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China x Taiwan: O Fim da Bolsa? - REACT: Primo Rico

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Thiago Nigro
@oprimorico · Operador Macro - Elton Plácido
90índice · 146 factuais consolidado
10 falasNão procede 2 Impreciso 1 Confere 7

Reflete as afirmações analisadas, escolhidas por relevância; não é uma amostra do total do que o criador fala. Como calculamos.

Checagem do Supercrítico · publicado em 30/08/2026 · revisado em 30/08/2026

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A leitura do vídeo

Além das afirmações uma a uma, como o vídeo monta o argumento e o que deixa de fora. Análise editorial da moldura; qualifica o argumento, não a pessoa. Entenda as técnicas →

O vídeo leva a concluirUma invasão chinesa de Taiwan é uma ameaça iminente e quase inevitável que travaria a produção de chips e derreteria as bolsas do mundo e do Brasil, de modo que o espectador precisa dolarizar o patrimônio e correr para ativos escassos (ouro, bitcoin, até carro usado) sob orientação profissional.

Escalada emocional
O seu celular não funciona, o seu carro não liga, a inteligência artificial acabou, a bolsa de valores impossível de operar.
O que falta

A imagem do mundo que 'simplesmente para' ignora que já houve seis rodadas de grandes manobras de cerco desde 2022, incluindo o bloqueio simulado de agosto de 2022 pós-Pelosi e o Joint Sword-2024B, todas de poucos dias e temporárias, após as quais os portos e a TSMC voltaram a operar; e um chip que já está dentro do celular ou do carro não deixa de funcionar se uma fábrica parar de produzir novos, o efeito de uma parada recai sobre a oferta e o preço de unidades novas, ao longo de meses.

Fontes (2)
Falso ineditismo
a China batizou de Missão Justiça 2025 e pela primeira vez na história as forças chinesas estabeleceram um perímetro completo ao redor de Taiwan.
O que falta

O 'pela primeira vez na história' repetido apaga que o cerco de Taiwan já havia ocorrido: em agosto de 2022 a China anunciou exercícios com fogo real em seis zonas que cercaram a ilha após a visita de Nancy Pelosi, e em outubro de 2024 o Joint Sword-2024B posicionou quatro formações em torno do norte, sul, leste e oeste de Taiwan. O inédito em dezembro de 2025 foi a área coberta e a proximidade, não o cerco em si, que a própria checagem descreve como a sexta rodada desde 2022.

Fontes (2)
Parte pelo todo
A TSMC controla 90% da produção de chips do mundo inteiro usando máquinas da ASML, que é a única empresa do mundo que faz essas máquinas.
O que falta

Os 90% valem para a ponta mais avançada (nós de 5 nanômetros para baixo), não para a produção total: a TSMC fechou 2025 com cerca de 70% do mercado de foundry, e boa parte do volume mundial vem de chips maduros que ela não domina. Os microcontroladores automotivos que o próprio vídeo invoca para a tese do carro usado são feitos majoritariamente por NXP, Infineon e Renesas em nós de 28 a 55 nanômetros, empresas com fábricas próprias fora de Taiwan.

Fontes (2)
Indução causal
E se a China invade Taiwan, a TSMC para. E se ela para, as montadoras param. E se as montadoras param, a demanda por carros usados aumenta.
O que falta

A cadeia 'TSMC para logo carro usado sobe' transporta indevidamente o episódio da pandemia. A alta do usado em 2021 veio de uma escassez de microcontroladores de nó maduro (40 nanômetros e acima), agravada pelo incêndio na fábrica da Renesas em Naka em março de 2021 (a Renesas detinha cerca de 30% dos microcontroladores automotivos do mundo) e pela seca em Taiwan, somada ao efeito chicote de demanda, não da parada de uma única fábrica de ponta. Uma interrupção nos 3 nanômetros da TSMC atingiria primeiro celulares e GPUs de IA, cujo elo com o preço do Corolla usado não é o mesmo do choque de 2021.

Fontes (2)
Número sem lastro
De 2020 para cá, a gente tem 5 vezes mais dinheiro circulando ao redor do mundo.
O que falta

O salto a que o vídeo se refere é o do M1 dos Estados Unidos, que triplicou de uma semana para outra em maio de 2020 (de 4,9 para quase 16 trilhões de dólares), mas por uma reclassificação contábil do Fed: com a suspensão da Regulation D, os depósitos de poupança passaram a contar como M1, sem criação de moeda nova e sem alterar o M2. Além disso o vídeo chama o M1 de 'dinheiro físico em circulação', que é o papel-moeda, cujo estoque não quintuplicou de 2020 para cá.

Fontes (2)
Autoridade vaga
Muita gente argumenta que não é o ouro, a prata e o bitcoin que estão subindo nos últimos anos. E sim as moedas ao redor do mundo que estão perdendo valor.
O que falta

A 'muita gente' anônima serve de aval para uma única explicação (desvalorização das moedas) e omite um motor medido e nomeado: a compra recorde de ouro por bancos centrais. Segundo o World Gold Council, os bancos centrais compraram mais de mil toneladas por ano em 2022, 2023 e 2024 (cerca de 1.080, 1.051 e 1.089 toneladas), ante média em torno de 470 toneladas ao ano na década anterior, movimento acelerado pela diversificação de reservas após o congelamento das reservas russas em 2022, ou seja, demanda oficial mensurável e não apenas erosão do poder de compra.

Fontes (2)
Veredito da moldura

Os fatos de base conferem em sua maioria (o exercício Missão Justiça 2025, o peso da TSMC na ponta dos chips, o pacote de armas de 11 bilhões, o acordo de 250 bilhões), mas a moldura converte um risco geopolítico real e delimitado em catástrofe iminente para justificar uma prescrição de carteira. O elo mais revelador é a tese do carro usado: o vídeo apoia a recomendação nos '90% dos chips' da TSMC, mas os chips que travaram os carros na pandemia eram microcontroladores de nó maduro da NXP, Infineon e Renesas, não os 3 nanômetros da TSMC, de forma que a ponte causal para a garagem do espectador não se sustenta. O efeito sobre quem assiste é sair da tela tratando dólar, ouro e a consultoria do Grupo Primo como proteção obrigatória contra um colapso apresentado como questão de tempo.

Confere A China realizou em dezembro de 2025 um exercício militar chamado Missão Justiça 2025 que cercou Taiwan.
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Se uma ilha no meio do Oceano Pacífico pode ser o catalisador da Terceira Guerra Mundial, no dia 30 de dezembro de 2025, às 7h23 da manhã, milhares de habitantes de Taiwan acordaram com um som que ninguém queria ouvir, sirenes de alerta. Do outro lado do estreito de Taiwan, a China tinha acabado de mobilizar o maior exército militar da história moderna. Dezenas de navios de guerra cercaram completamente a ilha, mais de 90 caças cruzaram a linha que separa Taiwan da China continental e pela primeira vez na história as forças armadas chinesas invadiram Taiwan. Tudo aquilo era um exercício militar que a China batizou de Missão Justiça 2025 e pela primeira vez na história as forças chinesas estabeleceram um perímetro completo ao redor de Taiwan. Norte, Sul, Leste, Oeste, a ilha estava completamente cercada e todo esse bloqueio naval era só uma simulação, um exercício militar. Só que durante esse... Esse aqui é um vídeo que o Thiago Negro, né, o Primo Rico, acabou de lançar. Eu tô trazendo aqui no

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

A China executou em 29 e 30 de dezembro de 2025 o exercício batizado de Justice Mission-2025 (Missão Justiça 2025), a sexta grande rodada de manobras desde 2022 e a maior em área de cobertura, com bloqueio simulado dos portos de Taiwan. Foi a manobra mais próxima e abrangente já feita ao redor da ilha. O Ministério da Defesa de Taiwan contabilizou 71 aeronaves e 24 navios naquele exercício, número abaixo dos mais de 90 caças citados na narração.

Fontes (2)
Impreciso A TSMC produziria 90% de todos os chips do mundo.
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Você precisa de engenheiros ultra-qualificados. Você precisa de um processo de fabricação perfeito. A Samsung, que é a segunda colocada nesse mercado, ainda tem problemas enormes de qualidade. Quando eles tentam fazer chips de 3 ou 4 nanômetros, uma porção muito grande sai defeituosa. E quando você tá produzindo um chip que vale 30 mil dólares, perder uma parte da produção é simplesmente inviável. Só que também não basta fabricar o chip. Você precisa de um processo chamado Chip-on-Wafer-on-Substrate. E eu não vou entrar muito a fundo aqui, mas esse processo é basicamente uma tecnologia de empacotamento avançado que junta o processador com a memória de alta velocidade. E adivinha só, a TSMC também domina essa tecnologia. Então a gente tá falando aqui do seguinte cenário. A TSMC controla 90% da produção de chips do mundo inteiro usando máquinas da ASML, que é a única empresa do mundo que faz essas máquinas. Esses chips passam por processos que somente a TSMC consegue fazer e toda a economia global depende desses chips. Algumas semanas atrás eu fiz um vídeo sobre a bolha da inteligência artificial e naquele vídeo eu expliquei como várias empresas hoje estão gastando trilhões de dólares em infraestrutura de A.

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Análise Supercrítico

A TSMC fabrica cerca de 90% dos chips mais avançados do mundo, nos nós de 3 nanômetros e abaixo, mas não 90% de toda a produção mundial. Em participação total de foundry a empresa fechou 2025 com aproximadamente 70% do mercado, segundo dados de 2025 e 2026. A dependência das litógrafas EUV da holandesa ASML está correta. O número de 90% vale para a ponta tecnológica, não para o conjunto dos chips.

Fontes (2)
Confere A TSMC pesa cerca de 30% da bolsa de Taiwan, mais que Vale e Petrobras juntas no Ibovespa.
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A OpenAI, que vale meio trilhão de dólares, depende completamente dos chips da TSMC pro chat EPT. A Microsoft, que tá gastando dezenas de bilhões em data centers de IA, precisa dos chips da TSMC. A Google, a Meta, a Amazon, todas essas empresas dependem dessa delicada e complexa cadeia de chips que tá acontecendo em Taiwan, uma ilha que a China tá querendo tomar pra si. E pra vocês terem uma ideia do quão grande e importante a TSMC ficou, aqui no Brasil, por exemplo, as duas maiores empresas da nossa bolsa são a Vale e a Petrobras. A Vale representa 12% do Ibovespa e a Petrobras 10%. E muita gente já disse que a nossa bolsa é muito concentrada nessas duas empresas. Acontece que a TSMC sozinha representa 30% de toda a bolsa de valores de Taiwan. É mais do que a Vale e a Petrobras representam aqui no Brasil juntas. E uma observação bem importante, senhores. Todo esse cenário, tá? Todo esse negócio de Taiwan, tudo que acontece relacionado à TSMC bate direto nas empresas de tech do mundo inteiro, tá?

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Análise Supercrítico

A TSMC concentra parcela ainda maior que os 30% citados: seu peso no índice TAIEX chegou a cerca de 37% em fevereiro de 2025 e passou de 40% em 2026, a ponto de o regulador taiwanês estudar rever o teto de 30% para ETFs. A comparação com o Brasil se sustenta, já que a Vale valia 11,78% e a Petrobras PN 8,35% do Ibovespa na carteira de 2025. A concentração da TSMC supera de fato a soma das duas brasileiras.

Fontes (2)
Confere Os EUA aprovaram no fim de 2025 o maior pacote de armas da história para Taiwan, de 11 bilhões de dólares.
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os chineses estabeleceram um perímetro completo ao redor de Taiwan. E pela primeira vez, eles entraram numa zona chamada de zona contígua, que são 12 quilômetros de água, que sempre foram respeitados como um território neutro. E pela primeira vez, o exercício cobriu uma área maior do que qualquer exercício anterior. E no meio de todo esse caos, o presidente de Taiwan, William Lai, fez um discurso e disse o seguinte, como presidente, minha posição sempre foi clara, defender a soberania nacional e fortalecer a defesa nacional. O ano de 2026 vai ser crucial pra Taiwan. A gente precisa se preparar pro pior, mas esperar pelo melhor. Até por isso, Taiwan tá aumentando o orçamento de defesa. E os Estados Unidos também estão se movimentando. No finalzinho do ano passado, o governo americano aprovou um pacote de vendas de armas pra Taiwan no valor de 11 bilhões de dólares. É o maior pacote de armas já aprovado pra Taiwan da história. E na primeira semana de 2026, enquanto todo aquele rolo de Venezuela, Irã e Groenlândia acontecia, foi anunciado um acordo comercial histórico entre os Estados Unidos e Taiwan. Taiwan vai investir 250 bilhões de dólares

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Análise Supercrítico

Os Estados Unidos aprovaram em 18 de dezembro de 2025 um pacote de venda de armas a Taiwan de 11,1 bilhões de dólares, descrito pela imprensa como o maior já destinado à ilha. O acordo reúne oito compras, incluindo lançadores HIMARS e obuseiros, e ainda depende de aval do Congresso. A ordem de grandeza e o superlativo estão corretos.

Fontes (2)
Confere Taiwan investirá 250 bilhões de dólares em chips nos EUA em troca de tarifa reduzida a 15%.
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minha posição sempre foi clara, defender a soberania nacional e fortalecer a defesa nacional. O ano de 2026 vai ser crucial pra Taiwan. A gente precisa se preparar pro pior, mas esperar pelo melhor. Até por isso, Taiwan tá aumentando o orçamento de defesa. E os Estados Unidos também estão se movimentando. No finalzinho do ano passado, o governo americano aprovou um pacote de vendas de armas pra Taiwan no valor de 11 bilhões de dólares. É o maior pacote de armas já aprovado pra Taiwan da história. E na primeira semana de 2026, enquanto todo aquele rolo de Venezuela, Irã e Groenlândia acontecia, foi anunciado um acordo comercial histórico entre os Estados Unidos e Taiwan. Taiwan vai investir 250 bilhões de dólares em capacidade de produção de chips e tecnologia dos Estados Unidos. Em troca dos Estados Unidos, vão diminuir as tarifas sobre Taiwan pra só 15%. E a TSMC tá na linha de frente desse acordo. A própria TSMC acabou de comprar centenas de hectares de terra no Arizona pra expandir as operações. E a ideia é criar um ecossistema de fábricas no meio dos Estados Unidos.

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Análise Supercrítico

O acordo comercial anunciado em 15 de janeiro de 2026 prevê 250 bilhões de dólares em investimento direto de Taiwan na indústria de chips dos EUA, além de outros 250 bilhões em garantias de crédito, e reduz a tarifa sobre produtos taiwaneses a 15%, ante os 20% então vigentes. Os dois números batem com o texto do acordo. A narração situa o anúncio na primeira semana de 2026, quando ele saiu na segunda quinzena de janeiro.

Fontes (2)
Confere O German Marshall Fund publicou em fim de 2025 um relatório sobre as consequências de a China atacar Taiwan.
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A primeira fábrica da TSMC no Arizona começou a produzir chips de 4 nanômetros no final de 2024. Só que a produção ainda é pequena. A segunda fábrica, que vai produzir chips de 3 nanômetros, só deve começar operações em 2027. E a terceira fábrica não deve estar pronta antes de 2028 ou 2029. Então a gente está falando de pelo menos mais 3 a 4 anos até que os Estados Unidos consigam produzir chips em escala no próprio país. E nesse meio tempo, Taiwan continua sendo o único lugar do mundo que esse castelo de cartas está tudo apoiado. E a China sabe disso. E se você acha que tudo isso é uma paranoia completa e que é impossível de acontecer, dá uma olhadinha nesse relatório aqui. O German Marshall Fund, que é um centro de estudos dos Estados Unidos, que é muito respeitado, publicou no finalzinho de 2025 um relatório gigante chamado Se a China Atacar Taiwan. As consequências para a China em cenários de conflito menor e guerra maior. Esse relatório fala com todos os detalhes o que aconteceria caso a China decidisse atacar Taiwan. São mais de 60 páginas de estudo onde os analistas consideram basicamente

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Análise Supercrítico

O German Marshall Fund of the United States divulgou no fim de 2025 o relatório If China Attacks Taiwan, editado por Bonnie Glaser, que modela dois cenários, um conflito menor e uma guerra maior, ambos situados entre 2026 e 2030. O documento estima que a China poderia perder mais de 100 mil soldados e sofrer devastação econômica, militar e social, em linha com os dados citados na narração. A existência, a autoria e a estrutura do relatório conferem.

Fontes (2)
  • If China Attacks Taiwan German Marshall Fund of the United States · fonte primáriaIf China Attacks Taiwan: The Consequences for China of Minor Conflict and Major War Scenarios
  • Taiwan conflict catastrophic for China: US report Taipei Timesthe People's Liberation Army could sustain losses of more than half of its active-duty ground forces, including 100,000 troops killed
Não procede Dez trilhões de dólares equivaleriam a quase todo o PIB da China.
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1 bilhão aqui, 2 bilhões aqui, 3 bilhões aqui. Aí bota os mercados em derretimento estrutural. Isso, se um evento desses no cenário 2 levar meses, meu amigo, segurou, segurou, segurou. Pelo menos o primeiro mês vai ser um desastre absurdo. Aí o segundo mês já vai ser operado pensando no como que vai se resolver. Aí se tiver qualquer possibilidade de resolver o conflito, começa a recuperar um pouco. Mas pode azedar muito, porque vai ir além desse desastre, né, vai começar a bater na inflação. Aí o Banco Central vai ter que agir e aí segurou. O tempo as sanções internacionais iam durar. Para vocês terem uma ideia, 10 trilhões de dólares é quase o PIB inteiro da China. E no cenário maior, as perdas podem passar de 15 trilhões de dólares. E todos esses trilhões são a perda direta do conflito. Só que o relatório também fala de quatro áreas onde a China seria devastada indiretamente. A primeira é a economia. A China enfrentaria uma porrada de sanções econômicas. Os países ao redor do mundo cortariam o comércio. Empresas estrangeiras fugiriam.

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Análise Supercrítico

O PIB nominal da China foi de cerca de 18,8 trilhões de dólares em 2024, segundo dados oficiais divulgados pelo Escritório Nacional de Estatística. Assim, 10 trilhões de dólares equivalem a pouco mais da metade da economia chinesa, e não a quase todo o PIB do país. A comparação subestima em cerca de duas vezes o tamanho real da economia da China.

Fontes (2)
Confere Em 2024 o Brasil exportou 94 bilhões de dólares para a China e 40 bilhões para os EUA.
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A bolsa de Taiwan para. A bolsa dos Estados Unidos para. Todas as bolsas de valores do mundo parariam. E as maiores empresas do mundo não conseguiriam produzir nada. Todo mundo depende de uma única empresa numa única ilha. E no caso do Brasil, é tudo ainda mais delicado porque a grande maioria das nossas exportações são de commodities. A gente exporta soja, minério de ferro, petróleo, carne, café, suco de laranja, enfim. Quase toda a nossa exportação é agrícola. E adivinha para onde vai a maioria dos nossos produtos exportados? É para a China e para os Estados Unidos. As duas maiores economias do mundo que juntas são quase metade do comércio com o Brasil. Inclusive, a China importou do Brasil mais do que o dobro dos Estados Unidos e Europa juntos. Em 2024, foram 94 bilhões de dólares em exportações contra 40 bilhões dos Estados Unidos. E se a China e os Estados Unidos entrarem em guerra por causa de Taiwan, a demanda pelos nossos produtos cai. E se a demanda cai, entram menos dólares no Brasil. Então, o real começa a se desvalorizar. Aí o Brasil faz menos dinheiro. Toda a nossa economia começa a sofrer, inclusive a bolsa. Então, o primeiro ponto é simples e óbvio, mas muita gente ainda não colocou em prática.

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Análise Supercrítico

As exportações brasileiras para a China somaram cerca de 94,4 bilhões de dólares em 2024, contra 40,3 bilhões destinados aos Estados Unidos, confirmando a China como maior destino, com 28% das vendas externas do país. Os dois valores citados estão corretos. Já a afirmação vizinha de que a China compra mais do que o dobro de EUA e Europa juntos é exagerada, pois a União Europeia sozinha importa dezenas de bilhões do Brasil.

Fontes (2)
Não procede Ray Dalio descreveria um ciclo de impérios que começa pelo Império Alemão por volta de 1600.
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A terceira forma de proteger seu patrimônio, eu quero que você presta muita atenção nas empresas de tecnologia que você investe, é o seguinte, se você tem ações da NVIDIA, da AMD, da Apple, da Meta ou de qualquer empresa que depende de chip, você precisa entender que eles têm dois tipos de riscos. O primeiro risco dessas empresas é o risco do negócio. O segundo risco é o risco geopolítico. Se Taiwan for invadida amanhã, essas ações podem despencar porque elas dependem quase que 100% dos chips da TSMC. Então, cuidado com o percentual do seu patrimônio nessas empresas. Quarta forma de proteger seu patrimônio, invista em ativos escassos. Eu lembro de alguns anos atrás, lá em 2022, quando eu gravei um vídeo com o Roy Dalio, ele comentou sobre como ciclos de mercado acontecem e de como o mundo estava passando por um daqueles ciclos que demoram mais de 100 anos para acontecer. E o primeiro ciclo foi do Império Alemão, por volta dos anos 1600. Depois teve o Império Inglês, em 1800. Depois dos ingleses, veio os americanos, em 1900, que estão sendo ultrapassados nesse exato momento pelos chineses. Só que dentro do declínio de um desses impérios e a ascensão de um novo, aconteciam sempre os mesmos sintomas todas as vezes. O primeiro sintoma que aparecia era a impressão de moeda. Todos esses países, em algum momento, começavam a aumentar a oferta de dinheiro

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Análise Supercrítico

No arcabouço de Ray Dalio sobre a ordem mundial, o império e a moeda de reserva dos anos 1600 são os holandeses, com o florim, seguidos pelo Império Britânico e a libra no século 19 e pelos Estados Unidos e o dólar no século 20. Não há Império Alemão nessa sequência. A narração troca o império holandês pelo alemão, contrariando a própria fonte que diz estar citando.

Fontes (2)
  • Ray Dalio's Changing World Order The Investor's Podcast Networkthe British empire and pound in the 1800s, and before that, it was the Dutch empire and guilder in the 1600s
  • The Changing World Order Ray Dalio · fonte primáriathe Dutch, British, and American empires and their reserve currencies
Confere O ouro bateu recordes seguidos e chegou a cerca de 5.500 dólares a onça, o maior valor da história.
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E M1 nada mais é que o dinheiro físico em circulação. Então o que está acontecendo é que os Estados Unidos estão criando cada vez mais dólares na economia. De 2020 para cá, a gente tem 5 vezes mais dinheiro circulando ao redor do mundo. E se tem mais dinheiro em circulação, o que acontece com o valor? Ele despenca completamente. A pergunta que eu te faço agora é a seguinte. Será que faz sentido você trocar o seu tempo, que é escasso, por dinheiro que pode ser criado por uma impressora? É esse questionamento que muitos investidores estão fazendo. E é por isso que os ativos escassos têm ganhado cada vez mais atenção nos últimos anos. Muita gente argumenta que não é o ouro, a prata e o bitcoin que estão subindo nos últimos anos. E sim as moedas ao redor do mundo que estão perdendo valor. Por isso, todo ano, ativos escassos sobem de preço. O ouro, por exemplo, bateu mais de 80 recordes históricos desde 2024. E hoje uma onça de ouro custa 5.500 dólares. É o maior valor da história. As pessoas estão começando a ver mais valor nos ativos escassos. Ativos que não podem ser criados simplesmente do nada. E o bitcoin, o ouro, a prata e vários metais preciosos são alguns desses ativos. O ouro nos últimos 12 meses subiu próximo de 100%. A prata subiu, o cobre subiu, a platina subiu.

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Análise Supercrítico

O ouro renovou máximas históricas sucessivas ao longo de 2024 e 2025 e atingiu recorde em torno de 5.500 dólares por onça no fim de janeiro de 2026, negociado nessa faixa também em fevereiro. O patamar citado corresponde de fato ao maior valor já registrado na época da gravação. O metal acumulava alta próxima de 90% a 100% em doze meses, coerente com a narração.

Fontes (2)
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