Que doido. Não adianta você ter a parada, né? Ter o... Ter está lá, né, cara? Está enterrado lá, né? Agora o problema é tirar dali, né?
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A Venezuela tem as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, cerca de 303 bilhões de barris ao fim de 2024, segundo o Boletim Estatístico Anual da OPEP e a EIA americana, à frente da Arábia Saudita. Apesar disso, produzia só cerca de 960 mil barris por dia em 2024, o que confirma o contraste entre reserva e produção que Sacani aponta.
A Venezuela detém as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, cerca de 303 bilhões de barris, mas produz uma fração disso.
A Venezuela lidera as reservas provadas de petróleo com cerca de 303 bilhões de barris.
Exatamente. E a gente compra o quê? Compra de volta. Compra o aço de volta, né? É a mesma coisa. Manda o grão do café e compra a cápsula. Exatamente. É uma coisa ridícula, né? É o preço de nada. Manda... Produz soja para caramba ali, manda soja para lá e depois compra o negócio. Cara, é um negócio... Não dá para entender, né, cara? Não dá e tal. Mas aí você está conversando com os caras aí? Estou. Tenta ver se eles conseguem te explicar isso. O Caiado é o mais... Que eu percebi o que mais manja dessa parada, né? Ele mais manja e teria que manjar mesmo, né? É. Porque ele está aí em Goiás, né? Goiás, para quem não sabe, é um dos estados que tem mais terras raras. Aliás, em Goiás, Goiás agora teve aí na mídia, na parte de terras raras, por conta da empresa americana que veio aí 2.8 bi para comprar a Serra Verde, né? Serra Verde é uma das maiores mineradoras de terras raras. O problema é que tudo isso aí está meio embargado ainda, parece, lá pelo STF e tal, entendeu? Mas ele era para manjar disso mesmo, ele tem que manjar. Porque está lá na terra dele e isso aí. Outro que tem que manjar muito é o Zema. Porque Minas... Minas Gerais, cara, é o lugar das terras raras, talvez no mundo.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Em abril de 2026 a americana USA Rare Earth anunciou acordo para adquirir o Grupo Serra Verde, dono da mina Pela Ema em Minaçu (GO), por cerca de 2,8 bilhões de dólares. A operação é hoje a única produtora em escala de terras raras fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos magnéticos principais. Sacani acerta tanto o valor quanto a origem americana do comprador.
A USA Rare Earth firmou acordo para adquirir o Grupo Serra Verde, dono da mina Pela Ema em Goiás, por cerca de 2,8 bilhões de dólares.
Empresa americana compra mineradora brasileira de terras raras Serra Verde, em Minaçu, Goiás.
Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Um... Olha como que é o mundo, cara. Olha como é o mundo, entendeu? Essas duas empresas, hein? A Meteoric já tá lá, a Imposto de Caldas e a... Procura aí, cara, porque é Virides o negócio sim. É Virides mesmo. Virides, né? Então, a Virides e a Meteoric são duas empresas que estão lá em Postos de Caldas para explorar terras raras, para mandar para a Austrália, para a Austrália mandar para os Estados Unidos, para os Estados Unidos pagar esses 8.5 bilhões de dólares para eles, porque sem isso o projeto Stargate, que é uma promessa do Trump no primeiro discurso dele... Para. Para. Cara, como é complicada a parada.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Meteoric Resources (projeto Caldeira) e Viridis Mining and Minerals (projeto Colossus) são empresas australianas listadas na bolsa de Sydney que desenvolvem terras raras em argila iônica no complexo alcalino de Poços de Caldas, ambas com plantas instaladas na região em 2025 e 2026. A parte seguinte, de exportar para a Austrália e daí para os EUA por causa do Stargate, é interpretação de Sacani, não fato estabelecido.
As australianas Meteoric Resources e Viridis Mining and Minerals avançam em projetos de terras raras em Poços de Caldas.
O projeto Caldeira, de argila iônica de terras raras, fica em Poços de Caldas, Minas Gerais.
Ajuda na malha ferroviária. É, eu quero escoar melhor meus grãos lá do Mato Grosso. Você não pode ajudar com uma malha ferroviária para... É assim que faz. É assim. O pessoal não entende que é assim que funciona a economia, né, cara? E é isso que é a política, né? Ninguém dá nada para você porque você é... Ah, o Brasil é legal. Não, cara. Eles têm que ter vantagem. E isso que é a política. O cara político é o cara que consegue articular tudo isso. Você acha que os Estados Unidos não estão de olho em quem vai ganhar a eleição aqui para ver qual vai ser a política dele em relação a terras raras? Claro. Eles querem saber. Ué, ele tá porque... O pessoal entender é o seguinte, cara. Os Estados Unidos não tá aqui direto. Entenderam o ciclo, né? É. Eles foram lá na Austrália, investiram nas empresas e as duas empresas australianas vieram para cá. Entendeu? Porque os Estados Unidos já deu para a Austrália 8,5 bilhões de dólares na economia australiana, cara. Por que que não é nossa essa grana? É. Isso é que deixa a gente revoltado, cara. Entendeu? E isso que aconteceu com o Caiado lá em Goiás, ele pode fazer isso? Isso. É âmbito do presidente?
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Em 20 de outubro de 2025, Estados Unidos e Austrália assinaram um marco para minerais críticos e terras raras com um portfólio de projetos de até 8,5 bilhões de dólares, com cada país aportando pelo menos 1 bilhão em seis meses. O valor citado por Sacani confere, ainda que se trate de um acordo bilateral de investimento, e não de um repasse direto à economia australiana como ele sugere.
EUA e Austrália investirão cada um ao menos US$ 1 bilhão em um portfólio de US$ 8,5 bilhões de projetos prioritários de minerais críticos em seis meses.
Trump e Albanese assinaram acordo de minerais críticos e terras raras com projetos que somam até 8,5 bilhões de dólares.
Pra gente colocar inteligência artificial e tudo mais. Tem gente que já tá usando, já tá tendo resultado, aumenta a produtividade, faz um monte de coisa. Então, assim, tem que ir. O negócio é que tem que sair daqui, tem que se meter no meio do Mato Grosso, tem que se meter lá no meio do Paranazão, velho, de guerra, entendeu? Tem que sujar o pé de barro. Tem que sujar o pé de barro, tem que ir lá tomar chuva. Tomei chuva pra caramba lá em Castro. Mas que povo legal também, né? Cara, é muito legal. Cara, você conhece um... É um outro... É aquele negócio que a gente fala. É outro Brasil mesmo, cara. É outro Brasil. Os políticos não vão. Por que que eles não vão? Sabe por quê? Por quê? Cara, o Mato Grosso tem 3 milhões de pessoas só. Ah... Agora, se boi votasse... O cara faz a conta, né? É, se boi votasse... Sabe quantas cabeças de gado tem no Mato Grosso? 30 milhões. O quê? É 3 milhões de pessoas e 30 milhões de cabeças de gado. Que alimenta o Brasil, né? Se boi votasse, eles estavam lá. Agora eles não vão lá, cara, porque 3 milhões de votos não vai mudar nada. É. Então eles ficam lá, os caras ficam... Mas tem uma coisa, tá? Eles não reclamam. Eu tô reclamando aqui, mas eles não reclamam. Eles trabalham. Cara, eles trabalham e eles não tão nem aí. Eles falam, cara, nós estamos aqui, deixa a gente quieto aqui e trabalha. E trabalha. Sorriso, cara.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Nos números, correto no sentido. Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país, cerca de 34 milhões de cabeças em 2023 pelo IBGE, e população de 3,66 milhões de pessoas pelo Censo 2022. Sacani arredonda para 30 milhões de bois e 3 milhões de habitantes, subestimando os dois, mas o contraste que ele quer mostrar, mais gado do que gente, é real.
Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do Brasil, cerca de 34 milhões de cabeças, 14,2% do efetivo nacional em 2023.
A população de Mato Grosso é de 3,66 milhões de habitantes segundo o Censo 2022.
Cara, o Mato Grosso tem 3 milhões de pessoas só. Ah... Agora, se boi votasse... O cara faz a conta, né? É, se boi votasse... Sabe quantas cabeças de gado tem no Mato Grosso? 30 milhões. O quê? É 3 milhões de pessoas e 30 milhões de cabeças de gado. Que alimenta o Brasil, né? Se boi votasse, eles estavam lá. Agora eles não vão lá, cara, porque 3 milhões de votos não vai mudar nada. É. Então eles ficam lá, os caras ficam... Mas tem uma coisa, tá? Eles não reclamam. Eu tô reclamando aqui, mas eles não reclamam. Eles trabalham. Cara, eles trabalham e eles não tão nem aí. Eles falam, cara, nós estamos aqui, deixa a gente quieto aqui e trabalha. E trabalha. Sorriso, cara. Todo mundo convida você aí pra Sorriso, cara. Sorriso... Mato Grosso? Sorriso no Mato Grosso. Entendeu? A maior produção de soja do mundo. A cidade que mais produz soja no mundo chama-se Sorriso no Mato Grosso, cara. Entendeu? Vai lá pra você ver que cidade linda, cara. Cidade bonita, limpinha. Entendeu? Altíssima tecnologia. As coletadeiras, tudo ligado em GPS. Nossa. Cara, é um negócio assim, absurdo, cara. Qual a tua ligação com inteligência artificial atualmente? Você tá com alguma coisa?
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Sorriso, no norte de Mato Grosso, é o maior produtor de soja do mundo entre municípios, com mais de 2 milhões de toneladas por ano, segundo o IBGE e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A cidade lidera também o maior valor de produção agrícola do país. A afirmação de Sacani está correta.
Sorriso lidera a produção agrícola nacional e é apontada como a maior produtora de soja do mundo.
Nenhuma outra cidade, no Brasil ou no exterior, atinge o volume de soja de Sorriso, segundo o USDA.
Nenhuma planta industrial de separação de terras raras existe no Brasil hoje. É a lacuna mais consequente da cadeia produtiva do setor. O processamento químico e a separação dos elementos, que ocorrem juntos na natureza e têm propriedades semelhantes, formam o ponto crítico dos projetos, o que torna o isolamento individual caro e complexo. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos e nenhuma capacidade de separação.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
Brasil.vamos vender material bruto denovo
O Brasil não tem tecnologia
A jazida pertence à União, e a empresa detém apenas a concessão de lavra, isso está correto. O erro está na conclusão: o que muda de mãos é o controle acionário da concessionária, algo que a lei permite, e não a propriedade do minério no subsolo.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
Qualquer minério e patrimônio da união ou seja do país, então o governo estadual não tem permissão pra vendelo
O ponto central do debate se sustenta: a renda da cadeia de terras raras está no processamento químico, na separação dos elementos e na fabricação do ímã de neodímio, não na extração do minério. O Brasil não tem plantas industriais de separação de terras raras. Exportar o concentrado, portanto, reproduz a mesma dependência de antes, só que agora com o material saindo do país sem agregar valor.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
Se usase pra si pra nacao brasileira se envestise refinase o pretrolio contruir satelite usar essas terra rara e vender pra fora caro o br estariq bom de vida.
O uso militar das terras raras é real e está documentado, e o Departamento de Guerra americano de fato entrou na estrutura financeira do setor. Mas o salto daí para uma agressão futura contra o Brasil não se apoia em nenhum fato verificável. Nenhum comentário que faz a afirmação apresenta essa prova.
Pior se Rubio invade o Brasil...como será?
A operação foi avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões, entre dinheiro e ações. Nenhum dos comentários que classificam o valor como caro apresenta múltiplo, comparável de mercado ou avaliação de reservas que sustente essa conclusão. Sem parâmetro de comparação, a afirmação expressa apenas insatisfação, não uma medida concreta.
Concessão da exploração de terras raras a preço de banana.
A afirmação sobre radioatividade se aplica a depósitos de rocha dura, como Mountain Pass e Mount Weld, onde tório e urânio associados costumam elevar os níveis de radiação. Não se aplica ao ativo Pela Ema, em Minaçu, formado por argila iônica. Nesse tipo de depósito, os elementos ficam adsorvidos na superfície da argila e são liberados por lixiviação simples, com teor de radioativos baixo. Essa característica é justamente a vantagem ambiental do projeto.
Depósito Pela Ema, Minaçu (GO): argila iônica, rica em Nd, Pr, Tb e Dy.
Primeiro depósito de argila iônica em produção comercial no mundo ocidental, a partir do início de 2024.
Apresenta traços de Tório e principalmente Urânio.