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SERGIO SACANI: PETRÓLEO, ENERGIA NUCLEAR E DESAFIOS DA TECNOLOGIA NO BRASIL | Os Economistas 149

ST
Sérgio Sacani
@spacetoday · Os Economistas Podcast
71índice · 101 factuais consolidado
12 falasNão procede 3 Impreciso 4 Especulação 1 Confere 4

Reflete as afirmações analisadas, escolhidas por relevância; não é uma amostra do total do que o criador fala. Como calculamos.

Checagem do Supercrítico · publicado em 30/08/2026 · revisado em 30/08/2026

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A leitura do vídeo

Além das afirmações uma a uma, como o vídeo monta o argumento e o que deixa de fora. Análise editorial da moldura; qualifica o argumento, não a pessoa. Entenda as técnicas →

O vídeo leva a concluirExplorar a margem equatorial e tecnica e economicamente inevitavel, e a resistencia do Ibama e dos ambientalistas e um jogo de poder disfarcado de preocupacao ambiental: sem furar ali, o Brasil volta a importar petroleo em 2034 e a gasolina dispara.

Seleção conveniente
eu tenho certeza, cara, o problema nao e problema ambiental, nao e nada disso. O problema e jogo de poder entre essas pecas ai que eu falei.
O que falta

A moldura leva a concluir que a objecao do Ibama nao tem base tecnica, mas ela omite o parecer escrito do orgao. Na rejeicao de maio de 2023 e no parecer assinado por 29 tecnicos do Ibama, o Plano de Protecao a Fauna Oleada foi considerado insuficiente porque a Petrobras nao apresentou alternativa que mitigasse a perda de biodiversidade num cenario de derrame, alem de pendencias sobre comunidades e areas indigenas afetadas. E uma exigencia documental nomeada, nao uma disputa de ego.

Fontes (2)
Número sem lastro
O petroleo que tem ali, a reserva calculada, e o dobro do pre-sal.
O que falta

Apresentar como 'reserva calculada' o dobro do pre-sal sugere um volume medido no lado brasileiro, mas ate a discussao do licenciamento nenhum poco exploratorio havia sido perfurado na Foz do Amazonas, entao nao existia reserva calculada. As estimativas tecnicas apontam algo em torno de 10 bilhoes de barris recuperaveis em toda a margem equatorial, cerca de 6 bilhoes so na Bacia da Foz do Amazonas, abaixo das reservas provadas do pre-sal e nao o dobro. O numero e uma projecao inspirada nos vizinhos Guiana e Suriname, nao um dado medido.

Fontes (2)
Moldura de posse falsa
a margem equatorial, ela e uma grande reserva de petroleo, que ela pega Suriname, Guiana, Guiana Francesa, entra pelo Brasil, aqui no Amapa, Para, e vai indo ate o Rio Grande do Norte, entao, e um corpo gigantesco de petroleo.
O que falta

Descrever a margem como 'um corpo gigantesco' continuo que 'entra pelo Brasil' sugere um mesmo reservatorio que os vizinhos ja estao sugando do nosso lado. Sao bacias geologicamente distintas e distantes: o bloco Stabroek, onde a ExxonMobil produz na Guiana, fica a cerca de 700 km do Oiapoque e 1.200 km da foz do Amazonas, enquanto o bloco brasileiro FZA-M-59 esta a cerca de 175 km da costa do Amapa. Nao ha reservatorio compartilhado sendo drenado por um 'canudo' comum; a producao vizinha nao retira petroleo do lado brasileiro.

Fontes (2)
Autoridade vaga
vazou o petroleo ali, o petroleo nao vai parar nos corais. Isso ai ja tem estudos feitos. O petroleo vai para o outro lado. Ele nem para a foz do Rio Amazonas.
O que falta

O apelo a 'estudos feitos' sem nomear nenhum leva a concluir que um vazamento seria inofensivo. Os estudos nomeados apontam o contrario: o parecer tecnico do Ibama sobre o Plano de Protecao a Fauna, baseado nos proprios dados da Petrobras, concluiu que um derrame atingiria ecossistemas de alta sensibilidade da regiao, motivo pelo qual o plano foi julgado insuficiente. A afirmacao de que 'ja tem estudos' provando o destino seguro do oleo inverte o que o unico parecer publico e detalhado concluiu.

Fontes (2)
Indução causal
em 2034, nos vamos ter que importar petroleo. E ai e o seguinte, a gasolina que voce paga hoje, sei la, sete, voce vai pagar uns 20 conto na bomba.
O que falta

A moldura encadeia depleção da reserva domestica diretamente a gasolina de 20 reais, como se o preco na bomba dependesse de o Brasil produzir seu proprio petroleo. O preco segue a paridade de importacao: Brent em dolar mais cambio mais logistica. Em 2024 o Brasil foi exportador liquido recorde, com cerca de 52% da producao exportada, e ainda assim o preco na bomba subiu e caiu conforme o Brent e o dolar. Autossuficiencia ou importacao nao fixam o preco; um pais exportador tambem sofre choque de Brent e cambio.

Fontes (2)
Parte pelo todo
eu nem lembro qual foi a ultima vez que eles estavam furando um poco e deu problema. Eles nao tem. Eles sao a empresa que mais sabe furar poco em agua profunda.
O que falta

Generalizar o bom historico de perfuracao do pre-sal para 'nunca da problema' e risco minimo omite os acidentes graves da propria Petrobras em agua profunda. A plataforma P-36, no campo de Roncador, na Bacia de Campos, explodiu e afundou em marco de 2001, matando 11 pessoas e derramando oleo e diesel a mais de 100 km da costa, um dos maiores desastres da empresa. Operacoes offshore da Petrobras ja falharam de forma catastrofica; a excelencia media nao anula o risco de cauda.

Fontes (2)
  • Plataforma P-36 WikipediaA P-36, entao a maior plataforma semissubmersivel do mundo, afundou em marco de 2001 no campo de Roncador apos explosoes, com a morte de 11 tripulantes e vazamento de oleo e diesel.
  • Relatorio do acidente com a plataforma P-36 ANP · fonte primáriaRelatorio oficial de investigacao da ANP sobre as explosoes e o afundamento da P-36 na Bacia de Campos, com 11 mortos e perda total da unidade.
Veredito da moldura

Os fatos de apoio conferem: a Petrobras e de fato uma das lideres mundiais em aguas profundas, o pre-sal caminha para o declinio e a Bacia da Foz do Amazonas tem potencial real. A moldura distorce ao reduzir uma disputa de licenciamento com pareceres tecnicos escritos a puro 'jogo de poder', ao tratar bacias separadas por centenas de quilometros como um unico corpo que os vizinhos ja drenam, ao apresentar como 'reserva calculada' um volume que nenhum poco havia medido, e ao encadear a depleção da reserva direto a uma gasolina de 20 reais, quando o preco na bomba segue o Brent e o cambio via paridade de importacao, independentemente de o Brasil ser autossuficiente. O efeito sobre quem assiste e concluir que perfurar e praticamente sem risco e que quem se opoe age de ma-fe.

Impreciso Sacani afirma que a refinaria Abreu e Lima foi construída mas a planta para refinar óleo pesado não foi terminada.
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cair porque vai beneficiar a Petrobras. É para torcer pelo quê? É por causa dessa troca que acontece no mercado internacional no caso do Brasil. O Brasil tem uma refinaria Abreu de Lima, porque eu sei que o pessoal vai falar dela. Ah, mas Abreu de Lima, Abreu de Lima. Abreu de Lima foi uma refinaria construída no Nordeste e ela tem uma, teria que ter uma planta para refinar petróleo pesado. Mas ela foi construída e a única parte dela que não foi construída foi essa planta aí. Então, e eu sei que existe a Abreu de Lima, que é o que eu sei que o pessoal me xinga. Ah, você não fala da Abreu de Lima. Eu falo, mas se você pesquisar aí você vai ver que a Abreu de Lima a planta de processamento de óleo pesado dela não foi terminada. Então, esse é um problema seríssimo. E por quê, né? Cara, construir uma refinaria é algo muito caro. Extremamente caro. Entendeu? E ainda mais uma refinaria para refinar óleo pesado. Ela precisa ser um negócio muito especializado. Então, assim, foi certo comprar passadina

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

A refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, foi de fato entregue pela metade, com apenas o Trem 1 dos dois trens de refino projetados concluído e o Trem 2 interrompido na Lava Jato, retomado só em 2025. A imprecisão está em dizer que faltou a planta de óleo pesado: o Trem 1 já processa óleo pesado desde que entrou em operação. O que ficou por construir foi a segunda linha de refino, que dobrará a capacidade para 260 mil barris por dia.

Fontes (2)
Não procede Sacani diz que o Brasil é autossuficiente mas não é exportador de petróleo, consumindo cerca de 2,2 a 2,3 milhões de barris por dia.
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se a gente entra nisso, são muitos. São pouquíssimas as empresas que conseguem construir uma refinaria. São empresas gigantes de infraestrutura, que eu nem preciso falar o nome aqui, que vocês sabem quais são, entendeu? Então, já sabe onde que nós vamos cair, entendeu? Então é sempre isso. Tem o... E a questão da autos... Do famoso tema da autossuficiência em petróleo no Brasil. É isso aí. A gente tem a produção, só que o nosso grande problema é esse, é que a gente precisa vender esse petróleo, que é o asfaltão, que você colocou, para poder trazer o leve. Isso. E aí a gente... Mas é... A gente tem e não tem a autossuficiência, né? Exatamente. Se a gente ver o número, né? Então o Brasil consome se eu não me engano, 2.2, 2.3, milhões de barris por dia, uma coisa assim. E a gente produz, a gente produz o tanto que a gente consome. Então, assim, teoricamente a gente é autossuficiente. Sendo que uma parte desse petróleo a gente faz essa troca aí no mercado, entendeu? Mas nós somos, nós não somos exportadores, né? Mas autossuficiente

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

O Brasil era, em 2024, um grande exportador líquido de petróleo, o que contraria a afirmação. Segundo dados da ANP, o país produziu cerca de 3,36 milhões de barris por dia e exportou em média 1,75 milhão de barris por dia, o equivalente a 52% da produção, recorde histórico, tendo a China como principal destino. O consumo citado, de 2,2 a 2,3 milhões de barris por dia, aproxima-se do volume processado nas refinarias, mas dizer que o país não exporta é incorreto.

Fontes (3)
Confere Sacani afirma que no Brasil o maior problema climático não é o petróleo, mas o desmatamento e as queimadas.
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e se fala menos disso, por exemplo. Então, vamos lá, né? Essa questão ambiental é muito séria, assim, o petróleo, se você pegar mundialmente, ele até pode ser considerado um vilão nessa história toda, porque você pega, por exemplo, a Europa, né? Então, o consumo de petróleo, de óleo e de gás natural, principalmente, da Rússia, para esquentar durante o inverno é gigantesco, né? Você pega os Estados Unidos e nem você fala, né, cara? Porque o tanto de gente que mora lá, todo mundo tem dois, três carros, sei lá quantos, aqueles carrão gigante, aquelas caminhonetes gigantes, então, você tem esse problema. Um ponto interessante no caso do Brasil, tá? No Brasil, o que causa o maior problema com relação ao clima não é o petróleo, são os desmatamentos e os incêndios, principalmente, da floresta, porque nós estamos devolvendo para a natureza, nós estamos devolvendo para a atmosfera carbono que estava nas árvores. Então, o carbono está ali presinho na árvore. A gente, quando queima uma árvore na Amazônia, a gente está pegando todo aquele carbono da árvore

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

Para o caso brasileiro. As mudanças de uso da terra, sobretudo desmatamento e queimadas, responderam por 46% das emissões brutas de gases de efeito estufa do país em 2023, a maior fatia, segundo o SEEG. A Amazônia Legal sozinha respondeu por cerca de 49% das emissões nacionais naquele ano, enquanto a energia, que inclui os combustíveis fósseis, tem peso menor na matriz de emissões do Brasil, ao contrário de países industrializados.

Fontes (2)
Impreciso Sacani diz que a Bolívia tem muito lítio e que descobriram uma mina gigantesca de lítio no meio do oceano Pacífico.
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porque lá ele vai prejudicar o meio ambiente, na retirada dos minerais que são necessários, para produzir a bateria, depois no descarte e tal, então como é que é? Daria para a gente, e aí no final, o que as pessoas tentam entender isso como uma balança? O que que pesa mais? É o petróleo, polui mais, o saldo, né, no final das contas? Ou é o carro elétrico, retirada dos minerais, dos minérios necessários para produzir, e depois o descarte? Qual que pesa mais, no final das contas? Então, vou repetir até o que eu falei, cara, a solução para o mundo não é o carro elétrico, porque tem o lance da mineração, do lítio principalmente, né, não tem tanto também no mundo, a Bolívia tem bastante, e agora descobriram uma mina de lítio no oceano Pacífico, se não me engano, lá no meio do oceano tem uma mina gigantesca de lítio, e tem o problema do descarte da bateria, o que que você vai fazer com essa bateria depois de 8, 10 anos, que é mais ou menos a idade, a vida útil de uma bateria, vai ser problema descartar? Com certeza vai, entendeu? Mas, de novo,

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

A Bolívia de fato detém os maiores recursos de lítio do mundo, estimados entre 21 e 23 milhões de toneladas, concentrados no Salar de Uyuni. Já a mina gigantesca de lítio no meio do oceano Pacífico não existe como jazida: há lítio diluído na água do mar e em argilas de fundo oceânico, alvo de pesquisa, mas nenhuma mina descoberta ou em operação. O próprio Sacani ressalva com um se não me engano.

Fontes (2)
Impreciso Sacani atribui o céu azul das cidades chinesas principalmente à eletrificação da frota de veículos.
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e aí você tem que ver aquela que resolve, algum outro problema a mais, entendeu? eu acho que a eletrificação, a China fez isso, e resolveu o problema lá, das cidades lá, que não tinham nem ar direito pra respirar, e por conta da eletrificação da frota, o céu hoje é azul, cara, entendeu? então assim, resolveu todos os problemas? não, mas resolveu aquele problema ali, naquele momentâneo, e naquela região, pô, a gente lembra lá, nos 10 anos atrás, lá, aquelas imagens, né, da China, todos os chineses andaram com máscara e tal, sem conseguir nem enxergar, aquele sol amarelo, hoje as imagens da China é outra, cara, o céu tá azul, mas isso muito é por conta da eletrificação da frota, muito mesmo, e o silêncio, né, também, na cidade é impressionante, você já viu vídeos da China, sim, cara, você já foi lá, na China nunca foi, mas eu estive na Islândia agora, e a cidade que tava, 100% da frota elétrica, cara, não ter uma buzina enchendo o saco, jogando aquela fumaceira,

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

O ar das cidades chinesas melhorou muito, mas o motor principal foi o controle do carvão e da indústria, não a eletrificação da frota. A concentração média nacional de PM2,5 caiu de 72 para 29,3 microgramas por metro cúbico entre 2013 e 2023 sob os planos de ação contra a poluição, e em Pequim a fatia do carvão no PM2,5 despencou de 22,4% em 2013 para 3% em 2017. Estudos indicam que os veículos elétricos contribuem, porém como fator secundário e mais recente do que Sacani sugere.

Fontes (2)
Impreciso Sacani afirma que o PIB da Guiana quadruplicou nos últimos três anos por causa do petróleo.
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porque um deputado, chegou e falou assim, vem cá, por que chama a margem equatorial? Aí, meu filho, é porque fica no Equador, né? Então, a gente chama desse, diz que o cara estava com o mapa gigantesco, na frente dele, né? E escrito assim, linha do Equador, e embaixo o negócio. Então, a margem equatorial, ela é uma grande reserva de petróleo, que ela pega Suriname, Guiana, Guiana Francesa, entra pelo Brasil, aqui no Amapá, Pará, e vai indo até o Rio Grande do Norte, então, é um corpo gigantesco de petróleo. Suriname, Guiana, eles já exploram. O PIB da Guiana, ele quadruplicou nos últimos três anos, por conta da exploração do petróleo ali. É muito petróleo que tem. O petróleo que tem ali, a reserva calculada, é o dobro do pré-sal. Então, é muita coisa. Então, antes da gente falar disso especificamente, a gente tem que explicar para o pessoal o seguinte, quando você começa a explorar uma determinada reserva de petróleo,

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Análise Supercrítico

O PIB da Guiana disparou com o petróleo, mas triplicou, e não quadruplicou, nos três anos anteriores ao vídeo. O crescimento real foi de 62,3% em 2022, 38,4% em 2023 e cerca de 43,6% em 2024, o que multiplica o PIB por aproximadamente 3,2 vezes no período. Desde o início da produção, no fim de 2019, a economia guianense mais que triplicou de tamanho, com o PIB per capita saltando de cerca de 6.950 para mais de 20.000 dólares.

Fontes (2)
Especulação Sacani afirma que a reserva calculada da margem equatorial brasileira é o dobro da do pré-sal.
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diz que o cara estava com o mapa gigantesco, na frente dele, né? E escrito assim, linha do Equador, e embaixo o negócio. Então, a margem equatorial, ela é uma grande reserva de petróleo, que ela pega Suriname, Guiana, Guiana Francesa, entra pelo Brasil, aqui no Amapá, Pará, e vai indo até o Rio Grande do Norte, então, é um corpo gigantesco de petróleo. Suriname, Guiana, eles já exploram. O PIB da Guiana, ele quadruplicou nos últimos três anos, por conta da exploração do petróleo ali. É muito petróleo que tem. O petróleo que tem ali, a reserva calculada, é o dobro do pré-sal. Então, é muita coisa. Então, antes da gente falar disso especificamente, a gente tem que explicar para o pessoal o seguinte, quando você começa a explorar uma determinada reserva de petróleo, bacia de campos, pré-sal e tal, existe uma curva muito importante, que é a curva de produção.

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Análise Supercrítico

Não havia, em dezembro de 2024, reserva calculada na margem equatorial brasileira, porque nenhum poço exploratório tinha sido perfurado enquanto o Ibama não licenciava a Foz do Amazonas. As estimativas técnicas apontam algo em torno de 10 bilhões de barris recuperáveis na margem equatorial, cerca de 6 bilhões só na Bacia da Foz do Amazonas, abaixo das reservas provadas do pré-sal e não o dobro. O número de Sacani é uma projeção inspirada nos vizinhos Guiana e Suriname, não um volume medido no lado brasileiro.

Fontes (2)
Confere Sacani afirma que mais da metade da produção brasileira de petróleo vem do pré-sal.
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a depletar, em 2034, nós vamos ter que importar petróleo. E aí é o seguinte, a gasolina que você paga hoje, sei lá, sete, você vai pagar uns 20 conto na bomba, entendeu? Ainda mais o petróleo, o petróleo é uma coisa muito sensível. Tem guerra, ele aumenta e tal. Se bem que hoje os países se reuniram, e mantém meio que um controle ali, do preço do barril. Mas, se a gente não produz a margem equatorial, não coloca ela para produzir, 2034 a gente tem que importar muito petróleo. Porque hoje, se não me engano, mais da metade da produção brasileira vem do pré-sal. E em 2027, o pré-sal entra na sua fase de depleção. Aí demora um tempo até acabar. E vai acabar, a gente não vai poder mais produzir o petróleo dali. Entendeu? Ou produz muito pouco. Então, qual que é a ideia de um país? Todos os países têm reservas, têm essa curva.

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Análise Supercrítico

É até conservador. Em 2024 o pré-sal respondeu por cerca de 75% a 78% da produção nacional de petróleo e gás natural, segundo a ANP, bem acima da metade. A participação oscilou entre 75,5% em janeiro e 78,5% em dezembro de 2024, com Petrobras operando a quase totalidade dos campos.

Fontes (2)
Não procede Sacani afirma que Suriname, Guiana e Guiana Francesa já produzem petróleo na margem equatorial.
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se não me engano, mais da metade da produção brasileira vem do pré-sal. E em 2027, o pré-sal entra na sua fase de depleção. Aí demora um tempo até acabar. E vai acabar, a gente não vai poder mais produzir o petróleo dali. Entendeu? Ou produz muito pouco. Então, qual que é a ideia de um país? Todos os países têm reservas, têm essa curva. Quando a curva começa a cair, o ideal é você ter outra aqui, já preparada. Porque aí você vem com outra curva aqui, e você não tem um período de crise muito grande. Certo? É aí que entra toda a discussão da margem equatorial. A margem equatorial, ela existe, está lá, o petróleo está lá, Suriname produz, Guiana produz, Guiana Francesa produz, os caras estão enriquecendo para caramba. É muito dinheiro mesmo. É muito petróleo. Imagina a Guiana, não mora ninguém na Guiana. Um monte de petróleo, o cara exportando para fundo. Isso aí é muita grana. E aí, da onde que vem toda a discussão da margem equatorial? No Brasil, para a Petrobras furar um poço de petróleo,

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Análise Supercrítico

Em dezembro de 2024 apenas a Guiana produzia petróleo offshore na região. O Suriname ainda não produzia: a TotalEnergies e a APA só tomaram a decisão final de investimento do projeto GranMorgu, no Bloco 58, em outubro de 2024, com primeiro óleo previsto para 2028. A Guiana Francesa não produz, após a Total abandonar a exploração lá, o que faz com que a afirmação de que os três já produzem é incorreta.

Fontes (2)
Não procede Sacani afirma que Shell e BP são as empresas que exploram petróleo na Guiana e no Suriname.
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Eu acho que é uma briga política. E aí o pessoal, pra chamar a galera pra defender o lado, o pessoal do IBAMA principalmente, eles falam isso. Ah não, tá explorando a Amazônia, tá explorando a margem, a foz do Rio Amazônia. Sem fundamento nenhum. É, não é, cara, porque não é nem a Amazônia e nem a foz do Rio Amazônia. Ele não tá preocupado com o IBAMA, parece que não tá preocupado com o meio ambiente. Ele não tá, ele tá preocupado, pra mim é um jogo de poder. Pra mim é isso que eles estão preocupados. Quais são as empresas que auxiliam essas outras nações, Guiana, Suriname, porque não, não é factível acreditar que são eles próprios perfurando, obviamente. A Shell BP, que já fura, que já explora ali. Na Guiana e no Suriname, a Shell BP. Tem um ponto muito legal também que o Adriano Pires ele trouxe, ele falou, pô, além de tudo, todo o benefício do Brasil vai, de novo, vai aumentar a sua produção do petróleo, vai deixar de passar por esse problema que é a queda da produtividade do pré-sal. Pô, tem um lado muito interessante que você gera riqueza

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Análise Supercrítico

As operadoras não são Shell nem BP. Na Guiana, o bloco Stabroek é operado pela ExxonMobil, com 45%, ao lado de Hess, com 30%, e CNOOC, com 25%. No Suriname, o Bloco 58, do projeto GranMorgu, é operado pela TotalEnergies em parceria com a APA Corporation, sem participação de Shell ou BP como operadoras dessas descobertas.

Fontes (2)
Confere Sacani afirma que Lula colocou uma mulher na presidência da Petrobras.
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Tem o valor econômico, ele faz uma cobertura muito boa do que tá acontecendo na margem equatorial. Entendeu? Então, pra você não ser pego de surpresa, nem nada disso, acompanhe e assista as audiências públicas. Porque as audiências públicas, você vai ter uma noção, você vai ouvir o lado do Ibama. Porque o pessoal do Ibama vai lá e fala. Entendeu? Então, vai lá e ouça o que o Ibama tá falando. Eles vão lá e explicam o tal problema, as questões que tem e tal. Tá tudo lá, tem os vídeos todos bonitinhos. Então, assim, é mais um conselho mesmo pra galera acompanhar. Legal, perfeito. Quem tiver LinkedIn aí, acompanhe a presidente... Agora, a Petrobras... Nesse papo todo, a Petrobras mudou até de presidente. O Lula colocou uma mulher lá na presidência da Petrobras. Ela fala muito no LinkedIn, vale a pena acompanhar ela. E vale a pena acompanhar a... Como que eu achar? Flávia... Acho que é Flávia. Que é hoje a diretora de exploração e produção da Petrobras. Tá? Elas soltam ali umas coisas muito legais. Do que que tá acontecendo, do que que tá sendo discutido.

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Análise Supercrítico

Magda Chambriard, engenheira e ex-diretora-geral da ANP, foi indicada por Lula e tomou posse na presidência da Petrobras em maio de 2024. É a segunda mulher a comandar a estatal, depois de Graça Foster, que presidiu a empresa entre 2012 e 2015.

Fontes (2)
Confere Sacani afirma que a Petrobras explora petróleo leve de excelente qualidade em Urucu, na Amazônia, distinto da Foz do Amazonas.
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Pegam o seu prêmio, peguem o seu prêmio de atuação, aceitem esse elogio e vão embora pra casa. Não falem sobre clima, não falem sobre política. Porque tem uma coisa interessante, a grande maioria de vocês passou menos tempo na escola estudando do que a Greta Thunberg, sabe? Então pega o seu prêmio, fica quieto, vai pra casa, meu. Tipo, e a galera gosta de escutar, tipo assim, com todo respeito. Lógico que eu gosto pra caramba do Leonardo DiCaprio como um ator. Mas, porra, eu não vou escutar o que o cara fala sobre políticas ambientais e... E isso aí eu nem sei, cara. É a galera que vai falar no ouvido dele lá, Leonardo DiCaprio. Estão querendo explorar petróleo na Amazônia. E não é, cara. Então presta atenção. Não é... Não tá sendo explorada a Amazônia, cara. A Amazônia, a Petrobras, tem dois campos de petróleo, Ruk e Luk, Rio Urucu e leste do Rio Urucu. Onde ela explora o petróleo. O petróleo é excelente. O petróleo é uma gasolina. E ali, pra explorar aquele petróleo, ela passou por toda a licença ambiental. Ela construiu um zoológico lindíssimo lá. Ela fez todo esse plano ambiental, ela usou ali, funciona bonitinho e ela produz o Rio Urucu.

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Análise Supercrítico

A Petrobras produz na Província Petrolífera de Urucu, em Coari, no Amazonas, a maior reserva terrestre provada de petróleo e gás do país, com óleo leve de excelente qualidade. A operação passou por licenciamento ambiental, inclui estrutura de fauna e produz cerca de 105 mil barris de óleo equivalente por dia, e fica distante da Foz do Amazonas, onde se discute a margem equatorial.

Fontes (2)
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