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Como a China está desafiando os EUA? | O mundo ao seu alcance com Ricardo Leães

JM
Jones Manoel
@jones-manoel · Jones Manoel
91índice · 29 factuais amostra inicial
12 falasImpreciso 1 Especulação 2 Confere 9

Reflete as afirmações analisadas, escolhidas por relevância; não é uma amostra do total do que o criador fala. Como calculamos.

Checagem do Supercrítico · publicado em 02/09/2026

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A leitura do vídeo

Além das afirmações uma a uma, como o vídeo monta o argumento e o que deixa de fora. Análise editorial da moldura; qualifica o argumento, não a pessoa. Entenda as técnicas →

O vídeo leva a concluirO avanço da China é uma marcha praticamente inevitável que, setor a setor — automóveis, semicondutores e agora poder de sanção —, vai suplantar a hegemonia econômica dos Estados Unidos e inaugurar uma nova era; é só questão de tempo.

Omissão de origem
E isso, pessoal, não teria acontecido se não fosse o esforço do governo chinês.
O que falta

Atribui todo o avanço ao Estado e omite a origem privada e o capital estrangeiro. A BYD, exemplo-símbolo do vídeo, nasceu em 1995 como fabricante privada de baterias fundada por Wang Chuanfu, e teve a Berkshire Hathaway de Warren Buffett comprando cerca de 10% (US$ 230 milhões) em 2008; a cadeia chinesa de EV também foi adensada por capital e tecnologia estrangeiros, como a gigafábrica da Tesla em Xangai. O êxito não decorre só de plano quinquenal e crédito dirigido.

Fontes (2)
Seleção conveniente
É provável que nos próximos anos, inclusive, a China consiga realizar o que falta ainda, que é competir em par de igualdade com os Estados Unidos, no setor de semicondutores e no setor de inteligência artificial, embora esse último a China já esteja muito próxima de competir muito bem com os Estados Unidos.
O que falta

Seleciona os setores em que a China lidera (solar, baterias, EV) e trata semicondutores como quase vencidos, omitindo a dependência que persiste: em 2024 a China importou US$ 385 bilhões em circuitos integrados, seu maior item isolado de importação — acima até do petróleo bruto (cerca de US$ 325 bilhões) — e segue sem produção doméstica de máquinas EUV. 'Competir em par de igualdade' está longe do que os próprios números de importação mostram.

Fontes (1)
Indução causal
Vai chegar um momento em que a China vai conseguir produzir a mesma quantidade de máquinas de UV do que a ASML.
O que falta

Projeta o catch-up dos carros elétricos como lei geral: se a China alcançou a Tesla, alcançará a ASML na litografia de ponta. Mas 'começou atrás e depois dominou' tem contraexemplo nomeado no próprio setor e no próprio país que o vídeo cita — o Japão: entre 1978 e 1987 subiu de 28% para cerca de 50% do mercado global de semicondutores e, após o Acordo EUA-Japão de 1986 e as tarifas de Reagan, recuou a algo em torno de 10%. Alcançar a fronteira tecnológica não garante mantê-la nem dominá-la.

Fontes (2)
Falso ineditismo
E agora, a China está dizendo que existe um mundo alternativo. Existe um mundo em que essas sanções simplesmente não funcionam.
O que falta

Apresenta a lei anti-sanções chinesa como uma novidade que abre 'um mundo em que as sanções não funcionam'. Instrumento equivalente existe há quase 30 anos e fracassou: a União Europeia editou o Blocking Statute (Regulamento 2271/96) em 1996 justamente para blindar suas empresas das sanções extraterritoriais dos EUA a Cuba, Irã e Líbia, e na prática as empresas europeias seguiram cumprindo as sanções americanas por medo de perder o acesso ao mercado e ao dólar. Uma decisão judicial isolada não neutraliza esse incentivo.

Fontes (2)
  • Extraterritoriality (Blocking statute) European Commission · fonte primáriaIn 1996, the United States took such measures concerning Cuba, Iran and Libya. In response, the EU adopted the blocking statute.
  • What Is Blocking Statutes? Financial Crime AcademyFaced with the choice between complying with US secondary sanctions or violating the Blocking Statute, they typically have chosen the former, wishing to avoid the risk of paying a large fine or being placed on the SDN list.
Escalada emocional
Estamos vendo o alvorecer de uma nova era.
O que falta

A linguagem de época ('alvorecer de uma nova era', 'essa será a realidade', 'domínio total até 2030') converte uma tendência cheia de variáveis em desfecho garantido. A mesma narrativa de superação inevitável foi feita sobre o Japão: o best-seller 'Japan as Number One' (Ezra Vogel, 1979) e o pânico econômico americano dos anos 1980 previam o Japão ultrapassando os EUA — em vez disso veio o estouro da bolha em 1989 e as 'décadas perdidas'. Certeza retórica não é prognóstico.

Fontes (2)
Veredito da moldura

Os fatos isolados conferem: a China lidera solar, baterias e veículos elétricos (IEA), a BYD superou a Tesla e uma estatal de Xangai começou a produzir máquinas DUV. A moldura distorce ao converter liderança em alguns setores em domínio inevitável em todos: projeta o catch-up dos carros elétricos sobre a litografia de ponta como desfecho garantido ('a qualidade vai ser tão boa quanto a da ASML e o preço vai ser menor'), embora o próprio vídeo admita que a máquina EUV chinesa é só um protótipo e a China ainda tenha importado US$ 385 bilhões em chips em 2024. O efeito sobre quem assiste é ler uma tendência cheia de variáveis como resultado já dado — a mesma leitura de inevitabilidade que se fez sobre o Japão nos anos 1980 e não se confirmou.

Confere China lidera a manufatura global de painéis solares, baterias, turbinas eólicas e veículos elétricos.
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O desenvolvimento econômico chinês é sem dúvida o tema mais relevante da economia política internacional ao longo das últimas décadas. A China, hoje em dia, é um país que impressiona, não apenas pelo seu crescimento econômico, pelo seu desenvolvimento industrial, mas também pelos seus avanços tecnológicos. Quem, como eu, cresceu nos anos 90 deve lembrar que naquela época os produtos chineses eram, em sua maioria, de bom preço, mas de baixa qualidade. Inclusive, muitas lojas acabaram se especializando na importação desses produtos. Mas hoje, a realidade é completamente diferente. A China compete muito bem ou até supera a concorrência ocidental em setores como painéis solares, turbinas eólicas, baterias e automóveis elétricos. E nada disso é fortuito, nada disso aconteceu por acaso, muito pelo contrário. A China segue com seus planos quinquenais e o governo chinês é capaz de mobilizar uma quantidade enorme de recursos, de direcionar crédito, de garantir que as universidades e os institutos de pesquisa trabalhem em conjunto com essas empresas, justamente para a China conseguir avançar tecnologicamente em tantos setores.

Transcrição automática do trecho em torno da fala; pode incluir o entrevistador.
Análise Supercrítico

A IEA confirma que em 2024 a China respondeu por mais de 80% dos módulos solares e das células de bateria do mundo, por mais de dois terços dos veículos elétricos e por mais de 60% da capacidade global de manufatura de tecnologias limpas, à frente em todas elas, incluindo eólica. A afirmação confere.

Fontes (2)
Especulação Projeta que as exportações chinesas de automóveis somem US$ 200 bilhões em 2026.
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As marcas dos Estados Unidos, da Europa, do Japão e da Coreia do Sul. E observem que alguns dados efetivamente sinalizam exatamente esse processo. Esse gráfico aqui, por exemplo, ele mostra a balança comercial da China de automóveis. E vocês podem ver que mais ou menos aqui, de 2012 até 2021, a China esteve estável nesse setor. Ela vendia uma quantidade de automóveis que em valor não variava muito. Só que esse processo sofreu uma grande transformação a partir de 2021. Em 2021, a gente vê claramente que a China passa a ter um crescimento muito significativo. E a previsão é de que em 2026 a China consiga um total de 200 bilhões de dólares apenas com a venda de automóveis para o resto do mundo. E quando nós observamos a informação contrária, ou seja, as suas importações, o movimento é o inverso. A China importava mais ou menos 60 bilhões de dólares em veículos até 2020 e 2021.

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Análise Supercrítico

É uma projeção sobre 2026, sem dado consolidado a confirmar. Serve de referência que em 2024 a China exportou cerca de 5,9 a 6,4 milhões de veículos, tornando-se a maior exportadora do mundo à frente do Japão; o valor de US$ 200 bilhões é uma estimativa apresentada num gráfico do próprio vídeo.

Fontes (1)
Especulação Diz que a China exportava cerca de 1 milhão de veículos/ano até 2020-21 e projeta 12 milhões exportados em 2026.
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E essa realidade é outra porque efetivamente a China passou a dominar os automóveis de nova energia, os automóveis elétricos e os automóveis híbridos. E isso, pessoal, não teria acontecido se não fosse o esforço do governo chinês. Foi por conta do governo chinês e, é claro, da atuação das empresas, das universidades e dos institutos de pesquisa que a China conseguiu fazer esse avanço. Eu quero mostrar aqui para vocês também um outro gráfico que mostra exatamente aqui. Esse gráfico aqui são as vendas totais de automóveis da China por ano, mas aqui não em valor e sim no número de veículos exportados. Vejam que aqui de 2014 até 2020, 2021, esse gráfico estava bem estabilizado porque a China vendia em torno de um milhão de automóveis por ano. Mas olha como cresceu desde então. A previsão é que em 2026 a China venda 12 milhões de automóveis. E vejam, pessoal, que isso não são todos os carros que são consumidos pelas pessoas ao redor do mundo, carros chineses. Porque esses são apenas os automóveis que são produzidos na China e vendidos no exterior.

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Análise Supercrítico

A base histórica confere: até 2020 a China exportava perto de 1 milhão de veículos por ano. Já a projeção de 12 milhões em 2026 é especulativa e agressiva: o dado real de 2024 ficou em torno de 5,9 a 6,4 milhões de unidades, e análises do setor apontam desaceleração, não a duplicação implícita.

Fontes (2)
Confere Afirma que a BYD tem uma fábrica na Bahia.
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Esse gráfico aqui são as vendas totais de automóveis da China por ano, mas aqui não em valor e sim no número de veículos exportados. Vejam que aqui de 2014 até 2020, 2021, esse gráfico estava bem estabilizado porque a China vendia em torno de um milhão de automóveis por ano. Mas olha como cresceu desde então. A previsão é que em 2026 a China venda 12 milhões de automóveis. E vejam, pessoal, que isso não são todos os carros que são consumidos pelas pessoas ao redor do mundo, carros chineses. Porque esses são apenas os automóveis que são produzidos na China e vendidos no exterior. Mas a China cada vez mais está entrando em mercados importantes na fabricação desses automóveis ou pelo menos na montagem, como é o caso do Brasil, onde a BYD tem uma fábrica na Bahia. Então, esses automóveis que a China vende a partir dessa fábrica, por exemplo, não estão nessa conta. Então, realmente, o que a China está fazendo agora é muito impressionante. E mais impressionante ainda, quando a gente leva em consideração que os Estados Unidos e a Europa estão colocando barreiras à importação de automóveis chineses.

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Análise Supercrítico

A BYD montou seu complexo industrial em Camaçari, na Bahia, no antigo parque da Ford, com início de operação de montagem em 2025. A afirmação confere.

Fontes (1)
Confere Atribui ao CEO da Ford a previsão de carros chineses à venda nos EUA na próxima década.
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E mais impressionante ainda, quando a gente leva em consideração que os Estados Unidos e a Europa estão colocando barreiras à importação de automóveis chineses. No caso dos Estados Unidos, são barreiras atualmente proibitivas, tanto para os automóveis híbridos quanto para os elétricos. E no caso da Europa, há uma taxa muito grande para os automóveis elétricos chineses entrarem nesse continente. Mas para os híbridos, a situação já é um pouco mais tranquila. Mas observem que, mesmo assim, a previsão de muitas pessoas do setor é que haverá automóveis chineses nos Estados Unidos nos próximos anos. Tem essa notícia aqui que eu achei bem relevante. O CEO da Ford disse que acredita que na próxima década os carros chineses estarão à venda nos Estados Unidos. Ele avalia que as barreiras tarifárias que os Estados Unidos impuseram à China não vão ser capazes de barrar a entrada dos carros chineses nesse mercado por muito tempo. E essa avaliação do CEO da Ford tem uma razão muito lógica. Hoje em dia, a população estadunidense está muito mais sintonizada com o que acontece na China.

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Análise Supercrítico

Jim Farley, CEO da Ford, disse a funcionários que montadoras chinesas podem entrar no mercado americano em um horizonte de cinco a dez anos, apesar das tarifas. A atribuição e o prazo conferem.

Fontes (1)
Impreciso Afirma que a Volkswagen fechou uma fábrica na Alemanha pela primeira vez em sua história.
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É provável que em determinado momento essa pressão simplesmente se torne insuperável, insuportável por parte do governo dos Estados Unidos, que vai ter que aceitar de alguma forma os automóveis chineses. E vejam, gente, que isso é muito, muito relevante. Países ao redor do mundo têm na indústria automobilística, muitas vezes, a sua principal fonte de renda, pelo menos o seu principal componente do PIB. O caso da Alemanha é muito significativo. A Alemanha é conhecida pelos seus automóveis há muitas e muitas e muitas décadas. No caso dos motores de combustão interna, os carros alemães são ainda considerados dos melhores do mundo. Só que, por conta da concorrência chinesa, essa situação está se tornando muito difícil para a Alemanha. Inclusive, no ano passado, a Volkswagen, pela primeira vez na história, fechou uma fábrica na Alemanha. Inclusive, houve muitos protestos. O sindicato dos trabalhadores dessa fábrica tentaram resistir ao máximo, mas isso acabou não acontecendo. E provavelmente por conta do avanço que a China tem feito nesse setor.

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A Volkswagen encerrou a produção de veículos na unidade de Dresden no fim de 2024, descrita pela imprensa como o primeiro fechamento de fábrica na Alemanha em sua história. Contudo, o plano maior de fechar três plantas foi cancelado por um acordo com o sindicato IG Metall em dezembro de 2024, que manteve as dez fábricas alemãs abertas até 2030 — nuance que a frase omite.

Fontes (2)
Confere Diz que a TSMC produz chips de 2 nm e a China está limitada a 7 nm.
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para a TSMC, que é a principal empresa de fabricação de chips do mundo, aquela empresa de Taiwan. só que os Estados Unidos, ali no finalzinho dos anos 2010, decidiram pressionar a ASML para ela não vender mais equipamentos para a China. Existem dois tipos de máquinas fundamentais, tá, pessoal? As máquinas DUV e as máquinas EUV. As máquinas DUV são capazes de produzir os chips de até 7 nanômetros, tá? Para quem não sabe, quanto menores são os chips ou menores os transistores dentro do chip, maior a sua capacidade. Então, às vezes, quem acompanha esse mercado deve ver, ah, agora a TSMC produz chips de até 2 nanômetros. A China ainda está um pouco atrasada nesse setor, ela produz chips de até 7 nanômetros. Então, as máquinas DUV produzem chips mais ou menos de 28 a 7 nanômetros. São chips já muito bons, mas não são os menores do mercado. Para produzir os menores chips do mercado, é necessário utilizar máquinas EUV,

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Análise Supercrítico

A TSMC iniciou a produção em volume do nó de 2 nm (N2) no quarto trimestre de 2025, enquanto a SMIC fabrica em 7 nm sem EUV, apontada como duas a três gerações atrás das líderes. Os dois números conferem.

Fontes (2)
Confere Afirma que os EUA barraram a venda de máquinas EUV da ASML à China e depois também as DUV.
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Para quem não sabe, quanto menores são os chips ou menores os transistores dentro do chip, maior a sua capacidade. Então, às vezes, quem acompanha esse mercado deve ver, ah, agora a TSMC produz chips de até 2 nanômetros. A China ainda está um pouco atrasada nesse setor, ela produz chips de até 7 nanômetros. Então, as máquinas DUV produzem chips mais ou menos de 28 a 7 nanômetros. São chips já muito bons, mas não são os menores do mercado. Para produzir os menores chips do mercado, é necessário utilizar máquinas EUV, que produzem esses chips de 5, 3 e 2 nanômetros. Só que o problema é que os Estados Unidos simplesmente impediram a ASML de vender máquinas EUV para a China. E, mais recentemente, até as máquinas DUV foram proibidas. A expectativa dos Estados Unidos era que, com essas proibições, a China simplesmente não conseguisse fazer esses avanços, que ela não fizesse aquilo que os economistas chamam de catch-up, ou seja, alcançar tecnologicamente os seus competidores.

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Análise Supercrítico

A ASML nunca enviou um scanner EUV à China: o governo holandês, sob pressão dos EUA, bloqueou a exportação em 2019. Em 2023 os holandeses passaram a restringir também as DUV de imersão mais avançadas, com novas restrições em curso. A sequência descrita confere.

Fontes (1)
Confere Diz que a estatal chinesa de Xangai que produz máquinas DUV planeja vender 5 máquinas em 2026 e 20 em 2027.
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que ela não fizesse aquilo que os economistas chamam de catch-up, ou seja, alcançar tecnologicamente os seus competidores. Inclusive, hoje, como eu comentei, a China já produz chips de 7 nanômetros. E a indústria considerava isso impossível. avaliando o que a China tinha à sua disposição, eles disseram que a China não conseguiria produzir chips desse tamanho. E a China já conseguiu. E a notícia agora é que a China iniciou a produção de ferramentas DEUV. Ou seja, aquelas máquinas que produzem os chips de 28 até 7 nanômetros, agora são produzidas por uma empresa estatal chinesa de Xangai, chamada de Aishan Na. Vejam, pessoal, no momento, a previsão é que essa empresa venda 5 máquinas para o mercado, agora em 2026, e 20 máquinas no ano que vem, em 2027. Claro que não se trata de um mercado que tenha tantas máquinas assim no mercado. A ASML, por exemplo, nesse setor, ela vendeu mais ou menos 100, de 100 a 150 máquinas no ano passado.

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Análise Supercrítico

A Reuters noticiou que a Shanghai Aishengna (estatal de Xangai) iniciou a produção de máquinas DUV de imersão domésticas, com meta de cerca de 5 unidades em 2026 e 20 em 2027, para SMIC, Hua Hong e CXMT. Os números conferem.

Fontes (1)
Confere Afirma que a BYD superou a Tesla em faturamento e em venda de automóveis.
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Então, não se trata de dizer que a China tenha simplesmente rompido o monopólio da ASL. A ASML, porque as máquinas de DEUV da China ainda são em poucas quantidades e ainda estão um pouquinho atrasadas tecnologicamente. Mas, gente, esse padrão é algo que a China já fez em outros setores. Nos automóveis elétricos também a China começou atrasada. É muito famoso um vídeo do Elon Musk de 10, 12 anos atrás, em que uma repórter pergunta para ele sobre os carros da BYD. E ele debocha, ele ri. Ele diz, ah, mas você já viu os carros deles? São carros ruins, não tem condições de competir com a Tesla. E hoje em dia, a BYD é maior do que a Tesla em termos de faturamento, em termos de venda de automóveis. Então, a tendência, pessoal, é que agora, essas máquinas que são produzidas pela Aishandar se tornem cada vez melhores. Ou seja, o que vai acontecer? Ela vai vender essas máquinas para as empresas que fabricam chips. Essas empresas vão apontar os problemas, vão reportar esses problemas.

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Em 2024 a BYD registrou receita de 777 bilhões de yuans (cerca de US$ 107 bilhões), superando os US$ 97,7 bilhões da Tesla, e vendeu 4,27 milhões de veículos de passeio (incluindo híbridos) contra cerca de 1,79 milhão da Tesla. A afirmação confere.

Fontes (1)
Confere Descreve a primeira aplicação judicial da Lei Anti-Sanções de 2021: transportadora de Singapura recusou entregar carga de Hong Kong ao Panamá citando sanções dos EUA e foi condenada.
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As forças armadas utilizam muito. Esse chip está na vanguarda, está na fronteira tecnológica. É muito importante para que a China consiga consolidar o seu crescimento econômico e ocupar um novo lugar nas relações econômicas internacionais. E agora, falando sobre esse novo lugar da China, eu acho que a gente tem que destacar uma notícia que praticamente passou batida da imprensa brasileira, mas que é muito, muito, muito relevante para a gente avaliar exatamente o que está acontecendo. Agora, deixa eu até traduzir isso aqui para o português, pessoal. Para ficar mais claro aqui para quem está vendo o vídeo. Nos últimos dias, a Suprema Corte da China fez a primeira decisão dela em relação à lei de sanções estrangeiras. Deixa eu explicar isso para vocês. No ano de 2021, a China aprovou uma lei anti-sanções estrangeiras. O que significa isso? Significa que as empresas que operam na China, sejam elas chinesas ou não, simplesmente não podem cumprir sanções unilaterais impostas por outros países,

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O caso confere. Uma transportadora de Singapura recusou-se a entregar eletrônicos de Xangai ao Panamá alegando sanção dos EUA contra o cliente de Hong Kong; o Tribunal Marítimo de Xangai a condenou a pagar 4,99 milhões de yuans, e o Supremo Tribunal Popular destacou o caso como a primeira aplicação obrigatória da Lei Anti-Sanções de 2021. Precisão: a decisão original é do tribunal de Xangai, reconhecida/destacada pelo Supremo, não uma sentença do próprio Supremo.

Fontes (1)
Confere Afirma que o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sancionou refinarias chinesas que compram petróleo iraniano.
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simplesmente não podem cumprir sanções unilaterais impostas por outros países, se elas estiverem operando no mercado chinês. É óbvio que aqui o recado é para os Estados Unidos, que se houver sanções impostas pelos Estados Unidos, essas empresas têm que escolher. Ou vocês cumprem essas sanções e aí vocês vão ter que estar agindo à revelia da lei chinesa, ou vocês não cumprem essas sanções e vocês vão estar agindo de acordo com a lei chinesa. Só que, embora essa lei seja de 2021, até o momento a China não vinha aplicando essa lei. Ficava como uma lei para inglês ver, pelo menos até agora, tá, pessoal? Só que aí, por conta da guerra contra o Irã, o Scott Bassett, o ministro das Finanças, secretário das Finanças dos Estados Unidos, decidiu penalizar algumas empresas chinesas, algumas empresas refinadoras chinesas que compram petróleo do Irã. Ao invés de uma punição geral, para todo mundo que quisesse fazer, ele nomeou essas empresas. E aí, o governo da China disse que, a partir de agora,

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Análise Supercrítico

O Tesouro dos EUA, sob o secretário Scott Bessent, sancionou refinarias independentes chinesas (as chamadas teapots), como a Hengli Petrochemical, por comprarem petróleo iraniano, nomeando empresas específicas em vez de uma restrição genérica. A atribuição e o fato conferem; o cargo correto é Secretário do Tesouro.

Fontes (1)
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