Reflete as afirmações analisadas, escolhidas por relevância; não é uma amostra do total do que o criador fala. Como calculamos.
Além das afirmações uma a uma, como o vídeo monta o argumento e o que deixa de fora. Análise editorial da moldura; qualifica o argumento, não a pessoa. Entenda as técnicas →
O vídeo leva a concluirO controle chinês sobre as terras raras e sua cadeia de processamento é uma arma geopolítica quase inexpugnável que deixa os Estados Unidos em dependência estrutural, e a reação americana pode ter chegado tarde demais para reverter a desvantagem.
As terras raras e minerais críticos se tornaram o calcanhar de Aquiles dos Estados Unidos nas discussões comerciais com a China,
A dependência é bilateral, não de mão única. Os Estados Unidos controlam um gargalo simétrico sobre a China na litografia EUV da ASML, que a China não consegue replicar, e a própria trégua de junho de 2025 trocou a liberação de licenças de terras raras pela retomada da venda das GPUs Nvidia H20 à China. Tratar as terras raras como o calcanhar de Aquiles isolado ignora que cada lado segura um ponto de estrangulamento do outro.
O bloqueio às máquinas de litografia EUV da ASML deve impedir a China de produzir chips avançados nos nós de 2 e 3 nanometros; a China nao consegue replicar essa tecnologia no horizonte previsivel.
Em junho de 2025 os dois lados acordaram uma desescalada: a China se comprometeu a emitir licencas de terras raras em troca de os EUA suspenderem novos controles e liberarem a exportacao das GPUs Nvidia H20.
Pequim usou essas reservas como uma arma geopolítica.
A alavanca chinesa nao vem da posse das reservas, e sim da etapa de refino e separacao. Segundo o USGS, a China detem cerca de 44 de aproximadamente 90 milhoes de toneladas de reservas mundiais, com o Brasil sozinho perto de 21 milhoes, ou seja, menos da metade do total. E ate o dominio no processamento deixou de ser exclusivo: em maio de 2025 a Lynas tornou-se a primeira e unica produtora de terras raras pesadas separadas fora da China, com o disprosio produzido na Malasia e uma planta em construcao no Texas.
A China lidera as reservas mundiais com cerca de 44 milhoes de toneladas, seguida por Brasil e Vietna; as reservas globais estao distribuidas por varios paises, e nao concentradas num so.
A Lynas produziu disprosio pela primeira vez em maio de 2025, tornando-se a primeira produtora de terras raras pesadas separadas fora da China.
Como retaliação, a China atacou um dos pontos mais vulneráveis dos Estados Unidos, as terras raras.
O vocabulario de ataque a um ponto vulneravel dramatiza uma medida que se mostrou reversivel e transacional. O mesmo episodio descrito no video terminou em acordo: apos a trela de junho de 2025, a China voltou a aprovar pedidos de exportacao e, em novembro de 2025, suspendeu os controles adicionais sobre terras raras e encerrou investigacoes contra empresas americanas de chips, em troca de concessoes dos EUA. O que a moldura chama de ataque foi um lance de negociacao recuado em semanas.
A China suspendera a aplicacao dos controles adicionais de exportacao de terras raras e encerrara investigacoes contra empresas americanas da cadeia de semicondutores.
Alguns analistas afirmam que a China vai continuar tendo vantagem no curto prazo,
A conclusao pessimista mais forte do video, a de que os EUA despertaram tarde demais, e sustentada por analistas nao nomeados. No mesmo periodo havia avaliacoes atribuiveis e de sentido oposto: a alavanca chinesa se revelou temporaria e transacional, tanto que a China suspendeu os controles no acordo de novembro de 2025, e a Lynas ja separava terras raras pesadas fora da China em 2025, sinal de que a vantagem citada como duradoura ja estava sendo corroida enquanto o video era gravado.
A China concordou em suspender os controles adicionais sobre terras raras como parte do acordo comercial com os Estados Unidos, revertendo a restricao que dava a Pequim sua alavanca.
A Lynas tornou-se em 2025 a primeira produtora de terras raras pesadas separadas fora da China, quebrando a exclusividade chinesa no elo mais critico da cadeia.
Os números centrais conferem: a China responde por cerca de 85% a 90% do processamento e mais de 90% dos ímãs, e as tarifas de 145% e o embargo de 2025 aconteceram como descrito. A distorção está em elevar um ponto de barganha reversível ao patamar de arma decisiva e quase permanente. A moldura trata a posição chinesa como posse de um recurso raro, quando o gargalo é o refino, não a reserva (a China detém menos da metade das reservas mundiais, ~44 de ~90 milhões de toneladas), e esse gargalo já vem sendo rompido pela Lynas, que passou a separar terras raras pesadas fora da China em 2025. A própria trégua que o vídeo cita, em que Pequim liberou licenças em troca de concessões americanas, mostra que a alavanca vale nos dois sentidos e foi recuada em semanas, mas o espectador sai com a impressão de uma ameaça existencial e unilateral.
Meses de difíceis negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China expuseram o quanto os Estados Unidos dependem da China para obter terras raras, matérias-primas poderosas que sustentam tecnologias que vão de caça de combate a turbinas eólicas. Atualmente, cerca de 90% das terras raras utilizadas nos Estados Unidos são importadas da China, segundo os dados do USGS. Isso inclui insumos essenciais para sistemas de mira, radares, armamentos e até para carros elétricos. Os Estados Unidos importaram cerca de 8 mil toneladas de compostos de terras raras chinesas.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O próprio USGS aponta um número menor: a China respondeu por cerca de 70% das importações americanas de compostos e metais de terras raras no período 2020-2023, e a dependência líquida de importação dos EUA girava em torno de 80% na data do vídeo, em agosto de 2025. O percentual de 90% mistura, ao que parece, a dependência total de importação com a fatia específica da China, superestimando o peso de Pequim no fornecimento americano.
A China forneceu cerca de 70% das importações americanas de compostos e metais de terras raras entre 2020 e 2023.
Isso inclui insumos essenciais para sistemas de mira, radares, armamentos e até para carros elétricos. Os Estados Unidos importaram cerca de 8 mil toneladas de compostos de terras raras chinesas. Esse volume representa uma dependência estrutural, já que o mesmo material extraído em solo americano muitas vezes são enviados à China para serem processados antes de retornar aos Estados Unidos como componentes finais. O grande problema é que Washington e Pequim estão numa amarga guerra comercial desde que o presidente Trump anunciou tarifas generalizadas sobre grande parte do mundo em abril, elevando as tarifas sobre a China para impressionantes 145%. Como retaliação, a China atacou um dos pontos mais vulneráveis dos Estados Unidos, as terras raras. E, por isso, a China impôs novas restrições de exportação, principalmente sobre terras raras pesadas. O país controla praticamente toda a cadeia global desses materiais, com empresas chinesas dominando
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.As tarifas dos Estados Unidos sobre produtos chineses chegaram de fato a 145% em abril de 2025, no auge da escalada, antes de recuarem para cerca de 30% após o acordo de Genebra, em maio. Pequim retaliou com tarifas de 125% e com restrições à exportação de terras raras, exatamente o movimento que o vídeo descreve.
As tarifas americanas sobre a China chegaram a 145% e a China respondeu com 125%, antes do recuo negociado em Genebra.
muitas vezes são enviados à China para serem processados antes de retornar aos Estados Unidos como componentes finais. O grande problema é que Washington e Pequim estão numa amarga guerra comercial desde que o presidente Trump anunciou tarifas generalizadas sobre grande parte do mundo em abril, elevando as tarifas sobre a China para impressionantes 145%. Como retaliação, a China atacou um dos pontos mais vulneráveis dos Estados Unidos, as terras raras. E, por isso, a China impôs novas restrições de exportação, principalmente sobre terras raras pesadas. O país controla praticamente toda a cadeia global desses materiais, com empresas chinesas dominando cerca de 85% do processamento de terras raras e 92% da produção de imãs no mundo. Essa dominância chinesa não surgiu por acaso. Durante décadas, o governo chinês subsidia a mineração e o refino desses materiais,
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A China responde por cerca de 90% da capacidade mundial de processamento e separação de terras raras e por 92% a 94% da produção de ímãs permanentes, segundo dados da IEA de 2024. Os percentuais citados estão corretos; a fatia de processamento, se algo, é ligeiramente maior que os 85% mencionados.
A China responde por mais de 90% da produção mundial de ímãs de terras raras e por cerca de 90% do processamento.
O nome é um grupo de 17 elementos metálicos da tabela periódica com nomes como neodímio e disprózio. E a gente pode simplificar falando que existem dois tipos, terras raras leves e pesadas. E é justamente na parte das pesadas que a China tem um domínio ainda maior. Apesar do nome, terras raras não são realmente raras. O nome é meio enganoso, já que elas não são tão incomuns na crosta terrestre. O difícil, na verdade, é processá-las. Esses elementos são fundamentais em diversas tecnologias avançadas, como eu citei, que vão da defesa à energia verde. Cada caça F-35 americano contém mais de 400 quilos de terras raras e uma única turbina eólica pode conter mais de 450 quilos. Elas estão em todas as formas de tecnologia de defesa, em tomógrafos, tratamento de câncer, celulares, laptops, chips e a escassez delas afeta tudo.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A cifra de cerca de 417 kg, ou 920 libras, por F-35 vem de um estudo interno do Departamento de Defesa de 2012 que nunca foi divulgado na íntegra e é contestada: a Adamas Intelligence estima o conteúdo real em 40 a 70 kg de material com terras raras, dos quais 11 a 20 kg de elemento puro. Já o número da turbina eólica é plausível, pois geradores de acionamento direto usam da ordem de 600 kg de ímãs de terras raras. O contraste sugerido, portanto, apoia-se num dado do F-35 provavelmente inflado.
O número de 417 kg vem de um estudo do DoD de 2012 nunca publicado; a estimativa própria aponta 40 a 70 kg de material com terras raras por F-35.
e a escassez delas afeta tudo. Além disso, sistemas de orientação por GPS, baterias de veículos elétricos, lasers e até satélites espiões que requerem elementos como lantânio, térbio e prazeodímio. A revista Nature publicou que a ausência de qualquer um desses elementos pode travar a fabricação de componentes inteiros. Os Estados Unidos, pra vocês terem uma ideia, já foi o maior produtor mundial de terras raras. Mas nas últimas décadas, com o aumento das preocupações ambientais e dificuldades financeiras das mineradoras, o setor foi sendo terceirizado. Em 1996, o Congresso encerrou o Biro de Minas dos Estados Unidos. Vale lembrar que o encerramento do Biro dificultou a coleta de dados estratégicos sobre reservas domésticas e também a capacidade de refino, o que acabou fazendo com que os Estados Unidos perdessem a competitividade mesmo tendo reservas significativas, como na mina de Mountain Pass, na Califórnia.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O United States Bureau of Mines foi extinto em 1996: o Congresso votou seu fechamento e a agência foi dissolvida em 30 de março de 1996, com a demissão de cerca de mil funcionários. A perda de capacidade de coleta de dados e de pesquisa em mineração que o vídeo associa ao episódio é uma leitura amparada por analistas do setor.
O Bureau of Mines foi abolido pela lei orçamentaria de 1996 e dissolvido em 30 de março de 1996.
Em 1996, o Congresso encerrou o Biro de Minas dos Estados Unidos. Vale lembrar que o encerramento do Biro dificultou a coleta de dados estratégicos sobre reservas domésticas e também a capacidade de refino, o que acabou fazendo com que os Estados Unidos perdessem a competitividade mesmo tendo reservas significativas, como na mina de Mountain Pass, na Califórnia. Enquanto isso, a China já investiu pesado na pesquisa e infraestrutura da indústria, construindo uma vantagem sólida que permite controlar os preços globais e dificulta a concorrência. Pequim usou essas reservas como uma arma geopolítica. Como em 2010, ao suspender brevemente as exportações pro Japão, Tóquio reagiu cortando sua dependência, Washington, por enquanto, não fez nada parecido. No caso do Japão, a crise de 2010 levou o governo a investir cerca de 1,25 bilhão em parcerias estratégicas com países como Vietnã e Austrália,
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Em setembro de 2010, após o incidente do barco pesqueiro chinês perto das ilhas Senkaku, a China interrompeu na prática o fornecimento de terras raras ao Japão, que então dependia de Pequim para cerca de 90% desses insumos. O episódio é o caso clássico do uso das terras raras como instrumento de pressão geopolítica.
Em 2010 a China restringiu as exportações de terras raras ao Japão em meio à disputa das ilhas Senkaku.
e também a capacidade de refino, o que acabou fazendo com que os Estados Unidos perdessem a competitividade mesmo tendo reservas significativas, como na mina de Mountain Pass, na Califórnia. Enquanto isso, a China já investiu pesado na pesquisa e infraestrutura da indústria, construindo uma vantagem sólida que permite controlar os preços globais e dificulta a concorrência. Pequim usou essas reservas como uma arma geopolítica. Como em 2010, ao suspender brevemente as exportações pro Japão, Tóquio reagiu cortando sua dependência, Washington, por enquanto, não fez nada parecido. No caso do Japão, a crise de 2010 levou o governo a investir cerca de 1,25 bilhão em parcerias estratégicas com países como Vietnã e Austrália, além de promover a reciclagem de terras raras, reduzindo sua dependência da China para menos de 60% em 10 anos. E é esse justamente o problema. Essa disputa aconteceu quase 15 anos atrás, com a China mostrando seu extremo domínio sobre o mercado,
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.O governo japonês destinou cerca de US$ 1,25 bilhão a diversificação, reciclagem e projetos externos de terras raras após 2010, incluindo a parceria com a australiana Lynas. Como resultado, a dependência japonesa das importações chinesas caiu de cerca de 90% para perto de 58% ao longo da década seguinte, segundo o Fórum Econômico Mundial, o que confere com o que foi dito no vídeo.
O Japão reservou cerca de US$ 1,25 bilhão e reduziu a dependência de terras raras da China de quase 90% para cerca de 58%.
Essa disputa aconteceu quase 15 anos atrás, com a China mostrando seu extremo domínio sobre o mercado, mas o alarme não soou nos Estados Unidos, que continuaram dependendo do seu maior rival para o fornecimento das terras raras, esse material tão estratégico. Agora, no entanto, a situação mudou. Tanto o governo Trump quanto o de Biden deram prioridade aos minerais críticos e a lei de redução de inflação do governo Biden foi usada exatamente para incentivar a produção interna nos Estados Unidos. E, além disso, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos assinou acordos com empresas australianas e canadenses para diversificar o fornecimento. E ainda mais recente, para vocês terem uma ideia, o Pentágono comprou 15% de uma empresa privada, que é uma mina na Califórnia, que só extrai terras raras. E tudo isso ganhou mais força com o retorno do Trump. Os minerais críticos voltaram ao centro da política e, no primeiro dia do seu novo mandato,
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.Em 10 de julho de 2025, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou a compra de US$ 400 milhões em ações preferenciais da MP Materials, tornando-se o maior acionista da empresa, com cerca de 15%. A MP opera a mina de Mountain Pass, na Califórnia, a única mina de terras raras em atividade no país, o que confirma a descrição do vídeo.
O Pentágono investiu US$ 400 milhões em ações preferenciais e passou a ser o maior acionista da MP Materials, com 15%.
O Trump também propôs incentivos fiscais para empresas americanas que reduzirem a dependência de fornecedores asiáticos e sancionou ordens executivas determinando que a cadeia produtiva desses minerais seja considerada crítica para o país. E parlamentares de ambos os partidos, democratas e republicanos, também apresentaram projetos de lei como o Rare Earth Magnet Security Act e o Critical Minerals Security Act, com o objetivo de revitalizar a indústria nacional e reduzir a dependência de Pequim, obviamente. E como eu mencionei com vocês há pouco, uma empresa, essa MP Materials, que opera a única mina ativa de terras raras nos Estados Unidos, em 2024 ela recebeu um crédito fiscal de 58 milhões de dólares para construir a primeira fábrica totalmente integrada de ímãs de terras raras no país. E essa planta ela deve entrar em operação em 2025 com capacidade para produzir ímãs de neodímio ferro boro,
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A MP Materials recebeu em abril de 2024 um crédito fiscal de US$ 58,5 milhões, pela Seção 48C, para sua fábrica de ímãs em Fort Worth, no Texas, apresentada como a primeira planta totalmente integrada de ímãs de terras raras dos EUA. A capacidade projetada de cerca de mil toneladas de ímãs de neodímio-ferro-boro por ano corresponde a aproximadamente 500 mil motores de tração de veículos elétricos, exatamente como o vídeo afirma.
Crédito de US$ 58,5 milhões para a primeira fábrica totalmente integrada de ímãs do país, com capacidade de cerca de 1.000 t de NdFeB por ano, o suficiente para cerca de 500 mil motores de VE.
suficientes para mais de 500 mil veículos elétricos por ano, segundo algumas projeções da empresa. Ou seja, tem uma mudança de mentalidade profunda sobre o assunto nos Estados Unidos, já que a ameaça chinesa não é algo tão etéreo e distante, mas sim uma realidade concreta. E o problema é que essa mudança de mentalidade americana pode ter chegado tarde demais. Alguns analistas afirmam que a China vai continuar tendo vantagem no curto prazo, porque leva anos para criar novas cadeias de produção e refino de minerais críticos, e os Estados Unidos ainda estão atrasados nessa corrida geopolítica. Estudos do Brookings Institution indicam que a criação de uma cadeia completa de mineração ao IMAN pronto leva no mínimo de 7 a 10 anos e requer dezenas de bilhões de dólares em investimento inicial, além de garantir licenças ambientais que são geralmente muito demoradas.
Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.A estimativa de que montar uma cadeia completa de terras raras, da mina ao ímã, leva algo entre 7 e 10 anos e exige investimento na casa das dezenas de bilhões de dólares é consistente com avaliações de institutos e agências como IEA e CSIS, que apontam o refino e a separação como o gargalo mais difícil de replicar fora da China. Esse prazo longo é justamente o que sustenta a vantagem chinesa de curto prazo descrita no vídeo.
Construir capacidade de refino e de fabricação de ímãs fora da China leva anos e exige grande investimento, mantendo a concentração da cadeia.
O USGS de 2026 coloca o Brasil em segundo lugar entre as reservas mundiais de terras raras, com cerca de 21 a 22 milhões de toneladas, atrás apenas da China, que soma 44 milhões. Reserva, porém, não é produção: o Brasil produziu pouco ou nada em 2025.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
O Brasil hoje tem a 2° maior reserva de terras raras do mundo, exporta uma pequena quantidade de matéria bruta e em questão de refino é praticamente inexistente.
Brasil tem a 2ª maior reserva de terras raras do mundo, provavelmente a primeira se for bem estudado, e mesmo assim não tem capacidade de refino
Brasil 4° maior produtor de terras raras porém a 2 maior reserva de terras raras do mundo, taxação Americana com argumento de perseguição política com presidente ideologicamente mais alinhado...
Se fosse tudo isso, a China e os EUA nao estariam de olho no Brasil, 2.a maior reserva do mundo.
O Brasil possui a 2a maior reserva do mundo, o equivalente a 23% do total global
Goiás tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, só perde para a da China.
Nenhuma planta industrial de separação de terras raras existe no Brasil hoje. É a lacuna mais consequente da cadeia produtiva do setor. O processamento químico e a separação dos elementos, que ocorrem juntos na natureza e têm propriedades semelhantes, formam o ponto crítico dos projetos, o que torna o isolamento individual caro e complexo. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos e nenhuma capacidade de separação.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
O Brasil hoje tem a 2° maior reserva de terras raras do mundo, exporta uma pequena quantidade de matéria bruta e em questão de refino é praticamente inexistente.
Brasil tem grandes jazidas e podiam usar para redução das taxas, mas adivinha não exploramos e nem temos condições enérgicas para processar.
Mas as empresas de mineração estrangeiros só vêm pra levar material bruto.
Brasil tem a 2ª maior reserva de terras raras do mundo, provavelmente a primeira se for bem estudado, e mesmo assim não tem capacidade de refino
o Brasil é agro, nao tem tecnologia nem para fazer carros!
O pais sub-desenvolvido (EUA) exporta minerio bruto para o pais desenvolvido (China) processar e criar um produto para o pais sub-desenvolvido (EUA) importar.
A China responde pela maior fatia da capacidade global de separação e refino de terras raras, etapa que define o controle da cadeia produtiva. Ter jazidas no subsolo não substitui essa capacidade industrial: mesmo produtores fora da Ásia precisam enviar o concentrado à China para transformá-lo em óxido separado e depois em ímã.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
A China é hoje o unico país detentor da capacidade de refino de terras-raras com alta tecnologia.
Ou seja, se a China quiser, o Exercito a tecnologia dos EUA para.
A China pegou essa tecnologia e desenvolveu e agora é o "único" produtor de Terras Raras do mundo...
Parceria já com a China, que detém toda a tecnologia e será um bom comprador, como sempre foi, sem estas perseguições dos USA e Europa.
A china detém a tecnologia para explorar, refinar e etc as terras raras e tenho certeza que não pretendem dividir com o resto do mundo
O uso militar das terras raras é real e está documentado, e o Departamento de Guerra americano de fato entrou na estrutura financeira do setor. Mas o salto daí para uma agressão futura contra o Brasil não se apoia em nenhum fato verificável. Nenhum comentário que faz a afirmação apresenta essa prova.
Cadê nossas tecnologias militares exclusivamente Brasileira?
E o Brasil tem alguma arma contra os EUA?
A fatia de quase 90% da China se refere ao refino e processamento de terras raras, não às reservas do mineral. Nas reservas, o país tem 44 milhões de toneladas, contra 21 a 22 milhões de toneladas do Brasil. A diferença é de cerca do dobro, não de nove vezes.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
O dólar ainda domina 90% das transações globais e 59% das reservas cambiais .
Domina mais de 90% do processamento mundial, não porque seja mais eficiente, mas porque o regime afoga o setor em subsídios — energia barata, crédito estatal, terrenos quase de graça — sufocando qualquer concorrente.
O ponto central do debate se sustenta: a renda da cadeia de terras raras está no processamento químico, na separação dos elementos e na fabricação do ímã de neodímio, não na extração do minério. O Brasil não tem plantas industriais de separação de terras raras. Exportar o concentrado, portanto, reproduz a mesma dependência de antes, só que agora com o material saindo do país sem agregar valor.
Não há, até hoje, plantas industriais de separação de terras raras no país. O ponto crucial dos projetos está no processamento químico e na separação dos elementos. O Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos.
Hoje eles tem varias patentes para tecnologia de refino de terras raras
Ciclo é legal né, Se vc é dependente de outro País, Outro País Desenvolve Tecnologia e vc Fica mas Dependente dele, Até vc ser Independente vai demorar em ser Auto eficiente, assim vai indo.
Os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 85,5 bilhões em 355 projetos entre 2007 e 2025. O setor elétrico liderou os aportes em 2024, com 34% do total, incluindo recursos direcionados a portos como Itaqui e Pecém. Na mineração, a estatal chinesa CNMC comprou a Taboca, empresa responsável pela mina de Pitinga, em novembro de 2024.
A CNMC (China Nonferrous) adquiriu da peruana Minsur a Taboca, que opera a mina de Pitinga (Presidente Figueiredo, AM), produtora de estanho, nióbio e tântalo.
Entre 2007 e 2025 os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 85,5 bilhões em 355 projetos. Em 2024 o setor de eletricidade liderou, com 34% do total, e há aportes em portos como Itaqui e Pecém.
O Brasil poderia aproveitar essa informação da dependência do EUA da terras raras da China, somado com nosso segundo lugar com terras raras também e contra atacar, visto nossa proximidade com os chineses.
A china detém a tecnologia para explorar, refinar e etc as terras raras e tenho certeza que não pretendem dividir com o resto do mundo
A Serra Verde era controlada por fundos americanos e um britânico: Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue Resources. Capital chinês nunca esteve no controle da empresa.
Antes da venda a holding era controlada por Denham Capital (50%, EUA), Vision Blue Resources (25,19%, Reino Unido) e Energy and Minerals Group (24,81%, EUA). A Serra Verde foi constituída em 2010 inteiramente com capital estrangeiro.
Eu mesmo tô aqui boladão que os EUA cavam barrancos gigantes, mandam esse monte de terra para a China, e lá na China eles mexem nessa mesma terra, e devolvem novamente aos EUA
Investimento, emprego e arrecadação dependem de contrapartidas concretas, como cota de beneficiamento local, metas de processamento e prazos definidos. Nenhum dos comentários analisados especifica esses pontos. Trata-se de um argumento, não de uma afirmação verificável do jeito que foi apresentada.
Ou o Brasil investe maciçamente na ciência avançada e na tecnologia de ponta ou vai continuar entregando nossas riquezas minerais.
A China detém 44 milhões de toneladas de reservas de terras raras, segundo o USGS de 2026, contra 21 a 22 milhões do Brasil. O país asiático já é de longe o maior produtor mundial do minério e não depende de comprar ativos brasileiros para garantir o suprimento.
Brasil com cerca de 21–22 Mt de reservas, segundo maior do mundo; China com 44 Mt.
A China deveria simplesmente não vender mais para os EUA quebrar logo esses estragos unidos do mala ahauhahahahah
A afirmação sobre radioatividade se aplica a depósitos de rocha dura, como Mountain Pass e Mount Weld, onde tório e urânio associados costumam elevar os níveis de radiação. Não se aplica ao ativo Pela Ema, em Minaçu, formado por argila iônica. Nesse tipo de depósito, os elementos ficam adsorvidos na superfície da argila e são liberados por lixiviação simples, com teor de radioativos baixo. Essa característica é justamente a vantagem ambiental do projeto.
Depósito Pela Ema, Minaçu (GO): argila iônica, rica em Nd, Pr, Tb e Dy.
Primeiro depósito de argila iônica em produção comercial no mundo ocidental, a partir do início de 2024.
Cadê nossa bomba nuclear?
Ímãs permanentes de neodímio-ferro-boro e de samário-cobalto são usados em sistemas de guerra eletrônica, radares de designação de alvo e motores elétricos que acionam superfícies de controle de aeronaves, segundo material do U.S. Army. Essa aplicação militar explica a presença do Departamento de Guerra na estrutura do negócio.
Terras raras são empregadas em sistemas de guerra eletrônica, radares de designação de alvo e motores elétricos de superfícies de controle.
As terras raras, que servem como base para radares, mísseis, sistemas de mira e veículos elétricos, viraram a moeda de poder da nova guerra geopolítica.
A Constituição não exige capital nacional para exploração mineral no Brasil. O artigo 176, parágrafo 1º, com redação dada pela Emenda 6 de 1995, permite pesquisa e lavra por brasileiros ou por empresa constituída sob as leis brasileiras, desde que tenha sede e administração no país. A mesma emenda revogou o artigo 171, que fazia a distinção entre empresa brasileira e empresa brasileira de capital nacional.
Art. 176, §1º (redação da EC 6/1995): a pesquisa e a lavra só podem ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País.
Deu nova redação ao art. 176, §1º, e revogou o art. 171, extinguindo a distinção de "empresa brasileira de capital nacional" para a atividade minerária.
Proibição do cumprimento da Lei Magnitsky no Brasil: